domingo, 17 de novembro de 2013

César das Neves, outro a brincar aos pobrezinhos !...




O economista João César das Neves (JCdN), professor universitário na Universidade Católica, em entrevista concedida ao Diário de Notícias e à TSF (link do vídeo), entendeu considerar que muitos pensionistas andam a "fingir que são pobres", acrescentando também, que o aumento do salário mínimo "é criminoso" para os mais pobres, porque vai limitar o acesso ao mercado de trabalho.

Jesus Cristo, ainda não terão passado 2.000 anos, questionado por um qualquer "jornalista estúpido", sobre os deveres dos "contribuintes" daquele tempo, perante a "alta autoridade tributária" e o deus pai do profeta, terá respondido, "a deus o que é de deus, a césar o que é de césar"! Como em tantas outras profundas parábolas de Cristo, entendo eu que devamos em qualquer episódio das nossas vidas, separar as águas. E no caso da opinião expressa pelo controverso, retrógrado e indecifrável professor universitário, manda-me a consciência entregar-lhe a razão, sem discussão ou contraditório.

Ninguém terá dúvidas que pela cabeça de JCdN, no momento em que se referia aos "pensionistas fingidos de pobres", passaram meteoricamente nomes como, Cavaco Silva,  Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite, Pedro Santana Lopes, Manuel Alegre, Eduardo Catroga, Correia de Campos, Luís Filipe Pereira e Daniel Sanches, todos constantes nesta referência.

E ainda acrescentarei à minha conta, citando de memória entre tantos e tantos milhares, Assunção Esteves, Mira Amaral, Carlos Melancia, uma "catrefa" de generais e outras altas patentes militares, um "contentor" de magistrados judiciais e "paletes e paletes" de altos funcionários da administração pública, sendo certo que pelo estupor do crivo largo do meu conhecimento, muitas dezenas de milhar, de que nem o nome saberei, conseguiram passar.

Quanto à outra importante matéria abordada por JCdN, manda-me também a minha consciência de cidadão, dar-lhe inteira razão. O caminho correcto apontará para a redução urgente e imediata do salário mínimo. Quanto mais pobres morrerem de fome, mais drasticamente baixará o desemprego, mais rapidamente assistiremos à recuperação económica e o oásis com que sonha a corja ultraliberal de que faz parte, surgirá por aí, um dia destes, ao virar da esquina.

Apenas me restará uma pequeníssima dúvida. Se JCdN terá paz no país com que sonha, para viver até à idade da reforma e depois também fingir ser pobrezinho!!!...

Até breve

sábado, 16 de novembro de 2013

Os portugueses sustentam uma grande tropa !...



Mão amiga fez-me chegar uma pequeno estudo sobre os padrões universalmente aceites na hierarquia militar. Transportando esses padrões para a tropa lusa, nasce qualquer coisa de curioso, caricato, ridículo, sem adjectivação...

COMO É A TROPA PORTUGUESA ???
                        .... ANÁLISE INTERESSANTE ... !!!

O Comando Militar

Os generais, por definição, comandam unidades.
Brigadas, Divisões, Corpos de Exército e Exércitos.

A proporção de patentes é a seguinte:

A cada 5 soldados, corresponde 1 cabo;
10 sold.+2 cabos > 1 sargento;
40 sold.+8 cabos+4 sarg. > 1 alferes;
200 sold.+40 cabos+20 sarg.+5 alf. > 1 capitão;
1.000 sold.+200 cabos+100 sarg.+25 alf.+5 cap. > 1 tenente coronel;
8.000 sold.+1.600 cabos+800 sarg.+200 alf.+40 cap.+8 t.coronéis > 1 General 

Somando toda a linha, cada General tem abaixo de si, 10.648 homens (faz sentido)!

AS FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS TÊM MENOS DE 64.000 EFECTIVOS,
LOGO, DEVERIAM TER, APROXIMADAMENTE,

6 GENERAIS!!!...

MAS, PASME-SE ... TEM 123 (CENTO E VINTE E TRÊS) GENERAIS !!!

E SÃO PAGAS PENSÕES BRUTAIS A UM SEM NÚMERO DELES QUE SE APOSENTARAM NOS ÚLTIMOS 25 ANOS !!!

