segunda-feira, 14 de março de 2022

O pior seria o resto!!!...


Guardiola fala bem mas o pior é o resto

«O boicote generalizado às equipas e atletas russos nas diversas modalidades encontra a sua maior excepção no ténis, logo uma das actividades desportivas mais mediáticas. Com Daniil Medvedev acabado de chegar a número 1 do ‘ranking’ ATP, a sua eventual ausência de Roland Garros e de Wimbledon constituiria um golpe tão rude no negócio, que aos responsáveis da Federação Internacional de Ténis (ITF) falta a coragem para tomar a decisão de o afastar.

Medvedev, aliás, não só nunca condenou a invasão da Ucrânia, o que prejudicaria os seus interesses na Rússia, como nem sequer esboçou um discreto ‘stop the war’, essa expressão conveniente e ambígua, que tanto significa que se deseja que o invasor pare com a agressão como que o invadido se renda. Para a ITF, basta que o tenista aceite a ‘censura’ à bandeira natal e fica tudo em harmonia.

Mas vou mais longe do que o politicamente correcto e manifesto a minha reserva quanto à aplicação cega das medidas de isolamento, em especial no que respeita à presença de protagonistas russos que, em boa verdade, se representam a si próprios, seja no campo desportivo, cultural ou outro. Parece-me absurdo que um profissional qualificado perca o seu trabalho só pelo facto de ter nascido russo. E à luz dessa lógica não se deveria aceitar como natural a participação de Medvedev nas competições? Apetece-me dizer que sim, apesar de saber que o seu afastamento dos torneios de Paris e de Londres teria um impacto tão forte que Putin merecia senti-lo.

Sim, Putin é o problema. E não vou entrar na retórica que o levou a optar pela guerra porque, resumindo a questão, o que se passa agora é isto: se ele resolver, imagine-se, bombardear a Polónia – alegando, por exemplo, que lá se acoitam paramilitares neonazis, como os do Batalhão de Azov – o resultado será a Terceira Guerra Mundial, que fará do conflito da Ucrânia uma sessão de treino.

Sim, eu sei que se pode concluir, pelo desastroso desempenho russo destes 18 dias, que o confronto com as forças da NATO acabaria com o regime de Moscovo. O que não terminaria tão cedo seriam os efeitos devastadores, económicos e sociais, de uma tragédia que aumentaria ainda se houvesse – e dificilmente não haveria – recurso a armas nucleares. E é isso que queremos? Que a loucura dos ‘corajosos’ destrua o Planeta?

E quando me refiro a ‘corajosos’ não estou apenas a pensar nos ‘senhores da guerra’. Conto também com a ‘coragem’ dos bem-postos na vida, que defendem princípios muito bonitos e que todos podemos partilhar. O pior é o resto. Perguntava Pep Guardiola: "Onde está a NATO? Onde estão os Estados Unidos? Onde está a União Europeia?" Ou dizia Jürgen Klopp: "Está na hora de demonstrar solidariedade, verdadeira solidariedade [com o povo ucraniano]". Ora, ter mais solidariedade do que tem havido é meter a NATO ao barulho e arrastar a Humanidade para o apocalipse. Estamos indefesos e nas mãos de um psicopata, à deriva num mundo de bem-falantes e doidos varridos...»

O meu reconhecido aplauso para Alexandre Pais. Valha-nos a sapiência dos mais velhos e a inteligência dos grandes líderes neste "mundo de bem-falantes e doidos varridos"...

Também não tenho dúvidas, sublinhando a traço bem carregado, o que nos diz Alexandre Pais, que face "ao desastroso desempenho russo destes 18 dias, o confronto com as forças da NATO acabaria com o regime de Moscovo", mas...

O pior seria o resto!!!...

Até breve

segunda-feira, 7 de março de 2022

Quanto valerá um putin?!...



Rublo desvaloriza 86% desde o início da invasão da Ucrânia
No passado dia 23 de Fevereiro, na véspera da invasão, um euro valia  quase 90 rublos. Ao final do dia de hoje eram precisos 165 rublos para comprar um euro.

Quanto valerá um putin?!...

