sábado, 20 de dezembro de 2014

Condenado a ser condenado!...

Imagem retirada do jornal Público


Pelo andar da carruagem, começamos a adivinhar-lhe o destino. De abuso de autoridade em abuso de autoridade, até à machadada mortal, na lisura de processos do Ministério Público.

E se afinal os milhões de Sócrates vierem a aparecer sob a forma de indemnização a pagar pelo Estado?! Querem ver que o homem estará mesmo condenado a ser condenado, por enriquecer de forma lícita?!...

Até breve

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Na mais pura das agnosticidades !...


Abuso de autoridade (8)

A proibição de Sócrates dar entrevistas é mais uma peça do tratamento persecutório dado ao antigo primeiro-ministro. Sujeito às mais vis imputações nos media, alimentadas selectivamente pela acusação, Sócrates vê-se privado de se defender no mesmo terreno. Ora, o direito de defesa não vale somente contra as acusações no processo.

O juiz de instrução, que devia ser o garante das liberdades e dos direitos dos detidos contra a acusação, torna-se um puro instrumento da arbitrariedade autoritária do Ministério Público.
(Publicado por Vital Moreira, in Causa Nossa)

Juntar o ridículo à infâmia

Vai-se tornando cada vez mais evidente que o Ministério Público continua a não ter a mínima base para qualquer acusação contra Sócrates, tal como não tinha quando o mandou deter para interrogatório, nem quando requereu a sua prisão preventiva.

Se tudo o que tem é o que agora mandou para os jornais - segundo o que Sócrates teria pedido dinheiro ao seu amigo rico -, o Ministério Público arrisca-se a somar o ridículo à infâmia. Então quem supostamente tinha recebido milhões em imaginárias "luvas" tem de pedir dinheiro ao amigo?

E foi com base nisto que o juiz de instrução - que devia ser o garante das liberdades contra o Ministério Público e não o carimbo dos abusos deste - aceitou validar a detenção e depois decretar a prisão preventiva, alimentando o achincalhamento público do antigo primeiro-ministro pelo "jornalismo de sarjeta" que floresce entre nós?!


Quando um dos maiores arquitectos do nosso Edifício Constitucional, vem a público, desassombradamente, proferir tão graves acusações, o que deverá pensar para com os seus botões, o modesto cidadão comum?!... 

Por mim, de cabeça erguida, mãos livres e na mais pura das agnosticidades, vou presumindo a inocência de quem, até agora, apenas vi ser julgado na praça pública, por quem na santidade das eucaristias pretende mostrar ao mundo que está de bem com o seu deus!...

Até breve 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

É chegada a hora: Futuro ou Morte !!!...



Afadigam-se os politólogos surfistas, mai-los bruxos comentadores dos nossos jornais, revistas, rádios, televisões, blogs e redes sociais, em tentativas, alienadas ou não, de encontrar nos ventos que no último fim de semana sopraram da FIL, a interpretação mais próxima do verdadeiro sentido das palavras do novo líder socialista.

E desse complexo e outrora poderoso quarto poder, cada vez mais reduzido e insignificante neste país, por via de uma fuga racional e inteligente, a um futuro que nos últimos anos vem sendo pintado de cores dramaticamente mais escuras, ou de uma confrangedora alienação ou sumissão ao poder do pintor, ou ainda e finalmente, de um misto de cobarde alheamento com a recusa consciente de afrontamentos comprometedores, resultando numa estranha adopção dos brandos costumes que nem os quarenta anos de Abril parecem ter erradicado, parecem ter resultado, discursos, opiniões, pensamentos e crónicas, quase tão ridículas como as cartas de amor de Pessoa.

Porém, a meu ver, a mensagem do novo candidato a primeiro-ministro que, como simples e modesto simpatizante socialista, ajudei a escolher, parece-me mais clara e transparente, que as águas puras e cristalinas da nascente hermínia do Mondeguinho: é chegada a hora!...

É chegada a hora de o povo construir com as suas próprias mãos, a maioria absoluta que seja capaz de lhe garantir uma redentora fuga à indigência dos últimos quatro anos.

É chegada a hora de rejeitar liminarmente o "fado" de um famigerado e sempiterno "arco de governação", com o consequente, irrecusável e definitivo desafio ao BE e ao PCP.

É chegada a hora do partido que suporta o actual poder, independentemente de quem o lidere ou possa vir a liderar, Pedro ou Rui, recuse liminarmente a prossecução das políticas que vem tentando implementar e seja capaz de abrir os seus horizontes ao Futuro, numa assumpção de responsabilidades que terá de passar necessariamente, por sadias políticas de partilha e contribuição patriótica, sem complexos nem instintos ideológicos hegemónicos.

Assim, sem meias-tintas e bem longe da carga ideológica e do contexto que rodeou o discurso de Che Guevara, em 11 de Dezembro de 1964, na ONU, António Costa terá deixado implícita a escolha: 

FUTURO OU MORTE!!!...

Até breve

sábado, 29 de novembro de 2014

ROUNDUP OU DDT?!...



Quanta juventude, talento e energia se vão desperdiçando de forma estúpida, inglória, decepcionante e quase ultrapassando a raia do desprezível, numa Comunicação Social abaixo de medíocre, apenas por comodismo ou, bem pior ainda, por medo, de braço dado com cobardia?!...

Quantos caminhos fáceis são percorridos, quantas carreiras prometedoras ficarão pelas bermas de estradas e caminhos, quanta dignidade negociada em troca de sóis que nunca hão-de brilhar, em troca de... nada?!...

O processo derivado da "Operação Marquês", tem vindo a trazer à superfície todas as fragilidades da nossa Comunicação Social, à medida que vamos assistindo ao intrincheiramento de quase todos os seus actores, segundo os seus humores, paixões e... ódios de  estimação. Absolutamente dramático!...

Aqui do meu canto, a famigerada operação lançada pelo "magistruz" Carlos Alexandre - híbrido resultante da combinação dos legalmente irresponsáveis magistrados, com os alcatruzes da respectiva nora corporativa, autoritária, arbitrária e privilegiada -, não será mais que uma inusitada "guerra química"!...