EM DOIS "PEQUENOS E POUCO DESENVOLVIDOS" PAÍSES - CANADÁ E ALEMANHA - AS FORÇAS ARMADAS CONTAM COM 1 GENERAL DE 4 ESTRELAS.

EM PORTUGAL HÁ, SÓ, 4 (QUATRO) GENERAIS DE 4 ESTRELAS !!!...

Entre tantos dos meus leitores, haverá certamente alguém que confirme ou apresente um contraditório sustentado, deste estudo que me chegou. Vou ficar à espera, no pressuposto de que se aos 117 generais, em excesso, somarmos todas as restantes patentes que, consequentemente, também serão excessivas, a que por sua vez teremos de somar um sem número de patentes intercalares que não surgem no estudo e porventura serão invenção lusa, desnecessárias portanto, e tendo em conta que todas os militares com a mesmas patentes na situação de reforma, auferem 110% do último vencimento no activo - coitado de mim que fui reformado com 70% da média ponderada dos melhores 10 anos dos últimos 15 em que descontei para a Segurança Social -, na certeza, ia dizendo eu, que se a todo este regabofe fosse dado o "tratamento devido", em Junho do próximo ano, Portugal poderia seguir as pisadas da Irlanda e mandar às urtigas o PLANO CAUTELAR com que a DOIKA nos pretende continuar a subjugar ! Ora tentem fazer bem as contas e digam-me se todos nós, portugueses, não sustentamos uma GRANDE TROPA !...

Até breve

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Estrelinha que te guie !...



Sopram de França ventos de decepção: chegam-nos notícias de que Hollande terá conseguido a mais baixa popularidade de sempre de um presidente francês, enquanto Marine Le Pen começa a constituir algo mais que ameaça, para os franceses e para a Europa. As reticências sobre a capacidade de François Hollande para fazer melhor que Sarkozy, sabe-se hoje, tinham absoluta razão de ser. E aí o temos, em vez de constituir a resposta às esperanças francesas e não só, escorregou para uma conduta contrária às linhas programáticas que apresentou em campanha e estará a conduzir a França para uma austeridade primária, num ataque inimaginável dos socialistas ao Estado Social e ao modelo social europeu.

Ironicamente, Marine Le Pen, sem se fazer rogada, apropriou-se da agenda social da esquerda e comanda a oposição popular à política de Hollande, condimentando-a com os sedimentados conceitos xenófobos e homofóbicos. Enquanto o “bloco de esquerda” – Front de Gauche - gaulês, agarrado aos dogmas comunistas e ao extremismo radical de esquerda, discute o sexo dos seus anjos.

É arrepiante assistir à convergência dos processos socialistas entre França e Portugal. Com alguns anos de atraso, os socialistas portugueses continuam a não aprender nada com os erros cometidos pelos seus congéneres europeus. Nem as barbas aprenderam a pôr de molho.

Com a DOIKA no horizonte, vai subindo o nível das águas da mentira,  da demagogia e da incompetência ultraliberal. O buraco vai sendo escavado em cada dia desta indigna vivência de um povo, convenientemente camuflado de cada vez que o Sol se põe, para que os telejornais nos mostrem flores e ramos verdes.

Tudo serve para glorificar a acção do (des)governo ultraliberal. Até a Irlanda, é hoje apontada como modelo a seguir, como se Portugal alguma vez tivesse corpo para vestir a apertada camisa de forças que os irlandeses vão envergar. Como se alguma vez por cá tivessem sido sequer imitados os trabalhos de casa que os irlandeses foram fazendo ao longo de três anos. Como se nós alguma vez possamos ter acesso aos mercados, nas condições em que eles o farão.

E o tempo há-de passar e nós continuaremos a deixar que nos ouvidos nos entre o ronronar deste maquiavélico felino, adormecidos, anestesiados, cansados, inertes… E virá o dia em que escolheremos o nosso Hollande. Tão impreparado, sem carisma, sem convicções e sem programa como o outro. Tão mole, hesitante e fraco como o decepcionante francês. E um dia concluiremos, ou as sondagens o anteciparão por nós, que também ele será uma decepção.

