quarta-feira, 12 de junho de 2013

Esfinge, palhaço ou nódoa ?!...

 

A "esfíngica figura plantada em Belém" - há quem lhe chame palhaço e duvido que esteja errado! -,  aproveitou o "dia da raça" - ainda não é, mas vai demorar pouco a voltar a ser! -, para fazer o que mais gosta e lhe dá mais prazer: fingindo que fala para os seus "concidadões", falar de si próprio, voltar a repetir pela milionésima vez que depois de Afonso I, ele é o maior português!...
 
Antes que começasse a debitar o insuportável, fechei os olhos e imaginei-o em fugaz "reprise", marreco e de careca reluzente: "Setemonos. Perdão, setentamonos. Perdão, setecentosmonos. Perdão, sentemo-nos! Estou aqui em Elvas pela primeira vez, mas é como se fosse a primeira vez!...". Que sina maldita se abateu de novo, ao fim de tantos anos depois da madrugada redentora de 25 de Abril, sobre o povo português! Que destino madraço continuamos a encomendar! Nem nos sabemos governar e muito menos escolher quem nos governe e proteja!...
 
Mas a criatura partiu à desfilada por ali fora, na apologia do que constituirá o capítulo mais desonroso ou mesmo vergonhoso, do seu consulado governamental: a agricultura e as pescas. Sem pudor ou a mais pequena réstia de vergonha, esgrimiu cirurgicamente números e indicadores que contrariassem o que todos nós notamos à vista desarmada e um estudo recente, que porventura ainda não terá lido, onde aparece "escarrapachado", que o sector da agricultura e pescas foi o único cuja produtividade divergiu da média comunitária.
 
Mas dificilmente o estudo da autoria e coordenação de Augusto Mateus e patrocinado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, não lhe terá passado pelos olhos encovados e vesgos. E sendo assim, porque terá submetido todos os números ali constantes a um processo de mistificação pérfida e criminosa, tendente a masturbar-lhe o ego, a "esfinge" terá de ser considerada uma figura manipuladora e mentirosa. Já não será o "palhaço" parecido com Beppe Grillo. Será muito pior que isso. Será um mistificador, uma nódoa, responsável por grande parte da desgraça de um povo. 
 
Porque esta "nódoa" que plantámos em Belém, poderá tentar todos os mais artificiais e indignos processos, para que nos esqueçamos das suas actuais e passadas responsabilidades políticas. E se havia campos que lhe deveriam ser proibidos, face à desastrosa participação que lhes concedeu, o sector da agricultura e pescas, ocupará necessária e obrigatoriamente o primeiro lugar. Porque ele sempre há-de reflectir a melhor imagem de todos os erros cometidos na nossa integração europeia, em que esta "esfinge, palhaço ou nódoa", por cortesia ou perfídia do destino, terá representado o papel principal.  

Até breve

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Apreciem a fotografia. Vale a pena...



Está lá longe. Da vista e, não fossem as imagens recentes, também do pensamento. Sobre o conhecimento, a lonjura então será imensa. Falo por mim. Europa?! Ásia?! Cristã?! Muçulmana?! Carne?! Peixe?! O que é a Turquia, hoje?!...

Ele, o nosso Daniel Oliveira está por lá. E este texto hoje publicado é... imperdível. Porque nada de muito valioso alguma vez ocupará lugar na nossa mente, se lhe abrirmos a porta. É o convite presumido que vos deixo. Não sejam pobres e mal agradecidos. Apreciem a luz, as cores, o contraste e a nitidez desta fotografia de Daniel Oliveira.Vale a pena... 

A Turquia sofre e avança
 
Nos arredores de Istambul, num gigantesco comício do AKP, de Recep Tayyip Erdogan, não me senti nem no Médio Oriente nem na Europa. Essa ambiguidade é, aliás, a identidade da Turquia. Ao meu lado, havia um casal em que a mulher estava de rosto coberto, apenas com os olhos à vista. À minha frente, uma jovem de classe média exibia os seus cabelos louros pintados e as suas calças justas. É melhor, nesta matéria, não simplificar. Tendo nascido dos movimentos islamistas, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) não tem correspondência com o islamismo político dos países árabes ou do Irão. Porque a Turquia é sempre um caso à parte. Em Istambul, podemos ver, a passear na rua, mulheres de rosto coberto e drag queens. Há movimentos religiosos fanáticos e uma movida gay. As campanhas eleitorais são semelhantes às ocidentais e a caridade muçulmana também faz o seu trabalho político.
  