Até breve

quarta-feira, 2 de março de 2022

Em todo o tempo é tempo!...



Porque é que Vladimir Putin já perdeu esta guerra
Os russos podem ainda conquistar a Ucrânia. Mas os ucranianos têm mostrado nos últimos dias que não os deixarão ficar com ela.

«Com menos de uma semana de guerra, parece cada vez mais provável que Vladimir Putin caminhe para uma derrota histórica. Pode ganhar todas as batalhas, mas mesmo assim perder a guerra. O sonho de Putin de reconstruir o império russo sempre se baseou na mentira de que a Ucrânia não é uma nação real, que os ucranianos não são um povo real e que os habitantes de Kiev, Kharkiv e Lviv anseiam pelo domínio de Moscovo. Isso é uma mentira completa — a Ucrânia é uma nação com mais de mil anos de história e Kiev já era uma grande metrópole quando Moscovo não era sequer uma aldeia. Mas o déspota russo já contou a sua mentira tantas vezes que aparentemente ele próprio acredita nisso.

Ao planear a sua invasão da Ucrânia, Putin pôde contar com muitos factos conhecidos. Ele sabia que militarmente a Rússia faz da Ucrânia uma anã. Ele sabia que a NATO não enviaria tropas para ajudar a Ucrânia. Ele sabia que a dependência europeia do petróleo e gás russos levaria a que países como a Alemanha hesitassem em impor sanções duras. Com base nestes factos conhecidos, o seu plano era atingir a Ucrânia com força e rapidez, decapitar o seu Governo, estabelecer um regime fantoche em Kiev e enfrentar as sanções ocidentais.

Mas havia um grande facto desconhecido sobre este plano. Como os americanos aprenderam no Iraque e os soviéticos aprenderam no Afeganistão, é muito mais fácil conquistar um país do que mantê-lo. Putin sabia que tinha o poder de conquistar a Ucrânia. Mas será que o povo ucraniano aceitaria simplesmente o regime fantoche de Moscovo? Putin apostou que sim. Afinal, como ele explicou repetidamente a qualquer pessoa disposta a ouvir, a Ucrânia não é uma nação real, e os ucranianos não são um povo real. Em 2014, o povo da Crimeia dificilmente resistiu aos invasores russos. Por que razão deveria 2022 ser diferente?

A cada dia que passa, torna-se mais claro que o jogo de Putin está a falhar. O povo ucraniano está a resisitir com toda a força, ganhando a admiração de todo o mundo — e ganhando a guerra. Muitos dias sombrios estão pela frente. Os russos ainda podem conquistar toda a Ucrânia. Mas, para vencer a guerra, os russos teriam de segurar a Ucrânia e só o podem fazer se o povo ucraniano o permitir. Parece cada vez mais improvável que isso aconteça.

Cada tanque russo destruído e cada soldado russo morto aumentam a coragem dos ucranianos para resistir. E cada ucraniano morto aprofunda o ódio dos ucranianos contra os invasores. O ódio é a mais feia das emoções. Mas, para as nações oprimidas, o ódio é um tesouro escondido. Enterrado no fundo do coração, pode alimentar a resistência durante gerações. Para restabelecer o império russo, Putin precisa de uma vitória relativamente sem derramamento de sangue que conduza a uma ocupação relativamente sem ódio. Ao derramar cada vez mais sangue ucraniano, Putin está a garantir que o seu sonho nunca será realizado. Não será o nome de Mikhail Gorbatchov que ficará escrito na certidão de óbito do império russo: será o de Putin. Gorbatchov deixou russos e ucranianos a sentirem-se como irmãos; Putin transformou-os em inimigos e assegurou que a nação ucraniana se definirá doravante em oposição à Rússia.

As nações são, em última análise, construídas sobre histórias. Cada dia que passa acrescenta mais histórias às que os ucranianos irão contar não só nos dias sombrios que se avizinham, mas também nas décadas e gerações vindouras. O Presidente que se recusou a fugir da capital, dizendo aos EUA que precisa de munições, não de boleia; os soldados da ilha de Zmiinii que disseram a um navio de guerra russo para "se ir foder"; os civis que tentaram parar os tanques russos, sentando-se no seu caminho. É deste material que as nações são construídas. A longo prazo, estas histórias contam mais do que tanques.