Pergunto quase todos os dias a mim próprio, qual o elixir, o milagre capaz de impedir este nosso quase incontornável e sempre anunciado fado?! E nem o vento me traz a resposta. Há longo tempo que já ninguém acredita nesta Direita estúpida, retrógrada e corrupta. Da Esquerda, daquela esquerda que poderia ser solução, ponto de partida, estímulo e equilíbrio, nem uma agulha bulia na sua quieta melancolia. Dos socialistas, o que poderemos esperar?! Seguramente, ninguém sabe! Como os franceses com Hollande, também não sabiam!...

A esperança, a minha e a de muitos portugueses, é que Seguro encontre uma boina nova. Com uma estrelinha que o guie, ou então um "caralhinho que o foda"!...


Até breve 

P.S. - Dedicado, com a ternura de sempre, à minha grande amiga Lena Costa.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A colossal derrota da Direita Portuguesa !...

Se conseguir dar um jeito à boina, pode ser que lá vá... E que tal uma estrela a meio?!...


A “esfíngica figura”, a braços com a galopante paralisia mental que há muito o atormenta, vive obcecada com a DOIKA. Para quem não adivinha o que esconde esta nova figura, que dentro de meses irromperá, sem pedir licença, no brando léxico português, eu ajudarei, esclarecendo que se trata da filha  da puta da TROIKA, que lhe sucederá na cadeira real que por ora vai governando Portugal.

Em Junho de 2014, a TROIKA divorciar-se-à do FMI e ficaremos entregues aos dislates da DOIKA, um casamento perfeito entro BCE e a COMISSÃO EUROPEIA, cujo presidente já terá informado a “múmia paralítica”, concretamente, daquilo que por essa Europa fora vai dizendo sub-repticiamente: é preciso convencer, catequizar, ludibriar, dar a volta, ao mais que provável futuro primeiro-ministro, de modo a que ele contribua para que seja alcançado um acordo de PROGRAMA ÚNICO de governo, ganhe ou não o seu partido as próximas eleições e independentemente de o conseguir só, ou acompanhado. Porque a DOIKA não pretende complicações de qualquer ordem na execução CAUTELAR dos planos já perfeitamente delineados. E pretenderá, sem pudor ou vergonha, que em Portugal, absolutamente à revelia daquilo que o povo português vier a decidir nas urnas, o partido vencedor avance para a governação, com um programa pré-definido, que nada terá a ver com a sua linha ideológica e programática, sufragada pela maioria dos portugueses.

Ora é precisamente nesta encomenda dos grandes senhores da Europa, que a figura esfíngica e decorativa, que infelizmente vai ocupando o palácio de Belém, vem insistente e perfidamente teimando em impor ao maior partido da oposição. Sejamos claros, a que título se verifica tamanha insistência no diálogo com o Partido Socialista?! O governo não é sustentado por uma maioria absoluta? Algum obstáculo ou bloqueio se verifica à sua governação? Não está a direita confortavelmente instalada no poder, com uma maioria e um presidente? Em cada dia que passa os portugueses vão abrindo os olhos para a realidade e há muito compreenderam que o que verdadeiramente estará em causa será conseguir que o PS fique irremediavelmente atado de pés e mãos, mesmo depois de vencer as eleições e vier a ocupar o poder. Alcançado o PROGRAMA ÚNICO, a direita – governo, maioria e presidente - poderia partir para férias descansada. Os seus desígnios e, bem mais importante que isso, os interesses que representa, ficariam salvaguardados, até que em prazo previsivelmente curto, a camisa de forças esgotasse o adversário e lhe devolvesse o poder numa bandeja.

Mas mais uma vez a direita portuguesa – governo, maioria e presidente -, a mais estúpida e retrógrada da Europa, terá cometido um violento “haraquíri”, ao subavaliar com confrangedora e inaudita sobranceria, a capacidade política de Seguro. Ao não ter o discernimento necessário para compreender, que já lhe terá proporcionado neste quase três anos com a sua governação, uma aprendizagem incomparavelmente superior àquela que muitos e muitos anos de “jota” lhe terão permitido. E Seguro ter-lhes-à dado a resposta com que não contavam: apontou-lhes a ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, como lugar único de negociação, conversação, apresentação de propostas, convergências e divergências. Bem à vista de todo o povo português, com imagens e palavras gravadas para memória futura e no maior golpe de inviabiliazação da demagogia em que essa estúpida direita – governo, maioria e presidente – é catedrática.