A laicidade do Estado turco não corresponde, nunca correspondeu, a um processo democrático. Foi imposta à força pelo fundador da República Turca Mustafa Kemal Ataturk, de uma forma que apenas tem paralelo com o Xá Reza Pahlavi, do Irão. Tratou-se de um processo de secularização radical forçada de toda a sociedade. Com regras sobre a indumentária, forçando estudantes e funcionários públicos a abandonar roupas típicas do Médio Oriente e a europeizarem-se. Em 1925, foi aprovada a "lei do chapéu", que impunha o uso de chapéus dos "países civilizados". Em 1935 a lei foi estendida ao resto da roupa. A imposição de um novo alfabeto, a reinvenção da história da Turquia, a perseguição à liberdade religiosa e um poder sufocante do exército e de uma justiça dependente do poder político fazem parte da tradição turca que muitos, no Ocidente, confundem com laicidade e democracia. A ditadura (ou democracia musculada) turca, que quando não era de partido único apenas simulou o pluripartidarismo, foi, durante décadas, tutelada pela elite kemalista, baseada num nacionalismo xenófobo, num totalitarismo cultural e num poder asfixiante do Estado. Até aos anos 90, os militares punham e depunham governos. Os tribunais ilegalizavam partidos e impediam candidatos de concorrer a eleições.
  
A chegada de Erdogan ao poder foi uma lufada de ar fresco. Em dez anos, desmilitarizou, sempre numa tensão perigosa, o regime. Retirou aos juízes o poder discricionário de limitar a democracia turca. Destronou parte da elite económica, umbilicalmente ligada ao poder político. Até as relações com os curdos tiveram, com altos e baixos, se não uma pacificação, pelo menos um pouco mais de moderação, com um forte investimento no Curdistão turco. O que não espanta. Tendo como principal elemento identitário a religião, e não o nacionalismo radical, a ponte era mais fácil de fazer.
  
Por outro lado, Erdogan modernizou a economia turca. A Turquia viveu, na última década, o seu período de ouro, com um extraordinário desenvolvimento económico. Sendo de direita, conservador nos costumes e liberal na economia, o AKP retirou o Estado da economia de forma socialmente insensível. O que ajuda a explicar uma das partes da contestação de que vai sendo alvo.
   
Na política externa, Erdogan deu todos os sinais à Europa da sua real vontade, bem maior do que a dos seus antecessores nacionalistas, de integrar a União Europeia. Sinais a que a Europa, em má hora, não respondeu. Ficamos todos a perder: Turquia, Europa e Médio Oriente. Transformou o país, graças à sua melhor relação com as restantes nações muçulmanas, numa potência diplomática incontornável, na região mais complicada do planeta. E até temperou as tensas relações com o vizinho grego.
  
Mas, acima de tudo, deu sinais de que era possível um movimento islamista transforma-se numa espécie de democracia-cristã muçulmana (paralelo demasiado livre, que me perdoarão). Aquilo que poderia ser um exemplo para a Irmandade Muçulmana, no Egipto, o Hamas, na Palestina e, acima de tudo, o Hezbollah, no Líbano. Estando bem longe das minhas convicções políticas em todos os domínios, o AKP foi, até certo momento, um ator fundamental na normalização democrática da Turquia.
  
Também é bom ter cuidado quando se fala da oposição institucional turca (os movimentos cívicos são outra coisa). O Partido Republicano do Povo (CHP), o mais importante oponente do AKP, supostamente de centro-esquerda e em tempos partido único, e a extrema-direita nacionalista do MHP, são tudo menos exemplos de respeito pela democracia e pelos direitos cívicos. Muito do que está a acontecer por estes dias aconteceria, com igual ou pior brutalidade, no tempo em que a oposição laica tinha o poder. A cultura kamalista pode ser laica, mais nunca foi, para além da fachada, democrática. O hábito de fazer cair governos através da acção do exército, a repressão da oposição, o regime de partido único e a brutalidade com os curdos está no seu sinistro currículo.
  
