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quarta-feira, 28 de março de 2018

"Et cum spiritu tuo"!...


A serpente que estrebucha

27/03/2018 by j. manuel cordeiro


«Nunca gostei de Rui Rio e daquele arzinho bafiento que dele emana, pelo que estou à vontade para, aparentemente, o defender neste momento que o PSD está a viver.

Afastado há algum tempo da politiquice que habitualmente marca o dia-a-dia político-nacional, chegam-me ecos da lama onde se movem os laranjinhas. Por exemplo, ao ouvir na Antena 1 o programa Antena Aberta do passado dia 14, a certa altura pensei estar a escutar algum quadro do PSD, tal era o discurso praticado, populista e claramente tendencial a desfavor de Rio. Afinal, era Miguel Pinheiro, director do Observador, quem estava a falar. Acabou por me fazer sentido. Sempre soube que o Observador é um órgão de propaganda do PSD, mas agora percebo que não o é para todo o partido, mas sim para uma facção deste, aquela que chegou ao poder graças a Passos Coelho, a qual não tem relevância política para além da resultante dessas nomeações e que, com Rio, se arrisca, com elevada probabilidade, a ficar fora das próximas listas de deputados. É da vidinha, aquela coisa que paga as contas no fim do mês, que uma trupe anda a tratar. Rio meteu-se a jeito ao proclamar altos valores, mas depois juntando uma equipa cheia de telhados de vidro. No entanto, basta seguir o que escrevem três jornais, Observador, i e Sol, bem como o que dizem certos profissionais do comentarismo sem contraditório nas televisões para se perceber que há, de facto, uma campanha para derrubar Rui Rio antes das próximas legislativas, esse momento fulcral onde o pilim pode deixar de cair na conta bancária.

Este grupo, estava o país à beira da bancarrota, estabeleceu um objectivo claro: ou havia eleições no país ou no partido. O resultado é conhecido. Na altura tratou de chegar ao poder e é isso mesmo que agora o move. Mesmo que este rumo os afaste ainda mais do poder, se bem  que a cadeirinha no Parlamento fica mais assegurada para alguns.

Alguns partidos, se não todos, são meras máquinas de distribuição das benesses que o poder traz. Pelo caminho, há um país que não passa de um pretexto.»

"Et cum spiritu tuo"!...

Até breve

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Texto sem contexto é pretexto!...


O desemprego é uma oportunidade para mudar de vida, poderá parecer o texto. Mas não é. Nem sequer o contexto. O que poderá ser é um bom pretexto. Porque o homem não conhece o contexto. E por isso se equivoca no texto e acaba, sem querer, por descobrir o pretexto que nunca nenhum contexto lhe permitiria pensar sequer em tal texto.
Mas mais engraçado ainda é o pretexto dos passos que alguns cristãos novos - e outros velhos - deram em semelhante contexto para nos mostrarem a beleza do texto. E no meio do texto, do contexto e do pretexto, quem acaba por pagar as favas, a propósito do texto e em semelhante contexto é pobre do desempregado a quem retiram o pretexto.
Porque estar desempregado é um pretexto. Disse o autor do texto, que se "marimbou" para o contexto. E a pretexto do contexto, não há-de demorar muito tempo que não tenhamos por aí um novo texto, ainda mais fora do contexto, que a todos há-de ensinar a não viverem do pretexto.
Depois, não me venham com o pretexto, de que estou fora do contexto ao vomitar este texto. Sei muito bem do pretexto que sempre usam no contexto para nos imporem tal texto. E a desculpa ou o pretexto de que o amanhã trará, noutro inevitável contexto, um outro autor com o mesmo texto, é uma falácia de texto, para encontrar um pretexto que justifique pior contexto.
Já nem sei bem se cheguei ao fim do texto, mas em semelhante contexto, acabar é um pretexto!... Sem contexto, por pretexto, sobra o texto...

Até breve