De um lado o general Carlos Alexandre e todas as tropas que lhe protegem os flancos, guardam a rectaguarda e lhe concedem o apoio logístico, social e político, adoptaram o ROUNDUP! Um herbicida à base de "glifosatos", de fácil aplicação e efeitos sistémicos devastadores para tudo o que sejam infestantes. A monda química perfeita, pouco exigente em investimento e inteligência, cuja única contra-indicação estará nos efeitos secundários que provoca quer a nível dos consumidores humanos dos produtos agrícolas mondados, quer a nível das consequências que o uso massivo do glifosato provoca, com a aparição de bio-resistâncias, que leva a um aumento progressivo das doses usadas, e assim a uma desvitalização e perda de fertilidade e capacidade de regeneração dos solos. Porém, nada que não possa ser ultrapassado com boas campanhas de desinformação pública: as ervas daninhas morrem e o objectivo essencial foi cumprido.

Claro que o ROUNDUP será absolutamente ineficaz no controlo de tudo o que diga respeito a todas as outras pestes que porventura possam existir na exploração. Mas os campos ficam limpos e as próximas gerações que tratem de encontrar o tratamento das doenças que subsequente e eventualmente possam vir a contrair e de conseguirem como lhes aprouver a recuperação dos solos degradados.  

Do outro lado do campo de batalha colocam-se os defensores de um combate mais amplo e generalizado, que tenha no horizonte a erradicação simultânea das infestantes e de todas as inúmeras pestes que lhe possam eventualmente estar associadas. Após a 2ª Grande Guerra surgiu um composto químico infalivel, mas cuja perigosidade cancerígena para os humanos, levou a que na década de 70 do século passado fosse probida a sua produção e comercialização: o DDT!...

Do "dicloro-difenil-tricloroetano" ficaram apenas as três letras universalmente conhecidas e que serviram de base para o avanço tecnológico que hoje nos permite controlar todas as pragas. E serviram também para afirmar aquilo que não queremos no nosso seio, os DDTs.

É esse campo de batalha a que o "magistruz" Carlos Alexandre e todos os seus seguidores fogem como o diabo da cruz!...

Porque será ?!...

Até breve

Eu também acredito na inocência de Ricardo Salgado!...



Abuso de Autoridade

"Enquanto Sócrates foi preso preventivamente por alegado risco de destruição de documentos, apesar de ter havido buscas em sua casa e em tudo o que podia mexer à volta dele, o ex-presidente do BES, Ricardo Salgadoque foi mantido em liberdade mediante caução, só agora é sujeito a buscas, passadas várias semanas.
A uniformidade de critérios é justamente apontada como um dos testes da imparcialidade. A duplicidade de critérios do Ministério Publico e do juiz de instrução nestes dois casos é edificante!"


Eu também acredito na inocência de Ricardo Salgado!...


Até breve

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

É esta canalhada de "jotas" que nos governa!...



Há imagens que valem mais que mil palavras! Este é o exemplo modelar dos governantes que temos: respeitador das instituições e de quem as representa, democrata, civilizado, urbano, educado, delicado, cortês, afável, dialogante, diplomático!...

Chama-se Paulo Núncio e é o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, presente na Comissão Parlamentar sobre a Reforma do IRS. É esta canalhada de "jotas" que nos governa!...

Este comportamento e a impunidade que se lhe há-de seguir, faz do ministro Manuel Pinho, um exemplo de virtudes!...

Até breve

domingo, 16 de novembro de 2014

O Ganda Nóia não sabe de nada !...



O "Ganda Nóia" será, muito provavelmente, a réplica tuga do australiano Julian Assange, salvaguardadas as devidas diferenças: nem os seus "ficheiros" alguma vez conseguirão tocar, na quantidade e na qualidade, os calcanhares dos registos do exilado há mais de dois anos na embaixada do Equador em Lonfres, nem a SIC terá algum dia a dimensão da Wikileaks. 

Mas que o homenzinho - os homens não se medem aos palmos! - sabe tudo sobre uma barbaridade de temas, isso nenhum dos telespectadores da SIC aos sábados, se atreverá a negar.

Porém, como todos os ídolos de pés de barro, o nosso "ganda nóia" também tem o seu "calcanhar de aquiles", cujas fragilidades todos pudemos comprovar, logo que rebentou o escândalo dos "vistos gold".

Numa feliz imagem do "fotógrafo que não estava lá", mas que a magia do Google hoje nos permite, aqui vos apresento a perplexidade do "velhaco" - não é um insulto, apenas o reconhecimento de que não será muito alto e uma jura a pés juntos de que jamais o vi dançar! -, perante presumíveis envolvimentos na escandaleira dos "vistos dourados", avançados pela CS, em empresas de que é sócio...

O "Ganda Nóia", não sabe "nadica de nada" do que acontece nas "suas" empresas. Caregadinho de moral na casa alheia, na sua não sabe de nada. Faz-me lembrar a descendência das grandes fortunas alentejanas, que enquanto desbaratava em Lisboa os milhões da cortiça, orgulhavam-se de afirmar nunca terem visto um sobreiro. Ou aqueloutra Espírito Santo, que adorava ir para a Comporta, brincar aos pobrezinhos.

Ah pois é, é mesmo pela boca que morre o peixe! E quanto mais graúdo, mais difícil de trazer para terra! Mas lá que vem, isso vem. O que é preciso é cansá-lo antes! Mas com paciência, tudo se resolve!...

Até breve

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

As térmitas e os efeitos das madeiras chinesas!...




No Brasil chamam-lhes cupins, em Portugal o nome assume uma forma mais erudita e os compêndios de biologia referem-nas como térmitas. Na Madeira tomaram o nome de jardins e na aldeola onde nasci. aprendi a chamar-lhes bichos da madeira, que tantas noites me amedrontaram e tiraram o sono em menino, com o seu escavar implacável e destruidor.