Mesmo o suposto feminismo da oposição deve ser relativizado. As deputadas não podiam usar lenço - houve mesmo uma que foi insultada quando, por sua vontade, o fez. Mas só havia 4% de mulheres no Parlamento. Mais do que os direitos das mulheres, o que estava em causa era o poder kemalista, que abominava qualquer sinal do poder religioso, que o punha em causa. A mesma lógica que levava os nacionalistas a proibir qualquer referência pública ao genocídio arménio e fazia da questão curda um tabu (os próprios curdos não têm direito a esse nome e são, se a memória não me falha, chamados de "turcos das montanhas").
  
O início desta revolta, no Parque Gezi, foi, claro, apenas o detonador de um mal-estar. Se fosse apenas aquilo, a contestação não se teria espalhado a todo o País, incluindo à menos cosmopolita Ancara e a Esmirna. Mas não podia haver melhor símbolo das contradições do governo de Erdogan: a destruição de um espaço público para construir um centro comercial e uma mesquita. A imposição autoritária da vontade do poder em nome da nova e da velha Turquia. Do dinheiro e da religião. E o esmagamento dos protestos, escondido por uma comunicação social dominada pelo regime.
  
Este é, se me permitem, o fascínio da Turquia. Não é apenas não ser nem Europa nem Médio Oriente. É nada ser tão linear como parece. É toda sua história recente condensar a sua condição híbrida, numa sucessões de movimentos contraditórios: a secularização da sociedade impôs-se com um Estado forte e militarizado, a liberalização da sua economia foi feita por um governo conservador e religioso. Tudo contradiz as dicotomias fáceis, que põem a liberdade, o mercado e a laicidade, de um lado, e a ditadura, o Estado na economia e a religião, do outro. É sempre tudo mais complicado.
  
E é essa complexidade que faz com que, nos protestos, se junte a esquerda comunista e a extrema-direita nacionalista. Movimentos de tipo "ocupa" e islamistas. Porque a questão da islamização é apenas uma pequena parte do problema. Se quisermos, é apenas a velha parte do problema.
  
Parece existir uma confluência de agendas - direitos sociais, liberdades cívicas, pressões sobre a comunicação social, concentração de poder, resistência à islamização do País, perda de influência externa evidenciada pela guerra civil na Siria. Também pesará o cansaço (mesmo na base de apoio do AKP) com um poder quase absoluto, que venceu três eleições consecutivas e para o qual a oposição política, demasiado heterogénea, não consegue encontrar alternativa.
  
Mas a questão central parece ser, antes de tudo, aquilo a que o analista político turco  Bülent Kenes, citado por Jorge Almeida Fernandes, no "Público", chamou de "intoxicação do poder". Entre os muitos sinais de arrogância, está a tentativa de rever a Constituição para transformar a Turquia num regime presidencialista, garantindo assim, depois da candidatura de Erdogan à Presidência, a perpetuação do seu poder pessoal, o que ajuda a explicar algumas dissensões internas no próprio AKP. Em defesa dos direitos dos manifestantes tem estado Abdullah Gül, Presidente eleito com o apoio do AKP, no poder. Mandou retirar a polícia da Praça Taksim e deixou recados ao governo. Também o número dois do governo, Bülent Arinç, pediu desculpa à população pelos erros do Governo nesta crise. Mesmo assim, e é importante ter isso em conta, o partido de Erdogan continua popular nas sondagens. Parece haver uma maioria silenciosa para quem estas manifestações e os abusos que as justificaram dizem pouco.
  
Mas mesmo a indignação com os abusos de poder, num país que vive com eles desde sempre, é sinal de que a Turquia mudou na última década. O poder do AKP, que esmaga sem dó nem piedade os protestos que o contestam e tomou conta de todo o aparelho de Estado, acabou, ao desestruturar o poder militar e a tradição centralista e antidemocrática kemalista, para garantir o seu próprio domínio da vida política e social turca, por criar as condições para que os seus próprios abusos não fossem tolerados.
  
Quem veja na Turquia uma continuação da "Primavera Árabe" só pode ficar mais baralhado. O que está a acontecer na Turquia são, em simultâneo, as dores crescimento de uma democracia; a resistência aos abusos de quem conseguiu garantir para si, graças a essa democratização, um poder quase absoluto; os conflitos que uma sociedade cada vez mais capitalista naturalmente vive; e, em simultâneo, a velha tensão entre uma laicidade radical e o islamismo político.
  
