segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A inaudita e inusitada insinuação de Marcelo!...

Aí vai ele dar banho ao cão!...

Sempre associei a palavra insinuação ao elemento feminino, como parte integrante de tudo o que de belo este sempre há-de constituir. Mas nesta minha efémera passagem tenho aprendido, caldeado com aquilo que os registos históricos trouxeram até nós, que nem só a beleza vive de insinuação. Outros valores bem menos nobres, dela fizeram uso, e para não alargar desnecessariamente a minha visão, direi que bem à frente, desde tempos imemoriais, estará porventura a mais velha profissão do mundo.

Hoje a insinuação ter-se-à tornado mais refinada e há muito que deixou de ser apanágio quase exclusivo do elemento feminino, com a "macheza" a mandar às urtigas todos os pruridos e a adoptá-la sem cuidado ou pudor, aos seus mais imediatos desejos ou recônditos objectivos.

Marcelo Rebelo de Sousa, tem vindo, sem cuidado e sem pudor, a copiar nos últimos tempos, a arte insinuante da mais velha profissão do mundo. Se bem que a essa dissimulada estratégia todos tenhamos assistido nos longos anos que já leva de comentário político, só os menos argutos não se terão apercebido da carga exponencial de sedutora insinuação que o "analista" ultimamente vem introduzindo no seu discurso.

Ontem, MRS terá imitado a "macheza" menos burilada e mandou definitivamente às urtigas, pruridos, cuidados e pudores e terá anunciado, irrevogavelmente, aos portugueses, que deseja ardentemente a cadeira da "esfíngica figura de Boliqueime"! Com uma inaudita e inusitada antecedência de dois anos e meio!...

Até breve

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Que volte rapidamente ao trabalho, é preciso !...



Corria o ano de 1995 e no casamento de um familiar meu, cujo almoço decorreu numa quinta da margem Sul, entre os convidados da noiva encontrava-se o senhor general António de Ramalho Eanes. Antes do repasto, o ex-Presidente da República teve o delicado gesto de cumprimentar um a um, todos os convidados.
 
Em frente a mim e antes de me estender a mão, olhou surpreendido o meu engessado braço direito, e perguntou, o amigo andou à pancada? Respondi respeitosamente que não, que fora um acidente de trabalho. Que injustiça, retorquiu, estendo-me a mão que apertou a minha, delicadamente. As melhoras e que volte rapidamente ao trabalho, é preciso.
 
Guardo o seu gesto e as suas palavras como um troféu. Guardo também a sua, infelizmente singular, imagem de seriedade, neste país pantanoso onde muito poucos sobrenadam, vindo-me amiúde à memória a sua recusa de receber bem mais de um milhão de euros, pela reposição da justiça que lhe foi feita em relação ao atropelo com que a classe política o presenteou, logo que abandonou o "guarda-chuva" de Belém.
 
E continuo a guardar em mim a esperança de um dia voltar a depositar nas urnas, o voto com que certamente uma imensa maioria de portugueses o voltaria a eleger, se o General alguma vez pensar em contribuir para a regeneração da honra e da dignidade deste país. E com que força desesperada eu digo hoje, É PRECISO !!!...
 
Até breve

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Nada, Zero, Inútil, Traidor, Autocentrado,Calculista, Contraditório...






"É este nada, zero, inútil, traidor, autocentrado, calculista, contraditório, que é, formalmente, Presidente da República."
(Isabel Moreira, deputada socialista na AR)


Depois de PALHAÇO, assentam-lhe que nem uma luva mais estas sete caracterizações, que não resultaram de um qualquer impulso circunstancial. Foram pensadas e... escritas, e veem de alguém que não teme afrontar a verdade.
 
Estava à espera de quê a "esfíngica figura", depois de, faltando ao juramento que, perante os portugueses que o elegeram e aos outros que afirmou a sua magistratura envolver, declarar a intenção de defender o Orçamento do "seu governo", apesar das "inconstitucionalidades" que o mesmo possa conter?!...
 
E falta ainda tanto tempo para lhe prescrever o prazo de validade!  A menos que alguma cadeira se compadeça do povo!...
 