O déspota russo deveria saber isto tão bem como qualquer pessoa. Nos tempos de criança, cresceu com uma dieta de histórias sobre atrocidades alemãs e a coragem russa no cerco de Leninegrado. Está agora a produzir histórias semelhantes, mas escolhendo fazer o papel de Hitler.

As histórias da bravura ucraniana dão determinação não só aos ucranianos, mas a todo o mundo. Elas dão coragem aos governos das nações europeias, à Administração dos EUA e mesmo aos cidadãos oprimidos da Rússia. Se os ucranianos ousam parar um tanque com as suas próprias mãos, o Governo alemão pode ousar fornecer-lhes alguns mísseis antitanque, o Governo americano pode ousar banir a Rússia do SWIFT e os cidadãos russos podem ousar manifestar a sua rejeição a esta guerra sem sentido.

Todos podemos ser inspirados a ousar fazer algo, seja fazer uma doação, acolher refugiados ou ajudar com a luta online. A guerra na Ucrânia vai moldar o futuro do mundo inteiro. Se a tirania e a agressão forem autorizadas a vencer, todos sofreremos as consequências. Não há razão para continuarmos a ser apenas observadores. É tempo de nos erguermos e sermos tidos em conta.

Infelizmente, é provável que esta guerra seja duradoura. Assumindo formas diferentes, pode muito bem durar anos. Mas a questão mais importante já foi decidida. Os últimos dias provaram ao mundo inteiro que a Ucrânia é uma nação muito real, que os ucranianos são um povo muito real e que definitivamente não querem viver sob um novo império russo. A questão principal deixada em aberto é quanto tempo levará para que esta mensagem penetre nas paredes espessas do Kremlin.»

(Yuval Noah Harari, in Público em 2 de Março de 2022 às 13:07)

E a nossa aprendizagem continua...

Em todo o tempo é tempo!...

Até breve

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Aprender até morrer!!!...


Como chegámos aqui?

«Apostados em não reconhecer o seu declínio, desde a saída caótica do Afeganistão ao medíocre desempenho na pandemia, os EUA insistem em fugas para a frente, e nessa estratégia pretendem arrastar a Europa.

A soberania da Ucrânia não pode ser posta em causa. A invasão da Ucrânia é ilegal e deve ser condenada. A mobilização de civis decretada pelo presidente da Ucrânia pode ser considerada um acto desesperado, mas faz prever uma futura guerra de guerrilha. Putin deveria ter presente a experiência dos EUA no Vietnam: o exército regular de um invasor, por mais poderoso que seja, acabará por ser derrotado, se o povo em armas se mobilizar contra ele. Tudo isto faz prever incalculáveis perdas de vida humana inocente. Ainda mal refeita da pandemia, a Europa prepara-se para um novo desafio de proporções desconhecidas. A perplexidade perante tudo isto não poderia ser maior.

A pergunta é esta: como e porquê chegámos aqui? Há trinta anos a Rússia (então União Soviética) saía derrotada da Guerra Fria, desmembrava-se, abria as suas portas ao investimento ocidental, desmantelava o Pacto de Varsóvia, o correspondente soviético da NATO, os países do Leste Europeu emergiam da subordinação soviética e prometiam democracias liberais numa vasta área da Europa. O que se passou desde então para que o Ocidente esteja hoje de novo a defrontar a Rússia? Dada a diferença de poder entre a Rússia e as potências ocidentais em 1990, a resposta mais imediata será que tal se deve à total inépcia dos líderes ocidentais para capitalizaram os dividendos do colapso da União Soviética.

Sem dúvida que a inépcia é patente e caracteriza bem o comportamento da União Europeia ao longo destes anos. Foi incapaz de construir uma base sólida para a segurança europeia que obviamente teria de ser construída com a Rússia, e não contra a Rússia, quanto mais não seja para honrar a memória de cerca de vinte e quatro milhões de mortes, o preço que a Rússia pagou para se libertar e liberar a Europa do jugo nazi.

