segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Olhar com coragem e firmeza para o HORIZONTE!...


"Venho aqui partilhar um momento histórico. Ouvi com emoção as palavras do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e a posição do PCP. [...]

Aproveito para enviar um abraço a Jerónimo de Sousa na sequência da decisão tomada pelo Comité Central do PCP. Eles [PCP] contribuíram para um alargamento da nossa democracia e para a construção de uma solução que o povo português precisa." 

Já lá vão poucos dias mais que um mês, que por aqui desabafei a minha angústia, confessando-vos, destroçado e quase conformado com nova partida do "horizonte" que toda a vida persegui:

Já não aguento mais sobre os meus ombros, este insustentável peso da utopia!...

Lamentavelmente, nessa hora parece que terei esquecido a minha bússula de sempre...





E hoje, creio que apenas me poderei redimir perante a minha própria consciência se imitar Manuel Alegre e enviar um abraço não apenas a Jerónimo de Sousa, mas também a Catarina Martins e, principalmente, a António Costa.

Que todos eles tenham a força que a mim me chegou a faltar, para olhar com coragem e firmeza para o HORIZONTE!...

Até breve

sábado, 7 de novembro de 2015

Mesmo que gritando em altos berros nas televisões e jornais!...


"Nunca vi ninguém passar cheques em branco para quatro anos. A negociação vai sendo feita ao longo do tempo. O que creio que existe é um compromisso claro no sentido de sustentarem uma solução de governação estável e duradoura. Mas será necessário que seja feito ao longo dos quatro anos. [...]

Existem perspectivas suficientemente sólidas de um compromisso politico entre as forças politicas. [...]

Aquilo que está em cima da mesa é um governo do PS, com uma sustentação maioritária que mais nenhum partido foi capaz de encontrar."
(Marcos Perestrelo, no Hotel Altis, hoje)

Pese embora a "pedantice" de permitir ou estimular que uma grafia estúpida e anacrónica lhe ensombre o nome, quiçá a carreira política, o senhor deputado do Partido Socialista, Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos, parece ter as ideias perfeitamente arrumadas na sua cabeça.

De facto, a "sustentação maioritária que mais nenhum partido foi capaz de encontrar", é a melhor e única resposta capaz de desarmar os argumentos de uma Direita na qual a grande maioria dos portugueses não se revê...

Mesmo que gritando em altos berros nas televisões e jornais!...

Até breve

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

É agora ou nunca mais!...



O mais difícil é descobrir os passos certos que conduzam à solução! Haverá mil e um caminhos para colocar todas as peças no lugar. Provavelmente será necessário algumas vezes voltar atrás e encontrar novos atalhos, novas soluções, novas fórmulas...

Mas o cubo mágico da Esquerda tem solução! E uma grande maioria dos portugueses acredita e exige que tudo seja feito nesse sentido...

É agora ou nunca mais!...

Até breve

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

As pobres das mães deles não terão culpa absolutamente nenhuma!...



PSD e CDS propõem evocação do 25 de Novembro no parlamento


Só os mentecaptos serão incapazes de compreender os objectivos desta Direita, retrógrada, incompetente e reaccionária.

Apetecia-me chamar-lhes um nome muito feio! Mas, porém, todavia, contudo...

As pobres das mães deles não terão culpa absolutamente nenhuma!...

Até breve

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Olhar o mundo de uma forma aberta, realista e honesta!...



"Havendo estabilidade política a prazo, havendo um compromisso importante com as entidades que nos acompanham e havendo uma situação de confiança em que os investidores possam continuar as suas perspectivas de investimento, a política pode ser mais acima ou mais abaixo, mais à Direita ou mais à Esquerda, penso que virá alguma bonança."
(Nuno Amado, in Notícias ao Minuto)

Quando se usam todos os neurónios com que a Natureza nos privilegiou, quando não se comem criancinhas ao pequeno almoço, nem se teme a "vacina" atrás da orelha, olha-se para o mundo de uma forma aberta, realista e honesta!...

Até breve

Marcelo: uma raposa no galinheiro!...


Depois é que vão ser elas!...

Saímos de um “professor” na Presidência da República para deixar lá entrar a representá-la outro “professor”? São imensos os que pensam que é isso mesmo que vai acontecer por resultado das próximas eleições para a Presidência da República. Sai um homem da direita ressabiada e absoluta, Cavaco, por troca com um homem da direita igualmente absoluta mas em pantufas - enquanto não calçar as botas cardadas. Sai Cavaco, entra Marcelo, os “professores”. A diferença é que Cavaco é radical e estúpido e Marcelo é inteligente. Sendo preciso cuidado com a sua arte de cativar e conduzir-nos ao engano.

Dizem-nos as lições de Cavaco que “não devemos repetir os mesmos erros”. Dar guarida na Presidência da República a Marcelo será fazer isso mesmo: repetir o mesmo erro. Marcelo, agora, na TV, pode parecer algo diferente de Cavaco mas só é na arte de saber bonacheirar, ser solto, parecer olhar os problemas sociais com maior justiça e preocupação, depois, se eleito, as suas entranhas de direita irão levá-lo a fazer o mesmo que Cavaco: beneficiar a seita a que pertence, juntamente com Cavaco e os que agora ainda são governo.