Não trabalham à luz do dia, preferem a escuridão do interior das madeiras secas e quase silenciosamente e no segredo dos deuses, podem destruir uma mesa, uma cama, uma casa ou até um país, se este for de madeira e nunca tiver sofrido tratamento preventivo, coisa que por cá ninguém parece saber o que é, ou se sabe, faz de conta que não é preciso.

Vivem à nossa custa, que o mesmo será dizer, à custa dos nossos descuidos, fechar de olhos ou encolher de ombros! Reproduzem-se quase como as formigas e copiam-lhes a organização e a determinação. São gordas e rechonchudas de inverno e ganham asas no verão, para poderem mudar de mesa, em busca de novos farnéis.

São os mineiros da nossa desgraça, de que só damos conta quando batemos com as costas no chão pelo desmantelamento da cadeira e da cama ou quando o telhado se abate sobre as nossas cabeças, porque os barrotes ficam ocos e frágeis sem que nos apercebamos do perigo.

Há séculos que sabemos da sua existência mas, de geração em geração, sempre lhes permitimos uma coexistência pacífica, calma e tranquila e ai de quem pense em travar-lhes a acção, que recolherá o odioso da inconveniência e do despropósito: os bichinhos até são inofensivos, coitadinhos, ninguém os vê, nem fazem mal a ninguém!...

Mas um dado estranho e novo parece ter sido introduzido na vida das térmitas, neste "sui generis" torrão luso. Com a recente importação massiva de madeiras chinesas, a mudança brusca dos hábitos alimentares, parece ter provocado violenta diarreia no clã. E é vê-las por aí de calças na mão, sem saberem muito bem o que hão-de fazer: por um lado, se continuam a alimentar-se com tão indigesto repasto, correm o risco de se esvair em água e quanto mais comerem mais apressarão o fim, por outro lado sem alimento, morrerão de inanição no próprio alojamento...

A vida parece agora correr bem para as formigas, que se aprontam para devorar os cadáveres. Pois, os necrófagos, convenientemente, apenas se abeiram quando a vítima já não mexe...

Até breve

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

As águias e os patos!...



Chama-se Manuel Machado, é licenciado em Educação Física e desempenha actualmente a função de treinador da modesta equipa de futebol do Nacional da Madeira, a militar na I Liga.

Sim, estamos a falar de futebol, mas para o professor MM, o mundo que o rodeia não será propriamente uma bola de futebol.

Indignado por estar numa conferência de imprensa para falar da sua equipa e ser confrontado com questões centradas noutras equipas de diferente poderio económico e desportivo, disse de sua justiça...

A dignidade não se negoceia! Nem mesmo em troca do Sol!...

Mas os nossos jornalista continuam a ser... mesmo, muito pequeninos!...

Até breve

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Socialismo de Mercado vem aí ?!...


Aplaudido por uns, como o mentor de uma nova ideologia económica capaz de dar resposta aos grandes problemas da economia global, nascidos no começo do século XXI e acusado por outros de ser um secretíssimo porta estandarte de uma Nova Ordem Mundial, decorrente das conclusões e objectivos do Clube Bilderberg, aí está o livro "O Capital no Século XXI", de Thomas Piketty, um surprendente e fenomenal sucesso de vendas, que mais não será que um curioso e profundo ensaio sobre a pulsão desigualitária do capitalismo dos nossos dias que, justificadamente, invadiu os media e o debate público à escala universal.

Ainda será porventura demasiado cedo, para concluir se "O Capital" de Piketty poderá alguma vez vir a revelar-se, no impacto e na revolução política e económica, como o herdeiro da obra homónima que Karl Marx começou a publicar em 1867. Como também será extemporânea qualquer precipitada adesão às teorias, quer daqueles que o aplaudem, quer dos seus detractores.



Atrai-me mais o sentimento de que a obra de Piketty, poderá ser mais uma resposta à crise económica que vem varrendo o mundo, que o aprofundamento das ideias de domínio global nascidas em Bilderberg.

Quero acreditar, que Piketty poderá estar a ajudar a lançar a génese de uma nova filosofia política e económica, que os chineses, provavelmente na vanguarda da sua implementação, já designaram como Socialismo de Mercado.

Nesse denominado Socialismo de Mercado, os bancos e a quase totalidade do capital financeiro, são predominantemente estatizados, financiando a indústria, a agricultura e comércio maioritariamente privatizados - as excepções serão os sectores considerados estratégicos. Desta forma é o estado que comanda firmemente a economia, ainda que de forma indirecta e sem necessidade de usar a propriedade, através do crédito.

Esse sistema vem acumulando provas, de estar a ser capaz de promover um crescimento econômico incomparavelmente maior ao que alguma vez evidenciaram, tanto o antigo sistema estatizante integral soviético, quanto o capitalismo neoliberal clássico dos países ocidentais.

Haverá já indicadores seguros e suficientes, que apontarão para que o capitalismo neoliberal ocidental não conseguirá sobreviver à sua próxima - provavelmente muito próxima - grande crise e então, de forma progressiva e global, todo o resto do planeta, será arrastado para a adesão a esse novo Socialismo de Mercado - bancos estatizados e empresas produtivas predominantemente privadas - com o capitalismo a ser finalmente banido e substituído por um novo sistema, ainda melhor, quiçá segundo o previsto por Marx há mais de um século, mas que o Homem se revelou incapaz de compreender e implementar.

Afinal, o remédio é simples! Para anular a completa desregulação e anarquia financeira global, causa primeira e quase exclusiva de todas as crises locais, regionais e globais, bastará num simples estalar de dedos, estatizar totalmente o sector bancário e o capital financeiro e entregar todo o aparelho de produção ao sector privado.

Ou Karl Marx explicou mal, ou o Homem não foi capaz de o perceber! Será Thomas Piketty o anjo salvador capaz de salvar a Humanidade e trazer-lhe mais Justiça e Igualdade?!...

Até breve

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Candeia que vai à frente...