Até breve  

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cuidado, o rastilho pode acender a forja !...



Rematando o almoço com uma reineta do quintal, fui acompanhando há dias o noticiário televisivo e a certa altura chamou-me a atenção o protesto da população de uma localidade do norte interior, entoando a heróica Grândola, Vila Morena.
 
Foram os rostos indignados e aquele ar de quem não tinha corpo para tal roupagem, que me chamaram a atenção. Foram os papéis que aquela gente transportava dissimulados entre as mãos, que me disseram que nunca antes tinham entoado a canção do Zeca, que nem verdadeiramente a letra conheciam e que aquele seria, eventualmente, o primeiro ensaio colectivo de uma melodia cujo real significado só agora começam a compreender.
 
Soube depois que aquele "grandolar" pelas ruas era a consequência do fecho da "sua estação dos correios", já antecedida de actos idênticos, que lhes haviam levado o centro de saúde e as urgências nocturnas, mais os balcões da segurança social e das finanças.
 
Indignação chegada ao limite, foi o que vi reflectido naqueles rostos de portugueses e portuguesas, com cara de gente que nunca se tinha metido naquelas "andanças" políticas, porque sempre rejeitou confusões e acreditou em promessas repetidas ao longo de quase 40 anos e que agora, envelhecida, desalentada ou mesmo angustiada, sente que lhe vai fugindo o chão debaixo dos pés e que a luz que sempre foram avistando ao fundo do túnel se apagou. Indignação pela falta de alternativas, porque aquelas com que agora lhes acenam os "novos senhores", estão distantes e são incomportáveis com o seu viver simples e modesto.

E pela primeira vez, saíram à rua, de papel na mão, entoando Grândola, Vila Morena, numa incursão de aventura num território novo, contra os carrascos em quem votaram décadas a fio e pela cidadania activa e transformadora de um caos que sobre eles se abateu, como se, finalmente, essa coisa da defesa daquilo que sempre consideraram como seu, isso das lutas que sempre viram distantes de si, também fosse agora com eles. Ironicamente, naqueles bastiões nortenhos de pacatez e brandos costumes, o que a esquerda nunca conseguiu em tantos anos, parece estar a conseguir este governo. 
 
Paulo Portas, irrevogavelmente, por via da sua pequenez política e falta de visão, estará sem o pretender, a cavar a sua própria sepultura e a do governo de que faz parte e que lidera, por debaixo do pano e nos bastidores, e de que "os seus pobres" apenas agora começam a conhecer as consequências. Os "pobrezinhos de Portas"  essa populaça sem nome nem rosto, condenada à miséria e impedida até de expressar o seu sofrimento porque fica arredada das manifestações e jamais aparece na televisão, apresta-se para se transformar em poderoso veneno, na cicuta que, tarde ou cedo, ele próprio e o governo que "lidera", vão acabar por ter de engolir.
 
Estes improváveis manifestantes, de olhos postos na cábula com a letra de Grândola, já estão, perigosamente, a fazer suas as velhas palavras de ordem carregadas de naftalina. E isso poderá constituir-se no perigoso rastilho que faça chegar o fogo ao rabo da corja que nos arruína. E ai deles se esse fogo for suficiente para acender a forja onde o aço possa vir a ser moldado e temperado!...
 
Até breve
 

 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Portugal, um país de invertidos !!!...



O nosso vice-primeiro ministro, do alto da sua cátedra, terá afirmado a sua irrevogável convicção de que, "... os mais pobres não se manifestam e não aparecem na televisão".

Em Lisboa, na ponte 25 de Abril, todos teremos assistido a uma manifestação de "não pobres", porque só os ricos terão tido possibilidades de "encomendar" 400 autocarros e fazê-los desaguar em Alcântara, onde terão "exigido" a manutenção no poder, de um governo "do povo e para o povo". Pudera, todo aquele imenso mar de criaturas era constituído por "rica gente", que apenas desejava a continuação dos privilégios da "gente rica"!