Marcelo, agora, em pré-campanha, está a querer mostrar demarcação da direita, deixando percepção enganosa de que é do centro. Isso é puro “teatro” e a direita sabe-o. Sabe que pode contar com ele. Que tem ali outro Cavaco. Mais perigoso por ter o dom da palavra e da ilusão, da mentira e das “papas e bolos com que se enganam os tolos”.

No Notícias ao Minuto podemos perceber pelo título e texto (LINK) que até parece que a direita está “revoltada” com Marcelo por se estar a desviar para o “centro”. É só teatralização. Na hora da verdade, se eleito, Marcelo será da direita, da mesma direita de Cavaco e do seu governo – os que até o pão e a água roubaram aos que foram assaltados pela pobreza em Portugal, quase três milhões.

Marcelo. Desde o berço da direita revelou-se um ratolas, um pantomineiro que tudo dirá e fará no reino ilusório para ser eleito para Belém. Depois é que vão ser elas…
(Mário Motta, Bocas do Inferno, in Página Global)


Seria o maior atestado de tacanhez e ignorante estupidez, assistirmos todos à "entronização" de Marcelo Rebelo de Sousa, com o nosso próprio voto!...

Um povo capaz de dar a "sapatada" que no dia 4 de Outubro aplicou à mais retrógrada, estúpida, desonesta e corrupta Direita da Europa, entregar-lhe pouco depois o poder de forma asininamente indirecta, seria a mesma coisa que colocar uma raposa no galinheiro!...

Até breve

domingo, 1 de novembro de 2015

O Povo punirá quem ousar destruir-lhe os sonhos!...


Compromisso socioeconómico


«... O país está carente de justiça social. A convergência de esforços das forças de Esquerda pode e deve responder positivamente a esse desafio. Os compromissos para o atingirem têm de ter um grande equilíbrio entre o social e o económico, o que implica a necessidade de serem desenhadas e implementadas em simultâneo, as políticas nestes dois campos.

Sem dúvida, é preciso atenção ao equilíbrio orçamental, mas grande parte das medidas mais prementes, por exemplo na área do trabalho - garantia de salários dignos, actualização do SMN, reposição de direitos fundamentais e combate à precariedade -, podem ser adoptadas sem provocar desequilíbrios orçamentais e até podem ter efeitos muito positivos na economia e logo, por consequência, nas receitas do Estado.

A reposição dos cortes em pensões de reforma, nos salários e em direitos dos trabalhadores da Administração Pública, bem como em algumas condições de acesso à Saúde ou à Justiça, têm, com certeza, impacto no Orçamento. Isso obriga a trabalhar equilíbrios entre a viabilidade orçamental, a justiça social e a dinamização da economia. É isto que as forças de Esquerda serão capazes de fazer e a Direita jamais faria, porque a centralidade das suas preocupações é o lucro em benefício de quem já detém a riqueza, transformando todos os direitos sociais fundamentais e até a pobreza, em áreas de negócios.

O país precisa de crescimento económico, mas também de desenvolvimento humano. Exige-se rigor na obtenção das receitas e na gestão das despesas, mas é indispensável uma acção política de exigência social, moral e ética quanto à distribuição da riqueza.

No actual contexto ser revolucionário exige muita moderação, mas é preciso ser ofensivo, sem tréguas.»
(Carvalho da Silva, Opinião, in Jornal de Notícias, hoje)

Quarenta anos de Democracia, trouxeram-nos até aqui! Foi uma caminhada épica, nem sempre prosseguida pelos caminhos mais correctos, com tropeções traumáticos e dolorosos que nos obrigaram em cada reerguer, aos consequentes sofrimentos, quiçá desnecessários, mas  que permitiu ao povo português virar as costas a um passado do ignomínia, atraso, pobreza e profunda  e melancólica tristeza.

Outrora foi possível a este povo aprender a viver conformado, enredado num círculo de giz que poucos puderam ou tiveram a ventura de ultrapassar, mas cuja posterior influência, por factores intrínsecos de um modo muito peculiar de estar no mundo, nunca se revelou capaz de fomentar a alteração ou mesmo a destruição desse apertado círculo de negação do nosso viver colectivo.

A "caixa mágica" e a revolução tecnológica, caídas por desígnio exterior sobre nós, permitiram que o círculo branco que durante demasiado tempo nos castrou sonhos e justos propósitos de alcançar a dignidade, fosse erradicado das nossas vidas e caminhámos, surpreendidos, ao encontro de novas descobertas por mares que nunca sonháramos navegar.

Hoje, depois de longa e custosa aprendizagem, começa a ser muito difícil que alguém nos possa convencer a prosseguir o nosso caminho... conformados! E o melhor indicador parecem ter sido os resultados do último acto eleitoral.

A voz de um povo habituado a silenciar os seus mais legítimos anseios, parece ter sido finalmente ouvida por aqueles em quem depositou as suas legítimas esperanças. Mais de 62% dos portugueses clamaram por justiça social e, pela primeira vez, assiste-se a uma "convergência de esforços das forças de Esquerda no sentido de responderem positivamente a esse desafio".

Um desafio que implicará um histórico "compromisso socioeconómico" entre todas essas forças. E que nenhum dos portugueses que lhe serviram de cimento, compreenderá que  alguma vez possa falhar! O tempo da conformação está definitivamente ultrapassado! Que ninguém tenha dúvidas...

O Povo punirá quem ousar destruir-lhe os sonhos!...

Até breve