domingo, 18 de outubro de 2015

Neste momento histórico de viragem, BE e PCP estão proibidos de olhar apenas para o seu próprio umbigo!...


Isto ou o pântano

«A escolha que o PS tinha de fazer era sempre difícil. Seguir a estratégia proposta por Francisco Assis, passando os próximos anos a deixar passar os orçamentos do PSD e do CDS, chocava com o compromisso eleitoral de Costa que foi mais sublinhado, comentado e debatido durante a campanha: não viabilizar um governo de Passos. Claro que Costa podia demitir-se, dar o lugar a um qualquer Assis, que, para garantir a sobrevivência de Passos no governo, neutralizaria por quatro anos os deputados do PS. De abstenção violenta em abstenção violenta, lá veríamos o Bloco de Esquerda a receber os despojos eleitorais de um PASOK português. Muitos dos que falam dos riscos de entendimentos à esquerda – banais na generalidade dos países europeus – raramente se dão ao trabalho de pensar nos efeitos da estratégia inversa. O próprio Assis, sabendo que não é fácil descalçar esta bota, propõe que o PS não faça acordos com ninguém. Que deixe o país ingovernável.»
(Daniel Oliveira, na sua página do FB)

Sem o afirmar explicitamente, Daniel Oliveira explica para quem se revelar capaz de o entender, o que pensa da estratégia que alimenta o espírito de uma grande parte da nova geração de dirigentes socialistas portugueses, simbolizada por Francisco Assis: vale zero e se triunfarem na sua mesquinha e asinina táctica de alcançar o poder a qualquer preço, cavarão a sepultura do PS e transformá-lo-ão num novo PASOK.

Cega e surda aos ventos que sopram de toda a Europa e à grande lição que nos chegou do Reino Unido, à geração de Assis e seus apóstolos, pouco se lhes dá que o país seja ingovernável, desde que granjeiem a quantidade necessária e suficiente dos "santos e benditos óleos", para poderem massajar os seus umbigos.

É por isso que a responsabilidade política que actualmente se coloca aos dirigentes do PCP e do Bloco de Esquerda, não deve nem pode esgotar-se na procura de uma plataforma circunstancial de um governo de esquerda. Tratar-se-á, também, de libertar o PS das garras da mais retrógrada Direira da Europa, completamente subjugada aos ditames da "nova ordem mundial", prevenindo e defendendo estrategicamente o seu próprio futuro e os interesses do povo que dizem defender.

Neste momento histórico de viragem, BE e PCP estão proibidos de olhar apenas para o seu próprio umbigo!...

Até breve

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