Oxalá que Seguro não perca o ritmo da pedalada com que infligiu esta colossal derrota à direita – governo, maioria e presidente – e retire dos louros que necessariamente merece, o sentido de estado que parece faltar-lhe, sem nunca esquecer o que de mais importante o futuro lhe exige: o povo português está farto de Troikas e de Direitas e não suportará a DOIKA, ou qualquer outro heterónimo com que a pretendam rotular!...

Será Seguro capaz disso ?!...


Até breve

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mas afinal o guião reflecte, ou não "reflete" ?!...


Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros  (foto AP)
Mas afinal o guião"reflete" ou não reflecte?!...


Luís Amado diz que Guião da Reforma do Estado «reflete» problemas do país
 
 
Na última terça-feira, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado, durante a sessão inaugural do VI Congresso Internacional da África Lusófona - I Encontro da África Global, a decorrer na Universidade Lusófona, veio dizer o que pensa do Guião da Reforma do Estado, afirmando que o mesmo "reflectia com seriedade", alguns dos problemas do país e que nessa medida, será merecedor da atenção de todos os políticos:
 
"Acho que nenhum actor se deve refugiar na necessidade de encarar os problemas do país e do meu ponto de vista o guião reflecte alguns desses problemas com seriedade."
 
Ora, não receiem que eu venha aqui colocar em causa o pensamento de tão ilustre personagem da cena política portuguesa. Se o homem acha que o malfadado "dom sebastião" contido naquele papelucho a que o Portas chamou de guião da reforma do estado, pois então que ache, é lá com ele. Como eu estou fartinho de saber que aquelas ideias de merda, mexidas e remexidas, nunca darão em nada, tanto se me dá o que o Amado diga ou deixe de dizer.

O que me chamou a atenção, não tem nada a ver com isso. Como leitor diário dos títulos mais gorduchos do jornal desportivo A Bola, abri a boca até à orelhas quando deparei sob a excelente imagem do nosso ex-ministro, com o título anafado que acima mostro, respeitando a disposição original.

Sendo um facto indesmentível que o corpo redactorial do jornal, foi dos primeiros órgãos da nossa imprensa a afirmar a sua intenção de cumprir integralmente o disposto no NOVO ACORDO ORTIGRÁFICO, a minha alma ficou parva quando hoje deparei com a 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo reflectir, metida entre aspas.

Porque, entendendo eu que o colectivo de jornalistas - redacção - que assina a local, jamais pretenderá colocar em causa aquilo que, no ponto de vista do ex-ministro, o guião reflectirá, não vejo que outra coisa as aspas colocadas em "reflete" poderão significar, que não seja um primeiro passo para a distanciação do estabelecido pelo NAO. 
 
E já vou começando a afiar as dentuças para, a breve trecho, constatar no dito jornal que "redação" passará a redacção, "refletindo" aquilo que as criaturas pretendam mesmo  fazer reflectir, desenvolvendo acções na direcção contrária das decepções que nos tem causado a merda do acordo e, pelo menos desportivamente, regressemos à ortografia de gente civilizada e de espinha direita.
 
Até breve
 
 
 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pagar as dívidas e... SER POETA !...




No dia 25 de Abril de 2014, a Revolução dos Cravos faz 40 anos !...

E lá para 2015, era bonito que o Povo Português pagasse a dívida que tem para com os Capitães de Abril!...


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

(Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)

Até breve

Espalhando a consciência da realidade da economia global...




Tomar consciência da realidade global, talvez seja o primeiro passo. E quando o grito de alerta vem do país mais rico e poderoso do mundo, nós por cá, deveremos reflectir seriamente se não estaremos a ser demasiado brandos e se não viremos a pagar demasiado cara essa brandura, quase indiferença...

Até breve