Mas, acima de tudo, de forma violenta e extraordinária, a Turquia está a mostrar que mudou. Não mudou apenas por causa de Erdogan. E mudou mais do que Erdogan queria. Mas essa mudança, onde ele desempenhou um papel central, faz com que o próprio Erdogan não possa governar como gostaria. As manifestações e a sangrenta repressão que se abateu sobre elas podem fazer parecer que a Turquia está a recuar. É, na minha opinião, exatamente o contrário. Ela está a avançar. Com sofrimento e de forma confusa. Como é sempre a mudança. E é essa mudança que travará a brutal repressão que Erdogan, intoxicado pelo poder, impõe aos que lutam pela democracia plena.

(Daniel Oliveira, Antes pelo contrário, in Expresso)


Até breve
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Fadiga de austeridade !!!...


Em 2005, segundo a revista Fortune, terá afirmado que "o preço dos imóveis residenciais surfava numa onda especulativa, que brevemente faria afundar a economia". Os economistas que acolheram com cepticismo as suas previsões, ter-lhe-ão na ocasião  chamado Cassandra. Três anos mais tarde, com o advento da crise financeira de 2008, viriam a classificá-lo, respeitosamente, de sábio.
 
Nouriel Roubini, voltou ontem a ser original, ao apelidar de fadiga de austeridade, os últimos acontecimentos que as ruas de muitas cidades portuguesas têm testemunhado com os protestos e a indignação populares. E lançou avisos sérios aos nossos governantes, sobre os riscos de uma austeridade que não tenha em conta outros parâmetros bem mais importantes.

Fadiga de austeridade?! É isso mesmo! É o que de há muito sente todo o povo português e, qual ovo de Colombo, foi preciso vir um americano exprimir em palavras esse nosso sentimento. Tantos dons de oratória que vão abundando por aí, quase sempre excessiva, e ainda ninguém se tinha lembrado de coisa tão simples: fadiga de austeridade!...

Temo que a fadiga nos leve à exaustão e fiquem pelo caminho a felicidade e os sonhos !...

Até breve


sábado, 1 de junho de 2013

One small step for man; one giant leap for mankind !...


Argentina e Cuba anunciam primeira vacina terapêutica contra cancro do pulmão

 
  
Um grupo de investigadores argentinos e cubanos criou a primeira vacina terapêutica contra o cancro do pulmão, que prolonga a esperança de vida dos doentes, informou esta sexta-feira o laboratório argentino Insud, participante no projeto. 

A vacina, que resulta de 18 anos de trabalho e da colaboração de um consórcio público-privado de investigação, não previne o aparecimento do tumor, mas promove a sua destruição através da ativação do sistema imunitário do próprio organismo, adiantou o mesmo laboratório em comunicado, citado pela agência Efe.

Batizada com o nome de Racotumomab, a vacina foi testada em ensaios clínicos controlados, e triplicou a percentagem de doentes que continuaram vivos dois anos após a sua toma, assinalou a mesma nota.
 
Indicada para casos avançados ou com metástases e em doentes que receberam tratamentos de quimioterapia e radioterapia e se encontram estáveis A vacina está indicada para casos de cancro do pulmão avançados ou com metástases, em doentes que receberam tratamentos de quimioterapia e radioterapia e se encontram estáveis.

Mais de 90 especialistas, incluindo do Instituto de Imunologia Molecular de Havana, trabalharam na identificação de um antígeno (partícula ou molécula capaz de iniciar uma resposta imune) e no desenvolvimento de um anticorpo monoclonal, que, «ao induzir o corpo a reagir a esse antígeno, ataca o tumor e as suas metástases, mas não o tecido normal», indicou o laboratório Insud.

A vacina é administrada através de injeções intradérmicas e produz uma potente resposta do sistema imunológico, realçou o diretor científico do Consórcio de Investigação e Desenvolvimento Inovador, Daniel Alonso.

A Argentina será, em julho, o primeiro país do mundo a ter disponível a vacina, cuja comercialização foi autorizada em Cuba e em mais 25 países da América e da Ásia.

O cancro do pulmão, considerado um dos mais letais, mata anualmente, em todo o mundo, 1,4 milhões de pessoas, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde.