"António Costa, o vencedor das eleições primárias no PS, é o líder político em que os portugueses depositam mais confiança para ocupar o cargo de primeiro-ministro, conclui a sondagem Aximage elaborada para o Negócios e o Correio da Manhã. António Costa é o preferido de 56,2% dos inquiridos, enquanto o actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, se fica pelos 31,1%.". 

Esta primeira sondagem, após a vitória de António Costa nas primárias do PS, veio confirmar a tão previsível quanto radical alteração do panorama político em Portugal.

Para além de apontar antecipadamente para o fim das surrealistas veleidades do PSD e do seu actual líder, apresenta um seguro indicador de que a expressão do CDS terá entrado definitivamente no rumo decadente que há muito se lhe antecipava.

Mas paralelamente, os resultados apontam também, tanto para uma substancial desmistificação e esvaziamento do "fenómeno" circunstancial Marinho e Pinto, quanto para a realidade actual da  ineficácia da mensagem e influência do Livre.

Claro que estas "primeiras chuvas de outono", nunca poderão servir para avaliar o rigor do inverno que há-de vir e muito menos para nos fazer acreditar na bondade da primavera que se lhe seguirá. Mas "candeia que vai à frente"...

Até breve

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ladrão que rouba a ladrão...


O cidadão português comum, habituado a acompanhar a bica matinal, com uma rápida olhada pelas gordas de um qualquer diário que o estabelecimento que frequenta há muitos anos disponibiliza, há muito se habituou às mentiras dos governantes e políticos da nossa praça.

Desde a "esfíngica figura plantada em Belém" que mentiu quando negou a informação privilegiada que lhe permitiu "ganhar milhões" com as acções da SLN/BPN e prossegue actualmente com o celofane de um silêncio mentiroso, com que pretende embalar os negócios dos submarinos e outros tipos de armamento militar, passando pelos "pinóquios" Passos, Portas, Crato e outros animalescos parecidos, até desaguar agora na Miss Swap, já "habitué" na dança das patranhas, mas que, como todo o competente mentiroso, continua a não ter emenda.

Há bem mais de um mês a "pinóquia loura", garantiu no Parlamento, após ter apresentado a resolução do BES, que seria a melhor solução, por não representar qualquer risco para os contribuintes. Hoje, esta sinistra e mentirosa governante, veio alterar a balística de então, assumido que afinal, a Caixa Geral de Depósitos "pode vir a ter perdas" com o Novo Banco. O mesmo será dizer, que o Estado arcará com os prejuízos que, naturalmente, recairão sobre todos nós, contribuintes.

Por bem menores "trapalhadas", Jorge Sampaio em boa hora e com toda a justiça, correu com Santana Lopes, despedimento que viria a ser sufragado nas urnas. Mas tínhamos então o privilégio de ter um estadista a ocupar Belém. Hoje teremos a maior "nódoa" da democracia implantada a 25 de Abril. 

Maldita cadeira que persiste em ser séria, em vez de mentir ao dono do cu que nela se senta! "Ladrão que rouba a ladrão"... 

Até breve

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Não guardar para amanhã, o que puder ser feito hoje



Nada na política portuguesa ficou igual, após a concludente vitória, pelos termos e resultados verificados, de António Costa nas primárias do PS. Dela não resultou apenas uma radical mudança na vida interna dos socialistas, porque inevitavelmente irá condicionar tanto a resposta do Presidente da República, quanto do Governo e dos partidos que... os suportam, por via da incontornável aceleração do ciclo político que determinará.

Nesta condição, o calendário político de 2015 deverá ser antecipado, sem que isso derive de quaisquer razões partidárias, antes porque o País o exige. Primeiro, porque se as eleições se realizarem em Maio, o Governo delas decorrente poderá ainda pôr mão a uma execução que se prevê naturalmente difícil, já que terá desse modo a segunda metade do ano para obviar aos mais que prováveis desvios, no sentido de garantir um défice que terá de ser necessariamente inferior a 3%. Em segundo lugar, seria uma pura aberração manter um calendário formal, que remeteria as eleições para Outubro, com os consequentes atrasos na aprovação do Orçamento de Estado para 2015, que acabariam por remeter apenas para o final do primeiro trimestre do ano que vem, a sua implementação.

Duas simples mas decisivas razões de bom senso, que qualquer cidadão percebe e das quais nunca decorrerá qualquer ideia de crise política e que permitirão uma decisão nas urnas, sem colocar em causa a mais que óbvia e previsível necessidade de um processo de ajustamento do défice e da dívida pública.

Adivinha-se a proverbial argumentação, de que o único beneficiário seria António Costa, com a concumitante situação difícil em que ficaria o líder deste Governo, a que as primárias socialistas ainda terão reduzido mais o prazo de validade!  A ela estarão porventura agarrados, tanto a mente anquilosada da "esfíngica figura" plantada em Belém, quanto a perspectiva dos partidos que apoiam o Governo, naturais partidários de que... "pagar e morrer, quanto mais tarde melhor" !...

A derrota de Passos e Portas, tanto acontecerá em Maio, como em Outubro. A única diferença é que aos interesses dos portugueses, importará "nunca guardar para amanhã, aquilo que puder ser feito hoje"!...

Veremos que "água" nos reservará o degradado e quiçá irrecuperável, Poço de Boliqueime!...

Até breve

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Para os corajosos, a oportunidade !...


"E agora Costa e o seu tempo

«Nada mais poderoso que uma ideia cujo tempo chegou», Victor Hugo!... E a ideia, não as ideias, é o próprio António Costa.

São anos de preparação para o seu tempo. Com um "killer-instinct" - não há líderes sem "killer instinct" - que soube apurar o momento e matar. Chegou o seu tempo, agora vamos ver o que vale António Costa.".
(Rui Calafate, in It's PR Stupid)

Com o distanciamento e a inteligente lucidez de sempre, eis o meu "óscar" para o melhor comentário de quantos encontrei por aí, sobre a esmagadora vitória de António Costa, nas primeiras primárias que Portugal viveu: Rui Calafate!