No Porto, na ponte do Infante, pudemos assistir ao que a imagem acima reflecte, onde, exactamente, tivemos uma pequena manifestação. O estupor do fotógrafo, também rico, esqueceu em casa a lente "grande-angular", e só apanhou uns insignificantes magotes de ricos "homens, mulheres e crianças"! Os pobres ficaram em casa. Não gostam de aparecer na televisão! 

E com esta irrevogável convicção, Paulo Portas dormiu descansado, porque os pobres não passaram nas pontes, nem apareceram nas televisões e não incomodaram por isso o "turistame" que nos deixa por cá a guita.

Para o nosso vice-primeiro - ou será primeiro mesmo?! -, Portugal é um oásis, onde os pobres, de tão felizes, nem pensam em manifestar-se. Quanto a aparecer na televisão, isso é para os parôlos, e os pobres desde que o têm do seu lado, deixaram de o ser e de cair nas esparrelas das centrais sindicais dos ricos!...

Portugal é um país de invertidos: os pobres ficam em casa e os ricos protestam nas ruas e aparecem indignados nas televisões. Mas, felizmente, temos um vice-primeiro ministro que não é invertido! Irrevogavelmente!!!...

Até breve

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pontapé na corja delinquente !...


Amanhã vai haver pontes. Dizem que as pontes serão um contributo significativo para o nosso sacramental baixo nível de produtividade mas, ao que me é dado apreciar e perceber, amanhã nada disso estará em causa. Antes pelo contrário.

Amanhã, o Povo pretendia passar as pontes a pé, para mostrar que tem força para dar um valente pontapé em todos os "delinquentes" que nos governam. Mas os visados, preservando a saúde dos seus cús, vetaram o pontapé na ponte que mais próxima ficava dos seus reais traseiros. E a ponte 25 de Abril retomará, pelo menos no dia de amanhã, o seu nome original.

Na ponte do Infante, a coisa piou mais fino. Por alguma razão, na ponte da Arrábida, nunca houve "tomates" para cobrar portagens. Além de terem os cús a salvo lá para o Sul, os "delinquentes", revelam medos desconhecidos de afrontar o Povo cá pelo Norte.

E enquanto em Lisboa o Povo dará o pontapé de autocarro, na Invicta, a ponte do Infante assistirá mesmo ao pontapé do Povo, a cores e ao vivo, nos sedosos e alvos cús dos "delinquentes".

Mas, mais do que atropelar de autocarro essa corja de delinquentes, ou transformar a pontapé os brancos cús delinquentes em rosas negras, o que o Povo vai querer amanhã afirmar, é que não estará disposto a permitir que as suas lutas pelo fantástico sistema nacional de saúde, pela escola pública eivada de defeitos mas das mais eficazes da Europa e por uma segurança social de todos e para todos, tenham sido em vão.
 
O que o Povo amanhã desejará afirmar, há-de ser a sua firme disposição de que os pobres continuem a ser gente, a ser tratados como gente nos hospitais, a poderem mandar os seus filhos à mesma escola pública, a poderem atravessar a ponte da ascensão social e a serem tratados com a mesma dignidade quando a idade e as forças os atirarem para a reforma. É só isso que o Povo quererá amanhã gritar: a defesa das conquistas que tanto sangue, suor e lágrimas lhe custaram.

Amanhã, mais do que desfazer a pontapé os alvos cús da corja, o Povo desejará, tanto homenagear a memória dos que ajudaram a construir este nosso singelo mas querido mundo e já partiram, quanto impedir que aos seus filhos seja roubado o futuro que tanto custou a construir.

É só disso que o pontapé de amanhã tratará. A merda da política que fique para os delinquentes. O Povo apenas não está disposto a ser cobaia dos ajustes de contas entre os "padrinhos" da corja.

Até breve

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Obviamente, demita-se !!!...

Imagem retirada da página do FB de Daniel Oliveira

Ao cidadão Aníbal Cavaco Silva eu apelo que, em nome dos mais elementares princípios de dignidade e cidadania, não consagre por mais tempo o colossal erro de milhões de compatriotas seus, enganados, que lhe concederam o privilégio de ocupar a mais alta magistratura da nação, que é indigno de continuar a exercer.

Obviamente, demita-se !!!...

Até breve