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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Passos e a seriedade...
O homem tem de ser sério nisto!... Vamos todos acreditar, sim ?!...
Até breve
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Um terço é para morrer !!!...
O sonho de Pedro Passos Coelho
José Vítor Malheiros (no Público de hoje)
«"Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa. Se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo. E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis. Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre. Há gente muito piegas, que não percebe que as decisões duras são para tomar, custe o que custar e que, se nos livrarmos de um terço, os outros vão ficar melhor. É por isso que nós não os vamos matar. Eles é que vão morrendo. Basta que a mortalidade aumente um bocadinho mais que nos outros grupos. E as estatísticas já mostram isso. O Mota Soares está a fazer bem o seu trabalho. Sempre com aquela cara de anjo, sem nunca se desmanchar. Não são os tipos da saúde pública que costumam dizer que a pobreza é a coisa que mais mal faz à saúde? Eles lá sabem. Por isso, joga tudo a nosso favor. A tendência já mostra isso e o que é importante é a tendência. Como eles adoecem mais, é só ir dificultando cada vez mais o acesso aos tratamentos. A natureza faz o resto. O Paulo Macedo também faz o que pode. Não é genocídio, é estatística. Um dia lá chegaremos, o que é importante é que estamos no caminho certo. Não há dinheiro para tratar toda a gente e é preciso fazer escolhas. E as escolhas implicam sempre sacrifícios. Só podemos salvar alguns e devemos salvar aqueles que são mais úteis à sociedade, os que geram riqueza. Não pode haver uns tipos que só têm direitos e não contribuem com nada, que não têm deveres.
Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres para espalhar estrume e coisas assim. Agora já não precisamos e há cretinos que ainda não perceberam que, para nós vivermos bem, é preciso podar estes sub-humanos.
Que há um terço que tem de ir à vida não tem dúvida nenhuma. Tem é de ser o terço certo, os que gastam os nossos recursos todos e que não contribuem. Tem de haver equidade. Se gastam e não contribuem, tenho muita pena... os recursos são escassos. Ainda no outro dia os jornais diziam que estamos com um milhão de analfabetos. O que é que os analfabetos podem contribuir para a sociedade do conhecimento? Só vão engrossar a massa dos parasitas, a viver à conta. Portanto, são: os analfabetos, os desempregados de longa duração, os doentes crónicos, os pensionistas pobres (não vamos meter os velhos todos porque nós não somos animais e temos os nossos pais e os nossos avós), os sem-abrigo, os pedintes e os ciganos, claro. E os deficientes. Não são todos. Mas se não tiverem uma família que possa suportar o custo da assistência não se pode atirar esse fardo para cima da sociedade. Não era justo. E temos de promover a justiça social.
O outro terço temos de os pôr com dono. É chato ainda precisarmos de alguns operários e assim, mas esta pouca-vergonha de pensarem que mandam no país só porque votam tem de acabar. Para começar, o país não é competitivo com as pessoas a viverem todas decentemente. Não digo voltar à escravatura - é outro papão de que não se pode falar -, mas a verdade é que as sociedades evoluíram muito graças à escravatura. Libertam-se recursos para fazer investimentos e inovação para garantir o progresso e permite-se o ócio das classes abastadas, que também precisam. A chatice de não podermos eliminar os operários como aos sub-humanos é que precisamos destes gajos para fazerem algumas coisas chatas e, para mais (por enquanto), votam - ainda que a maioria deles ou não vote ou vote em nós. O que é preciso é acabar com esses direitos garantidos que fazem com que eles trabalhem o mínimo e vivam à sombra da bananeira. Eles têm de ser aquilo que os comunistas dizem que eles são: proletários. Acabar com os direitos laborais, a estabilidade do emprego, reduzir-lhes o nível de vida de maneira que percebam quem manda. Estes têm de andar sempre borrados de medo: medo de ficar sem trabalho e passar a ser sub-humanos, de morrer de fome no meio da rua. E enchê-los de futebol e telenovelas e reality shows para os anestesiar e para pensarem que os filhos deles vão ser estrelas de hip-hop e assim.