E a sublime citação de Victor Hugo, génese da perspectiva que nos oferece, conduz-me por arrastamento, a uma outra citação do mesmo pensador, sobre o tempo do futuro com que, implicitamente, RC titula o seu pensamento:

"O futuro tem muitos nomes. Para os fracos, é o inatingível. Para os temerosos, o desconhecido. Para os corajosos, a oportunidade."

A ideia António Costa triunfou! O futuro ninguém se atreverá a adivinhar. Mas dificilmente um homem que revelou tal "killer-instinct", poderá manifestar-se no futuro, fraco e temeroso! Pelo que será lícito e natural envolver o futuro de António Costa, com a aura de oportunidade única, que não deve, nem pode ser desperdiçada!

As ideias de António Costa, que naturais e óbvios ditames estratégicos terão feito ficar no tinteiro durante todo o processo, subentender-se-ão dos seus longos trajecto e discurso políticos. Também, face aos demagógicos, incompetentes e ultra liberais vazio e falhanço da governação actual, não será difícil melhorar. Mas a pedra de toque que poderá fazer António Costa ir de encontro às expectativas de quem o catapultou para o limiar da aventura que há muito lhe terá preenchido os sonhos, será... A CORAGEM! A coragem que terá faltado, entre outras coisas menores, ao último socialista que passou por S. Bento e que acabou por lhe ditar a saída pela porta das trazeiras! Quando se assistiu ao humilhante espectáculo das barbas do vizinho a arder, melhor colocar as nossas de molho...

Até breve.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

E nós apenas queremos viver felizes e com dignidade!!!...




"ESTE CRAVO É VOSSO!...


ESTE É O PRIMEIRO DIA DE UMA NOVA MAIORIA!...


ESTE É O PRIMEIRO DIA DOS ÚLTIMOS DIAS DO ACTUAL GOVERNO!!!..."

SERÁ???!!!...

António Costa, para já, ganhou hoje um lugar na História da Democracia Portuguesa! Mas os 180 mil cidadãos do povo, anónimos militantes e simpatizantes do Partido Socialista, terão ido bem mais além do que lhe oferecer o que jamais foi oferecido a um político depois do 25 de Abril! Terão colocado sobre os seus ombros, a responsabilidade de que nenhum outro político em 40 anos de democracia, alguma vez foi investido: restaurar a esperança de um povo, estraçalhada por quatro anos de submissão ultraliberal, à "nova ordem mundial"!...

António Costa, poderá ficar na História, no coração e na memória, por muitos e bons anos, do mesmo povo que hoje lhe abriu os braços! Desde que não apague o brilhozinho que hoje todos pudemos ver, nos olhos de sua mãe, Maria Antónia Palla! Que a sua inteligência, equilíbrio, ponderação e respeito por esse mesmo povo, lhe permitam manter o brilho dos olhos dessa mãe orgulhosa e carregada de esperança!...

Nós também estamos "carregados de esperança"! E com o mesmo "brilhozinho nos olhos"! Mas talvez não tenhamos a capacidade, apenas ao alcance de quem é mãe, para suportar mais decepções!...

Porque hoje, "é primeiro dia do resto das nossas vidas"! E nós apenas queremos viver felizes e com dignidade! Apenas isso!!!... 

Até breve

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Se necessário, façam um referendo!!!...



"... Um dos piores vícios (do nosso sistema político) é a promiscuidade entre poder político e poder económico. Basta ver a composição dos governos e das administrações dos últimos 30 anos, para verificar que há uma situação que não é admissível.

(Ora isso quebra-se), primeiro, com períodos de nojo. A incompatibilidade absoluta é outra forma. Nenhum responsável político pode entrar ao serviço de empresas que tenham estado no raio de acção da área de poder a que pertenceu. Acabou-se. Quem tem responsabilidades financeiras não deve ter responsabilidades políticas - simples. Toda a interferência entre o poder político e o económico arruína a normalidade do Estado.".

"Nenhum responsável político pode entrar ao serviço de empresas que tenham estado no raio de acção da área de poder a que pertenceu. Acabou-se. Quem tem responsabilidades financeiras não deve ter responsabilidades políticas - simples.".

Até que esta norma seja vertida na Lei Fundamental do país e dela derive a imediata e irreversível expulsão da vida pública para todos os prevaricadores, Portugal não se libertará do terrível "terceiro-mundismo" a que tem estado condenado! Sejam quais forem os líderes políticos que assumam o poder e independentemente das cores com que venham pintados!...

E que ninguém venha com a velha canção dos 2/3 necessários à alteração constitucional. Se necessário...

Façam um referendo !!!...

Até breve

Obviamente o homem, nem é demitido, nem se demite !!!...




Apanha-se mais depressa um mentiroso, que um coxo! Está "frito" o homem, como bem dizia ontem, Vital Moreira!...

Mas que o Povo não tema! Porque em Belém, mora uma "múmia intelectualmente paralisada" e a política absorveu a velha máxima do futebol, legada por Pimenta Machado: "O que hoje é Verdade, amanhã é Mentira"!

Obviamente o homem, nem é demitido, nem se demite!

E claro que Assunção Esteves, também é uma pessoa séria!!!...

Até breve

A responsabilidade política e o ónus de prova...



Ónus de prova

«Uma das corveias da vida política está no facto de, perante qualquer denúncia ou suspeita forte de conduta politicamente comprometedora, passa a caber aos governantes e dirigentes políticos provar que não houve "ilícito". Por mais censurável que isso seja, a coisas são como são: em matéria de responsabilidade política não há presunção de inocência, invertendo-se o "ónus da prova".