 

Uma inesperada e fantástica notícia. Uma nova esperança para quem até agora pouco mais do que isso lhe restava. Uma luz ao fundo túnel, onde apenas se imaginava estivesse a terrível guilhotina que se abatia sobre todos os que contraíssem a doença.
 
Só quem passou pela traumática e dolorosa experiência de perder alguém muito querido, poderá ter a verdadeira noção do avanço da medicina que esta notícia representa e da esperança que ela traz. Que este possa ser o ponto de partida para a inteligência humana avançar para o controle  da mais terrível das doenças que afligem a Humanidade. Parafraseando Neil Armstrong:

"That's one small step for man; one giant leap for mankind."!...
 
Até breve 
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

É muito bem feito !!!...




Miguel Sousa Tavares é um tipo complicado! Umas vezes é capaz de me fazer levantar da plateia e aplaudi-lo freneticamente, outras consegue que eu lhe vire as costas e o deixe a falar sózinho. Todos nós teremos dias bons e maus. O Miguel será como todos nós. Coisa diferente será tomá-lo por parvo. Porque ele não tem nada disso. Tem a quem sair...
 
Hoje terá feito detonar um pequeno "cocktail molotov" no "Negócios"! Foi um dos seus momentos infelizes! Miguel, se tem algum problema com os palhaços, não deveria ter baixado ao ponto de lhes dirigir um insulto desta natureza! É uma profissão, ou um estado de alma, tão digno como qualquer outro! Acho muito bem que a PGR, proceda ao inquérito e daí venha a resultar que MST, sue as estopinhas e se veja obrigado a dar leveza ao porta moedas, para se defender e provar, inequivocamente, que não quis ofender, nem Beppe Grillo, nem qualquer palhaço que por aí ande a ganhar a vida honestamente! É muito bem feito !!!...
 
Até breve
 
 
 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Conselho de Estado: a montanha abortou!...

 

Caros "concidadões", esta gente a que a seguir chamo pelos nomes, constitui o actual Conselho de Estado da República Portuguesa e foi convocada pela "esfíngica figura plantada em Belém", para estar presente na reunião que ontem se realizou, com o objectivo único de "conversar" sobre as "Perspectivas da Economia Portuguesa no Pós-Troika, no Quadro de uma União Económica e Monetária Efectiva e Aprofundada".
 
  • Dra. Maria da Assunção Andrade Esteves
         Presidente da Assembleia da República
  • Dr. Pedro Manuel Mamede Passos Coelho
         Primeiro-Ministro
  • Juiz Conselheiro Joaquim José Coelho de Sousa Ribeiro
         Presidente do Tribunal Constitucional
  • Juiz Conselheiro Alfredo José de Sousa
         Provedor de Justiça
  • Dr. Vasco Ilídio Alves Cordeiro
         Presidente do Governo Regional dos Açores
  • Dr. Alberto João Jardim
         Presidente do Governo Regional da Madeira
  • General António Ramalho Eanes
  • Dr. Mário Alberto Nobre Soares
  • Dr. Jorge Fernando Branco Sampaio
  • Prof. Doutor João Lobo Antunes
  • Prof. Doutor Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa
  • Dra. Maria Leonor Couceiro P. Beleza de Mendonça Tavares
  • Dr. Vítor Augusto Brinquete Bento
  • Dr. António José de Castro Bagão Félix
  • Dr. Francisco José Pereira Pinto Balsemão
  • Dr. António José Martins Seguro
  • Dr. Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes
  • Sr. Manuel Alegre de Melo Duarte
  • Dr. Luís Filipe Menezes Lopes


  • Todos estes "patriotas" - honra para os que o são! -, à excepção do Presidente do Governo Regional dos Açores, por razões atendíveis e que deveriam ter levado "a múmia" a protelar ou a antecipar datas, estiveram presentes e, a julgar pela fuga ao "segredo de estado" de alguns, embalados por outras fugas que por aí campeiam, já todo os "cidadões" sabem que a reunião teve de tudo, menos de pacífica. A "esfinge" bem procurou impôr "respeito", mas só os acólitos "baixaram a bolinha". Sabe-se que alguns - e todos nós sabemos quais - afirmaram em tão alto som que se ouviu cá fora, que isto já lá não vai com caldos de galinha, os caldos que o "cavaco e a cavaca" desejam continuar a "morfar" por mais três longos anos. Ouve-se por aí à boca calada, que até murros na mesa houve.
     