O outro terço são profissionais e técnicos, que produzem serviços essenciais, médicos e engenheiros, mas estes estão no papo. Já os convencemos de que combater a desigualdade não é sustentável (tenho de mandar uma caixa de charutos ao Lobo Xavier), que para eles poderem viver com conforto não há outra alternativa que não seja liquidar os ciganos e os desempregados e acabar com o RSI e que para pagar a saúde deles não podemos pagar a saúde dos pobres.
Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. A verdade é que a pegada ecológica da sociedade actual não é sustentável. E se não fosse assim não poderíamos garantir o nível de luxo crescente da classe dirigente, onde eu espero estar um dia. Não vou ficar em Massamá a vida toda. O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite."»
Não sei quem contou a José Vítor Malheiros o sonho de Passos Coelho. Talvez o homem sonhe alto e a empregada tenha ouvido e bateu depois com a língua nos dentes, que também ela coitada, anda farta de fazer contas à vida e cada vez fica mais "encalacrada" no fim do mês e está a ver que mais de metade da família está naquele terço que ela bem ouviu.
O que sei é que encontrei este "lindo texto" na minha caixa de correio electrónico, enviada por mão amiga e insuspeita, que desde miúdo foi ouvindo lá por casa que "eles estão aí, os lobos"!... Pudera, esse meu amigo, também está com medo de ser incluído no tal terço e andará, como eu e milhões de outros, a fazer contas à sua vida e com as perninhas a tremer. Nós apenas cometemos o crime de trabalhar uma vida inteira e agora querem-nos despachar como se fossemos os velhos da antiga URSS ?!...
É urgente que combinemos entre todos, uma batida aos lobos. Eu sei que a venda e posse de armas em Portugal, será um pouco diferente daquela que vigora nos Estados Unidos. Mas seja com caçadeiras, gadanhas, fueiros, paus de marmeleiro, foices roçadouras, forquilhas ou até com as pás do forno, teremos que nos atirar a eles. E depressa !!!...
Até breve
sábado, 1 de dezembro de 2012
Ai se o Povo não abre a pestana !...
... Se quem vota, votasse em pessoas que representassem os seus interesses, aconteceria uma verdadeira revolução democrática...
... e o poder não quer que isso aconteça, por isso mantém as pessoas oprimidas e pessimistas...
... pessoas endividadas, perdem a esperança e pessoas sem esperança, não votam...
... uma nação educada, saudável e confiante é mais difícil de governar...
Uma entrevista fabulosa, que nos faz pensar nas razões que estarão por detrás de toda a estratégia de Pedro Passos Coelho, para se perpetuar no poder. Terá lido, além dos manuais de The Goldman Sachs Group, Inc., os manuais de Salazar e Cerejeira.
Ai se o Povo não abre a pestana !!!...
Até breve
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Texto sem contexto é pretexto!...

O desemprego é uma oportunidade para mudar de vida, poderá parecer o texto. Mas não é. Nem sequer o contexto. O que poderá ser é um bom pretexto. Porque o homem não conhece o contexto. E por isso se equivoca no texto e acaba, sem querer, por descobrir o pretexto que nunca nenhum contexto lhe permitiria pensar sequer em tal texto.
Mas mais engraçado ainda é o pretexto dos passos que alguns cristãos novos - e outros velhos - deram em semelhante contexto para nos mostrarem a beleza do texto. E no meio do texto, do contexto e do pretexto, quem acaba por pagar as favas, a propósito do texto e em semelhante contexto é pobre do desempregado a quem retiram o pretexto.
Porque estar desempregado é um pretexto. Disse o autor do texto, que se "marimbou" para o contexto. E a pretexto do contexto, não há-de demorar muito tempo que não tenhamos por aí um novo texto, ainda mais fora do contexto, que a todos há-de ensinar a não viverem do pretexto.
Depois, não me venham com o pretexto, de que estou fora do contexto ao vomitar este texto. Sei muito bem do pretexto que sempre usam no contexto para nos imporem tal texto. E a desculpa ou o pretexto de que o amanhã trará, noutro inevitável contexto, um outro autor com o mesmo texto, é uma falácia de texto, para encontrar um pretexto que justifique pior contexto.
Já nem sei bem se cheguei ao fim do texto, mas em semelhante contexto, acabar é um pretexto!... Sem contexto, por pretexto, sobra o texto...
Até breve
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