Por isso, neste momento, com o avolumar da pressão dos factos vindos a público, é Passos Coelho que está colocado perante o ónus de provar que não recebeu remuneração da Technoforma durante nenhum momento do mandato parlamentar 1995-99 (pelo qual recebeu uma subvenção de reintegração a título de dedicação exclusiva). Se o não conseguir fazer, dissipando qualquer dúvida razoável, está "frito".»
(Vital Moreira, in Causa Nossa)

No post anterior, reagindo como o cidadão comum que sou, distante dos novelos mais complexos do campo jurídico e nada convencido sobre a relevância da "responsabilidade política" no nosso quadro legal, deixei um modesto pedido de esclarecimento ao professor Vital Moreira, sobre a verdadeira dimensão da, para mim famigerada, "responsabilidade política", ao mesmo tempo que arrisquei um quase "provocador" desafio sobre a "arquitectura lusa" da área tão complexa quanto obscura, da temporalidade das prescrições.

Conscientemente reduzido à minha condição de homem do povo, não me passou pela cabeça que o Professor alguma vez perdesse o seu precioso tempo a elucidar-me sobre qualquer dos pontos que coloquei nesse texto. Mas, por ironia do acaso e sorte minha, o Professor, como que tendo lido o meu apelo - coitado de mim, grão de areia no deserto! -, entendeu publicar hoje no Causa Nossa, um comentário a um dos temas candentes da nossa actualidade, onde esclarece, com o brilhantismo e poder de síntese a que há muito nos habituou, aquela vertente da "responsabilidade política" que eu ignorava por completo e que a partir de agora passarei a considerar tão ou mais importante que as prescrições: a sujeição de qualquer governante e dirigente político, à inversão do ónus da prova!

Obrigado Professor. Agora compreendo e acredito que, muito provavelmente, Passos Coelho, poderá mesmo "estar frito"! E se assim for...

Bom, lá volto eu às minhas dúvidas existenciais! Mas claro que o Professor não poderá explicar tudo. Alguma coisa terei eu, teremos todos nós, de concluir por nós mesmos!...

Até breve

sábado, 20 de setembro de 2014

Responsabilidade política?! O que é isso?!...


Responsabilidade política

A responsabilidade penal decorrente de crimes eventualmente cometidos por titulares de cargos políticos pode obviamente prescrever pelo decurso do tempo; a responsabilidade política, não.


E o que será isso de "responsabilidade política", Professor?! Onde, quando e a quem cabe apurá-la?! Nas urnas, de quatro em quatro anos e ao Povo?! Oh doutor, não me queira fazer mais "pobre" do que aquilo que tenho sido obrigado a ser!...

E já agora, explique-me por favor, esse outro chavão a que se refere com tão óbvia convicção: pres-cri-ção! A sua existência e limites, são universalmente reconhecidos, como conquista civilizacional, ou são a consequência dos poderes legislativos de cada uma das "repúblicas das bananas" como a nossa?!...

Espero que um dia escreva sobre esta matéria e me possa elucidar...

Até breve

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

É FARTAR VILANAGEM !...




Foram os mais fracos os culpados da crise!...

Ricardo Salgado, esteve em Conselho de Ministros com Passos Coelho!...

O regabofe vai continuar com o próximo quadro comunitário, QREN/2014-2020!...

Banqueiros e ministros estão sempre nos mesmos casamentos!...

É FARTAR VILANAGEM!...

Até breve

Se eu fosse escocês, votaria com o coração!...


Se eu fosse escocês...
... estaria dividido no referendo de hoje: o coração a puxar para o sim, a cabeça a chamar pelo não. No final, provavelmente votaria não, embora com o coração partido, e com a esperança de que, caso o não prevaleça, Londres perceba que a única maneira de manter politicamente coeso um país plurinacional é pela descentralização e pela autonomia política e, em última análise, por uma solução federal. 

Dito isto, há que prestar um tributo ao modo pacífico e democraticamente civilizado como a questão da separação, ou não, da Escócia foi assumida e resolvida pelo Governo britânico. Historicamente, desde a guerra civil americana ao Sudão do Sul, passando pelo Kosovo e muitas outros casos de secessão, estas questões não costumam ser resolvidas pela contagem dos votos mas sim pela contagem das vítimas em conflitos sangrentos...
(Vital Moreira, en Causa Nossa)



Pois que me perdoe Vital Moreira e quantos possam pensar como ele, mas eu votaria sempre e incondicionalmente com... O CORAÇÃO!...

E nunca serei capaz de prestar qualquer tributo ao Governo britânico! Fez apenas o que as actuais circunstâncias lhe exigiram, ou melhor dizendo, não fez o que desejaria, porque a Europa de hoje nunca lho permitiria! Hipocrita, pacifica e até democraticamente, porque não teve escapatória! Mas nunca esquecerei a campanha nojenta do 1º ministro britãnico! Se a ameaçadora chantagem que verteu ao longo das últimas semanas é democrática, então também eu vivo num país democrático...

E acreditar que com a vitória do não, Londres vai perceber "que a única maneira de manter politicamente coeso um país plurinacional é pela descentralização e pela autonomia política e, em última análise, por uma solução federal", penso que apenas acreditará, quem tiver andado distraído no último meio século!...

Se o sim triunfar, a Escócia deixará de ser um país pobre e os súbditos de Sua Majestade, terão de trabalhar, coisa de que, desde os tempos coloniais, já se terão esquecido. Se for o não a vencer, Edimburgo permanecerá como o parente pobre de Londres, que continuará a abarrotar com camiões de "petro-dólares" vindos da Escócia. 

Mais logo saberemos!... 

Até breve

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Tenho muita raiva entre os dentes e medo, muito medo !...



Fica mal, fica

Os portugueses não desistiram da política, muito pelo contrário. Estão aí as audiências televisivas dos confrontos entre Seguro e Costa para o provar. Os debates foram um espelho do que tem sido a campanha e o comportamento dos dois candidatos.

Seguro apostou numa estratégia de terra queimada. Apostou nas primárias, não por convicção, mas porque quis ganhar tempo para criar um ambiente em que se tornava uma vítima e tentar arrastar Costa para um debate lamacento.

