sábado, 14 de setembro de 2019

Bem me parecia há precisamente um mês!...


Sondagem Expresso/SIC dá vitória do PS com maioria absoluta nas legislativas

Uma sondagem  para o Expresso e SIC divulgada esta sexta-feira, aponta para que o PS alcance a maioria absoluta com 42% dos votos e uma vantagem de 19 pontos percentuais sobre o PSD. A menos de um mês das eleições legislativas, 42% dos portugueses afirmaram votar no PS, aumentando assim a distância do PSD, que estabilizou nos 23%.

Bloco de Esquerda e CDU caem, para os 9% e 6%, respectivamente, enquanto CDS e PAN, mantêm a mesma intenção de voto: 5% disseram que votariam nos centristas, enquanto que 4% no PAN.

Os restantes partidos somam, em conjunto, 5% dos votos, enquanto os brancos e nulos atingem 6%.

A sondagem do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) foi feita entre 24 de Agosto e 5 de etembro através da realização de 801 entrevistas válidas, na residência dos inquiridos, e tem uma margem de erro de 3,5%.

Bem me parecia há precisamente um mês!...

Até breve

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Aguardemos os resultados das próximas sondagens!...


Um país inteiro contra os motoristas


Nunca como hoje o Governo, os partidos da esquerda, os partidos da direita, a imprensa e até o Presidente de República se colocaram de forma tão clara e deliberada do mesmo lado da barricada. Nunca um sindicato, uma luta laboral e uma classe profissional foram tão ostensivamente isolados e censurados como nesta greve.

«O país chegou ao terceiro dia de greve e confrontou-se com uma inevitabilidade: a desobediência civil dos motoristas de transportes de matérias perigosas, o descontrolo dos seus sindicalistas e a cabeça perdida do seu porta-voz. Face a tudo o que tinha acontecido até agora, a completa ausência de válvulas de escape para a tensão que se foi acumulando só poderia redundar numa derrota completa dos motoristas ou na sua radicalização. Aconteceu a segunda via e o país está confrontado com uma realidade nova. No futuro próximo, nada será como antes nas relações da política com os conflitos laborais.

Ninguém sai isento de culpas em todo este processo, mesmo que tenhamos de aceitar que o papel dos sindicatos é lutar pelas melhorias de condições de vida dos seus trabalhadores, ou que o Governo tem de fazer tudo o que tiver de ser feito para evitar perturbações graves na vida pública. O que foi e é absolutamente novo neste conflito é o completo desequilíbrio na relação de forças entre as partes. Nunca como hoje o Governo, os partidos da esquerda, os partidos da direita, a imprensa e até o Presidente da República se colocaram de forma tão clara e deliberada do mesmo lado da barricada Nunca um sindicato, uma luta laboral e uma classe profissional foram tão ostensivamente isolados e censurados como nesta greve.

Que há em toda esta luta tiques de arrogância dos sindicatos, uma vontade de provocar os poderes públicos até à impaciência e uma intransigência negocial absurda que convida a desprezar os sindicalistas e os seus porta-vozes, poucos duvidam. Mas nunca como hoje se criou um unanimismo tão cínico nem um clima de consenso tão pérfido em torno de um conflito. Tal como se em causa estivesse uma ameaça externa, a política esvaziou-se em nome do ataque a um inimigo partilhado pela esquerda, pela direita, pelo Governo, pelas oposições e, na sequência de uma campanha de propaganda digna de outros regimes, da maioria dos cidadãos. 

Muito mais do que pelas óbvias culpas próprias ou pela determinação do Governo, o que isola os motoristas e os convida ao radicalismo desesperado é essa legítima sensação de serem ao mesmo tempo vítimas do tacticismo cobarde do Bloco e do PCP, da incompetência espúria do PSD e do CDS e da paz podre que o Presidente se esforça por promover. Um clima assim tão mansamente unívoco pode seguramente servir ao PS e enterrar a arrogância dos motoristas. Mas não existe uma democracia saudável com tão falsos consensos nem com tão manipulados compromissos.»
(Manuel Carvalho, director jornal Público, em 14 de Agosto de 2019, 18:17)

Aqui do meu canto vejo António Costa a emergir, 'candidamente' e de inobservável sorriso, do caos estupidamente prometido por uma classe de trabalhadores que acreditou, também estupidamente, na existência da 'terra prometida'. Será, muito provavelmente, o único vencedor nesta singular e inusitada batalha! Porque da 'guerra' que só chegará em Outubro, nenhuma dúvida já subsistirá nos espíritos mais esclarecidos...

Aguardemos os resultados das próximas sondagens!...

Até breve

sábado, 10 de agosto de 2019

Apenas uma questão de honestidade!...


Greves, sim, desde que não chateiem o país inteiro 

«Este é um momento comovente. Gastei tanto latim ao longo dos anos a propósito de greves, dos seus abusos e da necessidade de haver mais equilíbrio entre a reivindicação dos direitos dos trabalhadores e o impacto que as paralisações têm nos pobres utentes que precisam de ir para o emprego ou fazer uma cirurgia pela qual aguardam há anos. Falei tanto da necessidade de repensar a abrangência da greve no funcionalismo público, dado o desequilíbrio evidente de forças entre quem reclama e quem sofre na pele os seus efeitos, na medida em que o Estado nunca vai à falência e o funcionário público nunca corre o risco de perder o emprego. Falei tantas, tantas vezes disto, sem grande apoio da direita e com muita ira da esquerda – e agora, finalmente, eis a maior parte dos portugueses do meu lado. Um depósito vazio faz milagres.»