Mas esta resposta é insuficiente se tivermos em mente a política externa dos EUA nos últimos trinta anos. Com o fim da Guerra Fria, os EUA sentiram-se donos do mundo, um mundo finalmente unipolar. As potências nucleares que os podiam ameaçar estavam neutralizadas ou eram amigas. As ideias de correlação de forças e de equilíbrio de poderes desapareceram do seu vocabulário. Esta acalmia fazia inclusivamente prever o fim da NATO por falta de objectivo. Mas havia a Jugoslávia, o país que, depois do fim da ocupação nazi em 1945, o general Tito tinha transformado numa federação de regiões (Croácia, Eslovénia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Sérvia Kosovo, Macedónia), um regime que se pretendia independente tanto da União Soviética como do Ocidente. Os EUA, com o entusiástico apoio da Alemanha, acharam que era tempo de a Jugoslávia colapsar. Os graves conflitos internos e as crises financeiras dos anos 1980 foram aproveitadas para fomentar a divisão e o ódio. Uma região, onde antes florescera o convívio interétnico e inter-religioso, transformou-se num campo de ódios. A nova guerra dos Balcãs, no início da década de 1990, transformava-se assim na primeira guerra em solo europeu depois de 1945. Violência inaudita foi cometida por todos os contendores, mas para o Ocidente, os vilões eram apenas os sérvios, todos os outros povos eram nacionalistas heróicos. Os países ocidentais (à cabeça, a Alemanha) apressaram-se a reconhecer a independência das novas repúblicas em nome dos direitos humanos e da protecção das minorias. Em 1991, o Kosovo exigia em referendo a sua independência da Sérvia e oito anos depois a NATO bombardeava Belgrado para fazer cumprir a vontade dos kosovares

Qual é a diferença entre o Kosovo e Donbass, onde as repúblicas etnicamente russas realizaram referendos em que manifestaram a favor da independência? Nenhuma, excepto que o Kosovo foi apoiado pela NATO e as repúblicas do Donbass são apoiadas pela Rússia. Os acordos de Minsk de 2014 e 2015 previam a grande autonomia destas regiões. A Ucrânia recusou-se a cumpri-los. Foram, pois, rasgados muito antes de Putin fazer o mesmo. Qual a diferença entre a ameaça à sua segurança sentida pela Rússia perante o avanço da NATO e a “crise dos mísseis” de 1962, quando os soviéticos tentaram instalar mísseis em Cuba e os EUA, ameaçados na sua segurança, prometeram defender-se com todos os meios, inclusivamente a guerra nuclear?

A resposta à pergunta sobre como e por que chegámos aqui reside fundamentalmente num erro estratégico dos EUA e da NATO, o de não terem visto que nunca estiveram num mundo unipolar por eles dominado. No momento em que terminava a primeira guerra fria, crescia a China, com o apoio entusiasta das empresas norte-americanas em busca de salários baixos. Assim germinava o novo rival dos EUA, e com isso a nova Guerra Fria em que estamos a entrar, aliás potencialmente mais séria que a anterior. Apostados em não reconhecer o seu declínio, desde a saída caótica do Afeganistão ao medíocre desempenho na pandemia, os EUA insistem em fugas para a frente, e nessa estratégia pretendem arrastar a Europa. Esta pagará uma alta factura pelo que se está a passar. A mais alta de todas recairá sobre a Alemanha, o motor da economia europeia e a única verdadeiramente concorrente dos EUA. É fácil concluir quem beneficiará da crise que aí vem, e não me refiro apenas a quem irá fornecer o petróleo e o gás. Por sua vez, a tentativa de isolar a Rússia, sobretudo depois de 2014, visa acima de tudo a China. Será outro erro estratégico pensar que assim se enfraquece a China. A China acaba de declarar que não há comparação possível entre a Ucrânia e Taiwan porque, para ela, Taiwan é território chinês. A implicação é clara: para a China, a Ucrânia não é território russo. Mas daí a pensar que se está a criar uma divisão entre a China e a Rússia será pura auto-ilusão.