Era impossível organizar uma eleição deste tipo de forma satisfatória em tão pouco tempo. Como era de esperar, os problemas sucederam-se: mortos inscritos, pagamentos em massa e todas as misérias conhecidas. O PS deu uma péssima imagem dele próprio, e as pessoas interrogam-se sobre a possibilidade de um candidato a primeiro-ministro ser escolhido por chapeladas - as inscrições em massa, dos últimos dias, tresandam a aparelhismo. Seguro quis tudo isso: mesmo sabendo que com esta conduta a deterioração da imagem do partido - dizer que o presidente da Câmara de Lisboa, do seu partido, passa a vida à janela é dizer que não se devia ter votado no PS -, e da própria democracia seria inevitável, não hesitou em prossegui-la.

Seguro optou por um discurso puramente populista. Não percebo, aliás, que alguém, depois de ouvir as pseudopropostas sobre a "regeneração do sistema", as promessas de demissão em caso de ter de aumentar a carga fiscal (se um qualquer acontecimento inesperado forçar a esse tipo de medidas, sabemos que Seguro, se primeiro--ministro, fugirá), as insinuações sobre política e negócios, as autoafirmações de superioridade ética, o discurso do doutor de Lisboa face ao lavrador de Montalegre e as acusações de traição e deslealdade ao adversário, consiga chamar populista a Marinho e Pinto. Seguro está a tornar o discurso do PS igual ao dos populistas demagogos que enxameiam a Europa.
(Pedro Marques Lopes, in DN Opinião)

Cá no meu cantinho à esquerda e em convicta e eterna contramão com o aparelhismo, começa a nascer-me uma raiva entre os dentes, à medida que se vão somando as diatribes do "jotinha" Seguro!

Pese embora e paradoxalmente, deseje que quanto mais longe levar a sua cegueira, mais depressa o partido a que ainda pertence e o país a que já nem sei bem se pertencerá, se verão livres do mais incaracterístico e inconsequente líder socialista de 40 anos de democracia, o meu coração de homem de esquerda vai sangrando a cada novo e atrabiliário ataque deste desastrado "jota socialista" que, para mal dos nossos pecados, terá demorado demasiado tempo a mostrar o seu verdadeiro rosto.

Tenho medo de tudo o que ainda possa dizer e fazer até ao dia 28! Tenho terror só de pensar que possa vir a ser, não só o coveiro do PS, como o caminho mais curto para o prosseguimento do desastre ultraliberal que nos vem destruindo como Povo e como Futuro!...

Até breve

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Gostaria de ter escrito isto !...


"Desde o tempo em que era Bastonário da Ordem dos Advogados, que se adivinhavam as ambições políticas de Marinho Pinto. Depois, usou o trampolim de notoriedade do mercado das domésticas que lhe é proporcionado pelo programa de Manuel Luis Goucha para vender o populismo que é o discurso onde se sente bem.

A seguir colou-se a um partido com pouca expressão para ser eleito deputado europeu. Logo em seguida, anunciou que ia abandonar o cargo para o qual se elegeu, para atacar outros lugares.

E agora marimba-se para o MPT e vai criar um novo partido, do qual desconhecemos a matriz ideológica, mas que por certo seguirá o vento do que seja mais conveniente no momento.

O discurso o mesmo de sempre, a arruaça contra a classe política como se ele fosse o ungido e o salvador do sistema, os temas que agradem ao povo menos esclarecido, mas soluções não tem nenhumas, apenas a sua imagem.

A política deve ser séria, no conteúdo e na acção, não pode ser terreno de uma Maria vai com as outras.".

À medida que a água passa sob as pontes, mais me convenço de que gostaria de ter escrito isto !...

Até breve

Obviamente !...


"Uma das mais patéticas acusações de AJS a AC é o de que este só desafiou a liderança do PS agora que as coisas "correm de feição" para o PS vir a ser governo.

É justamente o contrário! É óbvio que se as coisas estivessem a "correr de feição" ao PS, AC não se teria candidatado porque não teria nenhuma chance de ganhar e Seguro não teria nenhuma razão para revelar o pânico e o desatino que dele se apossou perante a iminência da derrota. Costa só desafiou a liderança quando se tornou claro que as coisas não estão a correr nada de feição para a o PS com a liderança de Seguro, quando o PS não conseguiu mais de 31% numas eleições em que deveria ter tido mais de 40%, quando as sondagens colocam em dúvida a própria possibilidade de o PS ganhar as eleições do ano que vem e sugerem mesmo que Seguro pode perder para Passo Coelho!

O que está em causa nesta disputa no PS é justamente substituir uma liderança que não se revelou capaz de apresentar uma alternativa credível e mobilizadora ao actual Governo e de dar ao PS um elan ganhador.

Obviamente!...

Até breve

sábado, 6 de setembro de 2014

Meca em Lisboa! Ficará por aqui?!...

Meca em Lisboa, 28 de Julho de 2014, Martim Moniz

Nunca tão poucos pareceram tantos... ! Por enquanto, apenas sugerem uma mera e respeitável manifestação do seu culto. Mas, ficará por aqui?!...

Até breve

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Percebes, mexilhões, burriés, lapas e outros moluscos !...



«Rui Rio e António Costa defendem antecipação das eleições legislativas para Abril».

"Penso que, independentemente da conjuntura política, as eleições parlamentares ordinárias deveriam passar a ser na Primavera para permitir formar o novo Governo antes do Verão e permitir ao novo Governo preparar o orçamento dentro do calendário constitucional (apresentação em Outubro na AR), o que é muito importante tendo em conta as novas regras da União Europeia sobre a preparação do orçamento, bem como as obrigações do País em matéria de disciplina orçamental.

Para isso, não se torna necessária uma revisão constitucional, uma vez que o PR goza do poder de antecipar eleições, desde que haja um claro motivo de interesse nacional. E a todas as luzes, há.

Nem se diga que o Governo em funções tem direito a completar o mandato; na verdade, o actual Governo beneficiou de uma "majoração" da duração da legislatura à cabeça, pois as eleições de 1911 ocorreram em 5 de Junho e não na sua altura normal, em Outubro, por causa da queda do Governo Sócrates e da convocação de eleições antecipadas.".