    A "múmia" só pretendia que o Conselho falasse no "pós-troika". Mas isso só acabou por ser discutido lá mais para o fim das sete horas de reunião. Antes terá havido "festa rija" que quase levava o algarvio de Boliqueime - ou será "magrebino"? - a uma crise apoplética. Naturalmente, a reunião só poderia ter resultado, inconclusiva. E quando chegou a altura de redigir o comunicado final, é que foram elas. Porque a "esfinge" se negou a apadrinhar um texto que dissesse a verdade sobre a reunião. E "democraticamente", impôs uma redacção parecida com as suas "trombas esfíngicas", que foi, nem mais nem menos o que todos os seus "concidadões" ouviram, vomitado por um dos seus "homens de mão": uma montanha a parir um rato, com parto muito difícil! Ou terá sido um aborto?! Os que o sabem, estão piores que os ratos: caladinhos!... Parece contudo, que os conselheiros, de forma transversal, terão recusado liminarmente a introdução na "paridela do rato", das palavras "consenso" e, pior ainda, "compromisso", que a "esfíngica figura dos cidadões" desejaria impor no texto do "parto".

    Tenho fortes reservas sobre o que poderá acontecer ao jornalista João Pedro Henriques, autor desta local do DN. É que esta "claustrofobia democrática" deixará pelo caminho muitos "cadáveres". E mais dúvidas ainda povoarão o meu espírito, sobre se a "múmia" voltará até ao fim do seu triste, miserável e estúpido mandato, a convocar o Conselho de Estado. É que o "esqueleto esfíngico", desde o buzinão da ponte, nunca mais soube lidar com protestos!...

    Até breve

    sexta-feira, 17 de maio de 2013

    Carlos Paz escreveu à esfíngica figura !...

     
     
    Carta Aberta ao Presidente da República
    (publicada em 03/11/2012 no FB, por Carlos Paz)
    .professor no Instituto Superior de Gestão.


    Meu caro Ilustre Prof. CAVACO SILVA,

    Tomo a liberdade de me dirigir a V. Exa., através deste meio (o FACEBOOK), uma vez que o Senhor toma a liberdade de se dirigir a mim da mesma forma. É, aliás, a única maneira que tem utilizado para conversar comigo (ou com qualquer dos outros Portugueses, quer tenham ou não, sido seus eleitores).

    Falando de “eleitores”, começo por recordar a V. Exia., que nu...
    nca votei em si, para nenhum dos cargos que o Senhor tem ocupado, praticamente de forma consecutiva, nos últimos 30 anos em Portugal (Ministro das Finanças, Primeiro Ministro, Primeiro Ministro, Primeiro Ministro, Presidente da República, Presidente da República).

    No entanto, apesar de nunca ter votado em si, reconheço que o Senhor:
    1) Se candidatou de livre e espontânea vontade, não tendo sido para isso coagido de qualquer forma e foi eleito pela maioria dos eleitores que se dignaram a comparecer no acto eleitoral;
    2) Tomou posse, uma vez mais, de livre vontade, numa cerimónia que foi PAGA POR MIM (e por todos os outros que AINDA TINHAM, nessa altura, a boa-ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos);
    3) RESIDE NUMA CASA QUE É PAGA POR MIM (e por todos os outros que AINDA TÊM a boa-ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos);
    4) TEM TODAS AS SUAS DESPESAS CORRENTES PAGAS POR MIM (e pelos mesmos);
    5) TEM TRÊS REFORMAS CUMULATIVAS (duas suas e uma da Exma. Sra. D. Maria) que são PAGAS por um sistema previdencial que é alimentado POR MIM (e pelos mesmos);
    6) Quando, finalmente, resolver retirar-se da vida política activa, vai ter uma QUARTA REFORMA (pomposamente designada por subvenção vitalícia) que será PAGA POR MIM (e por todos os outros que, nessa altura, AINDA TIVEREM a boa-ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos).

    Neste contexto, é uma verdade absoluta que o Senhor VIVE À MINHA CUSTA (bem como toda a sua família directa e indirecta).

    Mais: TEM VIVIDO À MINHA CUSTA quase TODA A SUA VIDA.

    E, não me conteste já, lembrando que algures na sua “vida profissional”:
    a) Trabalhou para o Banco de Portugal;
    b) Deu aulas na Universidade.

