quinta-feira, 13 de março de 2014

O cravo não é um guarda-chuva


"O cravo não é um guarda chuva", pintura em acrílico sobre tela com 100X80, da autoria do jornalista/pintor Marinho Neves, servirá de cartaz da exposição do autor, integrada nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, na Câmara Municipal de Marco de Canavezes, que decorrerá entre 25 de Abril e 10 de Maio, sob o título REVOLUÇÃO E REVOLUCIONÁRIOS.

Segundo informação que me foi gentilmente facultada pelo autor, cerca de metade das obras a expôr, foca-se no 25 de Abril e as restantes, no retrato de vários revolucionários, nas artes, no futebol, na música, na raça, na religião.

Foi a prenda que decidi oferecer a mim próprio, quando se comemoram 40 anos sobre a passagem de um dos dias mais felizes da minha vida. Aquele dia em que, agarrado ao televisor durante quase todo o dia, não fui capaz de conter a emoção que me inundou e chorei lágrimas de alegria, libertação e esperança.


Podem amarrar-me com toda a austeridade de que forem capazes, podem encharcar-me os ouvidos com toda a demagogia que conseguirem inventar, podem retirar-me um a um, todos os direitos por que me sacrifiquei ao longo de uma vida inteira de trabalho, para ter uma velhice decente, para usufruir de cuidados de saúde e de uma justiça decentes, para poder criar e educar o meu filho com decência, para ver crescer os meus netos de forma decente e poder ser feliz até partir um dia, em paz, decentemente. 

Podem obrigar-me a engolir toda a cicuta da sua maldade, da sua perfídia, do seu maquiavelismo. Podem obrigar-me a assistir a toda a corrupção, roubo e conspurcação dos valores e princípios que consegui abraçar ao longo dos 28 anos da ditadura, que me vi, sem alternativa, obrigado a suportar.  Podem matar-me todos os sonhos e esperanças e até o direito de ser feliz à minha maneira.

O que nunca conseguirão é matar e fazer desaparecer em mim, a alegria que senti em 25 de Abril de 1974.

25 de ABRIL, SEMPRE !!!...

Até breve

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A mini-saia de Carla Mouro e o jornalismo de sargeta



Carla Mouro, assessora da PR para a Juventude, é uma mulher bonita e de sublime bom gosto. Todos pudemos constatá-lo na cerimónia da entrega da condecoração atribuída pelo PR a Cristiano Ronaldo.

Com inteligência e inatacável bom gosto, Carla Mouro escolheu uma "toilette" que não ficasse atrás da sua beleza - por demais evidente! - e que contrastasse e até amenizasse de forma profundamente positiva, a profusão de tanto fato escuro que tivemos a oportunidade de apreciar na dita cerimónia.

Para mim, retirado da "afición", mas inveterado "aficionado" da sublime beleza do elemento feminino, Carla Mouro foi a única estrela que vi brilhar na transmissão televisiva, logo a seguir à estrela homenageada, tenham pesado embora todas as presunções que por lá vi em bicos de pés. Ela terá brilhado, a meu ver, em todos os capítulos, muito particularmente na exuberante afirmação da sua singular e tão pouco comum neste país de gente cinzenta, eficiência profissional.

Hoje deparei, aqui, com a intervenção infeliz de um besidróglio qualquer, armada em jornalista, porventura produto de aviário de "novas oportunidades", que me deixou estarrecido e indignado. E parti por aí fora, em busca de adeptos, como eu, do contraditório para este jornalismo sem classificação. Felizmente que encontrei muitos. Mas destaco, sem surpresa, porque de há muito aprecio o autor, esta demolidora crítica. Luís Paulo Rodrigues, com a sua visão do mundo bem mais abrangente que a minha, puramente estética, percorre outros caminhos interessantes, cuja apreciação recomendo.

Valha-nos pelo menos a certeza, de que ainda haverá muito boa gente que abomina este jornalismo de sargeta.

Até breve.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Arnaut, o facilitador da Goldman Sachs !...




Arnaut, o facilitador

"... Resumindo: em todos os momentos fundamentais da desregulação económica e financeira do mundo e da Europa e da transformação do projecto europeu no monstro que hoje conhecemos, encontramos gente da Goldman Sachs. Generais, como Otmar Issing, Zoellick, Griffiths, Draghi ou Monti. Ou soldados, como Arnaut. Porque um dos ramos fundamentais da actividade deste colosso é a compra da democracia, pondo os Estados a decidir contra os seus próprios interesses, roubando o sentido do nosso voto e entregando o poder que deveria ser do povo a quem tem dinheiro para o pagar. São um verdadeiro partido invisível, um poder acima das nações que regula as nossas vidas independentemente das nossas vontades. Privatiza o que é nosso, vende lixo aos Estados, armadilha leis, governa em favor de poucos e premeia quem lhe preste vassalagem.".
(Daniel Oliveira, Antes pelo contrário, Arnaut o facilitador, Expresso) 

Mais do que a apreciação da fulgurante carreira do "soldado Arnaut", Daniel Oliveira oferece-nos neste excelente artigo, um pequeno/grande resumo sobre "o império global e braço armado da nova ordem mundial", em que se transformou a Goldman Sachs e sobre os inúmeros "capos" que por esse mundo fora lhe preparam as "cirúrgicas operações".

A pouco mais de um ano de, com o nosso voto, termos a oportunidade de modificarmos a "escravatura" a que temos vindo a ser submetidos, será bom que aprendamos a conhecer "os bois pelos nomes"! Porque nas patas - ou porventura nos cornos - deste bois, poderá estar muita da desgraça a que talvez todos desejaremos fugir! Será bom que não o esqueçamos na hora da decisão!...



Até breve

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Em cada dia a entrar-nos, de supetão, pelos olhos dentro...




Em cada dia mais verdade... Em cada dia mais actual... Em cada dia a entrar-nos, de supetão, pelos olhos dentro...

Até breve

domingo, 29 de dezembro de 2013

Thrive, talvez uma boa proposta

Cada vez tenho mais medo que o céu me caia em cima da cabeça!...

 


É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, mas talvez nos vejamos todos obrigados a tentá-lo...

Até breve

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não !...



Há imagens que não precisam de legenda! Esta, parecendo que não, vale pela dúzia que representa! Nem havia outro jeito de o dizer ao Governo, ainda que algumas das seis a quem o gesto estará naturalmente interdito, não rejeitassem protagonizá-lo...

Que todos conheçam o nome daqueles que ficaram na sombra da decisão, que o gesto, naturalmente não intencional, acabou por simbolizar:


Presidente: Joaquim Sousa Ribeiro
Vice-Presidente: Maria Lúcia Amaral
Ana Maria Guerra Martins
Carlos Alberto Fernandes Cadilha
Catarina Teresa Rola Sarmento e Castro
Fernando Vaz Ventura
João Eduardo Cura Mariano Esteves
José da Cunha Barbosa
Lino José Baptista Rodrigues Ribeiro
Maria de Fátima Mata-Mouros de Aragão Soares Homem
Maria João da Silva Baila Madeira Antunes
Maria José Reis Rangel de Mesquita
Pedro Manuel Pena Chancerelle de Machete


Mesmo na noite mais triste, em tempo de servidão, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!...

Até breve