Quando o mar bate nas rochas, quem se lixa é o mexilhão! Os percebes e os burriés, reforçam a força da aderência, mas parecem felizes com o marulhar das ondas que lhes põem a mesa. Já para as lapas, tanto faz: dali não saem, dali ninguém as tira, quer chova ou faça sol, seja Verão ou Inverno, haja tempestade ou bonança!...

Passos Coelho e a quadrilha que o rodeia e ajuda no assalto ao pouco que nos resta, são como as lapas! Pouco lhes importará que o mexilhão se lixe! Estão agarrados e dali ninguém os tira! Muito menos a "esfíngica figura plantada em Belém", que sempre foi lapa, "nunca se engana e raramente tem dúvidas" e quase não ganha para as despesas! 

Bem podem Rui Rio e António Costa pregar neste deserto sórdido da política portuguesa. Bem pode Vital Moreira juntar a sua à voz daqueles, esgrimindo argumentos que qualquer "mexilhão" compreende. E muitos outros "vitais" perderão excelentes oportunidades de estar calados, se também ousarem levantar a sua voz! Não haverá nada a fazer com as lapas! Para mais, fala a ciência que o nível dos mares terá tendência a subir. Ainda se fosse para baixar, poderia haver alguma esperança...

Assim, o mexilhão terá mesmo de esperar pela baixa-mar, numa conjuntura favorável de marés vivas. Dizem que só lá para depois do Verão que vem!

Entretanto, quem se lixa é o mexilhão !...

Até breve

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Falar para nós e sobre nós !...



Os políticos gostam de ter o apoio da cultura. Sobretudo em campanha. Dá visibilidade e anima as hostes. Só que nem todos sabem falar para a cultura.

Passos Coelho não sabe. António José Seguro não sabe. António Costa, pelo contrário, sabe. E bem. É aliás um dos poucos políticos capaz de falar para a cultura e sobre a cultura.

Isso deve-se certamente ao facto de ter nascido e crescido no meio. O pai foi um reconhecido escritor, Orlando da Costa, a mãe, uma jornalista de referência, Maria Antónia Palla.

Mas não basta ter uns quantos amigos artistas quando se trata de pensar a política cultural de um país.

Como tanta outra coisa a cultura sofreu o choque tecnológico das últimas décadas. Assim como muita actividade empresarial e industrial se viu perante o dilema de cair no obsoletismo ou evoluir, também na cultura sucedeu o mesmo. A música, por exemplo, é um dos casos notórios. A partilha na internet, e depois nos dispositivos móveis, matou o negócio dos discos e foi preciso reinventar praticamente tudo. Apesar das tentativas retrógradas, nomeadamente com a criação de novas formas de censura em nome da pretensa defesa dos direitos de autor, o caminho da evolução é incontornável. Artes visuais, cinema, teatro e mesmo literatura, cada forma de expressão à sua maneira, têm vindo a sofrer profundas alterações. Desde logo na redefinição dos públicos e nos novos meios de divulgação. A internet tornou-se no grande veículo planetário de circulação cultural.

É por isso que pensar uma política cultural a nível governamental passa hoje menos pelo subsídio à produção, como pretende a direita para denegrir e muita esquerda para agradar, mas antes e sobretudo com a criação de condições de liberdade criativa.

Gostei por isso de ouvir António Costa dizer que não basta criar um Ministério da Cultura. É importante, pelo que simboliza e também pela componente orgânica, mas se for só para ter uma pessoa a andar de croquete em croquete pelo país tem pouco interesse. Porque a cultura não são exposições e peças de teatro, concertos e bailados. A cultura é aquilo que forma e informa uma sociedade livre e dinâmica. Uma política cultural é por isso acima de tudo um criar de condições, efectivas, para que a cultura se possa realizar livremente, com todas as suas idiossincrasias, diversidades e irreverências.

Gostei também da referência à íntima ligação entre cultura e conhecimento. A separação entre os mundos das artes e das ciências não faz sentido. Porque se as metodologias são muito distintas, a ciência é objectiva enquanto a cultura artística é subjectiva, são ambas formas de produção de conhecimento. Essa separação está aliás na origem do fracasso das políticas culturais de praticamente todos os governos. Nenhum plano tecnológico o é realmente sem ser também um plano cultural.

Até porque, ao contrário do que pensa a direita, e também muita esquerda diga-se de passagem, a cultura, entendida no sentido lato do termo, é o grande motor da produtividade no nosso tempo. Nada se pode fabricar e ainda menos vender ou fazer circular sem uma forte componente cultural. Seja, na dinâmica dos comportamentos individuais, seja no aparentemente simples desenho. Ninguém compra um telemóvel feio, por muitas funções que tenha. Em suma, não há economia sem cultura.

Daí que também tenha gostado de ouvir falar de conteúdos. Porque, mais do que exibições e representações, a cultura é agora por excelência uma máquina colectiva de produção de conteúdos. Aqueles que podem fazer a diferença num mundo globalizado.

Mas a parte do discurso de António Costa que mais me agradou foi o do entendimento da cultura como marca de uma civilização. No momento em que o modo de vida ocidental é atacado por fora e por dentro, por fora com a ascensão de extremismos e fanatismos que odeiam a liberdade, por dentro com o empobrecimento e a redução das sociedades a meros meios de reprodução financeira e mercantil, é importante manter a perspectiva das coisas. O Ocidente é, antes de tudo, uma cultura. A nossa. Livre, dinâmica, inovadora, e sempre, sempre apontada para um futuro melhor.
(Leonel Moura, in Jornal de Negócios)


A cada um apenas deveria ser permitido falar do que sabe. E seria tão fácil para o cidadão comum compreender a mensagem, fosse ela cultural, política...

Só que nem sempre encontramos quem nos saiba falar do que sabe. "Passos Coelho não sabe. António José Seguro não sabe. António Costa, pelo contrário, sabe. E bem. É aliás um dos poucos políticos capaz de falar"... para nós e sobre nós!...

Até breve