    Ambos sabemos que NADA DISSO É VERDADE.

    BANCO DE PORTUGAL: O Senhor recebia o ordenado do Banco de Portugal, mas fugia de lá, invariavelmente “com gripe”, de cada vez que era preciso trabalhar. Principalmente, se bem se lembra (eu lembro-me bem), aquando das primeiras visitas do FMI no início dos anos 80, em que o Senhor se fingiu doente para que a sua imagem como “futuro político” não ficasse manchada pela associação ao processo de austeridade da época. Ainda hoje a Teresa não percebe como é que o pomposamente designado chefe do gabinete de estudos NUNCA esteve disponível para o FMI (ao longo de MUITOS meses – grande gripe essa).

    Foi aliás esse movimento que lhe permitiu, CONTINUANDO A RECEBER UM ORDENADO PAGO POR MIM (e sem se dignar sequer a passar por lá), preparar o ataque palaciano à Liderança do PSD, que o levou com uma grande dose de intriga e traição aos seus, aos vários lugares que tem vindo a ocupar (GASTANDO O MEU DINHEIRO).

    AULAS NA UNIVERSIDADE: O Senhor recebia o ordenado da Universidade (PAGO POR MIM). Isso é verdade. Quanto ao ter sido Professor, a história, como sabe melhor que ninguém, está muito mal contada. O Senhor constava dos quadros da Universidade, mas nunca por lá aparecia, excepto para RECEBER O ORDENADO, PAGO POR MIM. O escândalo era de tal forma que até o nosso comum conhecido JOÃO DE DEUS PINHEIRO, como Reitor, já não tinha qualquer hipótese de tapar as suas TRAFULHICES e TRAPALHADAS. É verdade que o Senhor depois o acabou por presentear com um lugar de Ministro dos Negócios Estrangeiros, para o qual o João tinha imensa apetência, mas nenhuma competência ou preparação.

    Fica assim claro que o Senhor, de facto, NUNCA trabalhou, poucas vezes se dignou a aparecer nos locais onde recebia o ORDENADO PAGO POR MIM e devotou toda a vida à sua causa pessoal: triunfar na política.

    Mas, fica também claro, que o Senhor AINDA VIVE À MINHA CUSTA e, mais ainda, vai, para sempre, CONTINUAR A VIVER À MINHA CUSTA.

    Sou, assim, sua ENTIDADE PATRONAL.

    Neste contexto, eu e todos os outros que O SUSTENTÁMOS TODA A VIDA, temos o direito de o chamar à responsabilidade:
    a) Se não é capaz de mais nada de relevante, então: DEMITA-SE e desapareça;
    b) Se se sente capaz de fazer alguma coisa, então: DEMITA O GOVERNO;
    c) Se tiver uma réstia de vergonha na cara, então: DEMITA O GOVERNO e, a seguir, DEMITA-SE.

    Aproveito para lhe enviar, em nome da sua entidade patronal (eu e os outros PAGADORES DE IMPOSTOS), votos de um bom fim de semana.*

    Respeitosamente,
    Carlos Paz
     
    *( e já agora, acrescento, um Ano Novo longe, bem longe - e principalmente - da vista)

    Mão amiga, que é Ruas, mas de Alcobaça - não lhe chamem dinossauro, nem o imaginem em Viseu -, fez-me chegar esta "obra prima"! Com seis meses de atraso, é certo, mas para a "entidade patronal" isso agora não interessa nada. A "esfíngica figura" continua a "mamar na teta de todos nós" e parece não ter correspondido ao apelo de Carlos Paz, nem de todo um povo - os tais cidadões, como ele nos chama -, que lhe deseja a tal "diarreia forte" que só lhe passasse com a água do "poço de Boliqueime" ministrada de hora a hora.
     
    Entenderia na ocasião o autor, que parece familiarizado com os corredores por onde "a esfinge" passeou e conhecer suficientemente bem e até ao pormenor, o "trabalho" que terá desenvolvido, que lhe assistiria o direito de o chamar à realidade, apresentando-lhe três alternativas. Pura estultícia! Pretenderia ele conseguir com qualquer das três simples alíneas e em pouco mais de um mês, aquilo que 10 milhões de "cidadões" andam a tentar há tanto tempo. Aquilo só cai de maduro! Ou então com a tal "bendita" diarreia!!!...
     
    Até breve