Não tenho dúvida de que para a Europa é melhor um mundo multipolar governado por regras de coexistência pacífica entre as grandes potências do que um mundo exclusivamente dominado por um só país, porque, se isso alguma vez vier a suceder, será à custa de muito sofrimento humano. A invasão da Ucrânia é inaceitável. O que não se pode dizer é que não foi provocada. A Rússia, como grande potência que é, não se devia deixar provocar. Será que a invasão da Ucrânia é mais uma demonstração de fraqueza do que de força? Os próximos tempos o dirão.»

Lado Lunar
Canção de Rui Veloso

Não me mostres o teu lado feliz
A luz do teu rosto quando sorris
Faz-me crer que tudo em ti é risonho
Como se viesses do fundo de um sonho
Não me abras assim o teu mundo
O teu lado solar só dura um segundo
Não é por ele que te quero amar
Embora seja ele que me esteja a enganar
Toda a alma tem uma face negra
Nem eu nem tu fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser pra ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar
Desvenda-me o teu lado mal-são
O túnel secreto a loja de horrores
A arca escondida debaixo do chão
Com poeira de sonhos e ruínas de amor
Eu hei-de te amar por esse lado escuro
Com lados felizes eu já não me iludo
Se resistir à treva é um amor seguro
À prova de bala à prova de tudo
Toda a alma tem uma face negra
Nem eu nem tu fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser pra ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar
Mostra-me o avesso da tua alma
Conhecê-lo e tudo o que eu preciso
Pra poder gostar mais dessa luz falsa
Que ilumina as arcadas do teu sorriso
Não é por ela que te quero amar
Embora seja ela que me vai enganar
Se mostrares agora o teu lado lunar
Mesmo às escuras eu não vou reclamar
Toda a alma tem uma face negra
Nem eu nem tu fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser pra ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar
Mostra-me, mostra-me o teu lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar
Mostra-me, mostra-me o teu lado lunar
Mostra-me, mostra-me, mostra-me o teu lado lunar.

A leitura do "soberano" texto de Boaventura de Sousa Santos colou-me na memória uma das canções escritas por Carlos Tê, que Rui Veloso musicou, cantou e ofereceu à música portuguesa e que por certo ocupará um dos lugares do pódio no meu modesto catálogo de música portuguesa...

Creio bem que o Director Emérito do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e também Coordenador do Observatório Permanente da Justiça, não se ficará apenas pela surpresa que me trouxe ao mostrar "o lado lunar da Europa e, quem sabe(?), se do Mundo"! Decerto que não serão poucos os que, concluída a leitura, passarão a conviver com surpresa igual à minha, quiçá até perigosamente próxima à que Putin acaba de provocar ao mundo.

Por esta eu não esperava, não!...

Aprender até morrer!!!...

Até breve

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Valha-nos D. Afonso!!!...


E parece ainda haver em Portugal quem se dê ao desplante de estar de acordo com as ideias políticas deste monstro!... 

Valha-nos D. Afonso!!!...

Até breve

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Acidental ou imperiosa renovação?!...


Deputada Paula Santos será a nova líder parlamentar do PCP – e a primeira mulher comunista na função

Química de profissão, Paula Santos tem sido eleita deputada por Setúbal desde 2011. Pertence ao comité central do PCP e foi vereadora da Câmara do Seixal entre 2005 e 2009, município onde já integrou também a Assembleia Municipal.

Na legislatura que agora termina assumiu a vice-presidência da Comissão de Saúde e foi coordenadora da bancada do PCP na mesma comissão e na de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local. Estas são as áreas, a par da do Ambiente, a que também esteve ligada nas anteriores legislaturas.

Acidental ou imperiosa renovação?!...

Até breve

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Um grande desafio para Costa e Marcelo!...


Há agora um novo e surpreendente mapa cor-de-rosa em Portugal que, resultando desta maioria absoluta, traduz a vontade do povo português, mas uma vontade que mostra que o povo, não desejando mudar de governo, terá pretendido claramente mudar de parlamento, o que  também poderá vir determinar uma certa mudança em Belém, uma vez que o exercício da magistratura de influência pelo Presidente da República poderá obrigar a um exercício mais difícil e requerer um esforço ainda maior de inteligência e resiliência...

Um grande desafio para Costa e Marcelo!...

Até breve