Esta greve terá vindo provar, ser demasiado redutora a "necessidade de repensar a abrangência da greve no funcionalismo público". O que haverá que repensar, com urgência e eficácia, será a abrangência de todas as greves que, alegadamente, possam de algum modo ultrapassar o restrito âmbito das partes beligerantes e afectar, comprovadamente, os interesses da grande maioria da sociedade que somos, alheia, quase sempre, a esses diferendos e inexoravelmente arrastada e afectada para as vicissitudes que determinam.

Que não se esteja à espera que os depósitos ou os estômagos vazios e um povo sem saúde, paz, tranquilidade e tantos outros bens essenciais, façam milagres. Os milagres não existem, antes existirão circunstâncias e consequências. E deverão ser essas a ser seriamente reflectidas por quem, nos locais próprios, está incumbido dessa imperiosa missão, em prol do bem comum, do bem de todos nós.

E esta nunca será uma questão de direita ou de esquerda...

Apenas uma questão de honestidade!...

Até breve

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

É o nosso 'fado'!...


Chegará o dia em que o povo vai perceber que os sindicatos são lóbis 😏😏😏  e que, por isso, recrutam lóbistas.

E enquanto não chega esse dia...
O povo vai colaborando na exaltação do 'pimba' e de quantos 'santos sacrifícios' lhe impingirem...
É o nosso 'fado'!...
Até breve

sábado, 27 de julho de 2019

O que eu quero é vida longa para a "geringonça"!...


Sondagem: PS muito perto da maioria absoluta, já vale o dobro do PSD
Sondagem da Pitagórica para o JN e TSF mostra PSD com 21.6% das intenções de voto, metade  do PS, e BE sólido no terceiro lugar (9,2%).

De acordo com uma sondagem da Pitagórica para o JN e TSF, realizada a 22 de Julho, os socialistas estarão a um pequeno passo da maioria absoluta nas legislativas de Outubro. Se as eleições fossem agora, o PS de António Costa teria 43,2% dos votos, e ficaria a uma distância significativa do segundo partido mais votado, o PSD, que se cingiria a praticamente metade do PS. 

A dois meses das eleiçoes e numa altura em que António Costa tem reforçado a intenção de reeditar os acordos da “geringonça”, ao mesmo tempo que consegue aprovar no Parlamento uma alteração à legislação laboral com o apoio da direita, a tendência do PS tem sido de crescimento galopante nas intenções de voto: tem hoje mais três pontos do que na sondagem de Maio, mais seis do que na de Abril e mais 11 do que nas legislativas de 2015.Tendência inversa acontece com o PSD, que vale hoje menos 11 pontos do que nas legislativas de 2015, altura em que, aliado ao CDS, foi a força política mais votada, apesar de não ter conseguido formar governo. Em terceiro lugar na sondagem aparece o Bloco de Esquerda, com 9,2% dos votos, e a CDU sobe três décimas face à última sondagem, registando agora 6,8% dos votos. Imediatamente abaixo vem o CDS de Assunção Cristas, com 6%, seguido do PAN com 3,6% e depois o Aliança de Santana Lopes, com 1,2%.

Deixámos por aqui há um mês a convicção, face à imparável progressão do PS que já então se notava, de que estaria próximo o fim da "geringonça". Entretanto António Costa, ao invés de cantar vitória e revelando-se como um dos políticos mais lúcidos, inteligentes e pragmáticas desta nova geração de políticos europeus, veio reforçar a intenção de viabilizar uma "nova geringonça", reeditando os acordos conseguidos há quatro anos com a Esquerda, pesem embora acordos pontuais com outras forças, que a Esquerda com quem tem percorrido este árduo caminho, nunca lhe poderia garantir. Tratar-se-à tão só de, salvaguardando e respeitando a identidade dos partidos que à esquerda lhe garantem a governação e constituirão a "linha Maginot" do melhor e mais consistente projecto político europeu, a larga distância de todos os pretenso e falhados arremedos que por essa Europa fora têm sido tentados, prosseguir uma filosofia, socialista, social-democrata ou seja o que entenda cada um do vasto enxame de analistas que por cá vamos tendo, no sentido de num modo firme e sem roturas com o que quer que seja, ir conseguindo retirar este pobre e desgraçado país das trevas em que vinha vivendo desde a madrugada libertadora de 25 de Abril.

Com os seus reconhecidos defeitos e virtudes, aliás inerentes aos vícios e predicados da 'multidão' que a compõe, a "geringonça" constituirá, segundo a minha pobre e despretensiosa visão, dentro de menos tempo do que muitos julgarão, o novo 'descobrimento' que Portugal oferecerá à Europa e ao mundo... 

Como militante comunista que fui durante largos anos, décadas, e deixei de ser por falta de paciência em esperar pela actualização do "software" da Soeiro Pereira Gomes, o meu voto de 'homem de esquerda' transitou naturalmente para o PS. Mas os desafios que, hoje por hoje, se colocam à sociedade portuguesa, começam-me a aconselhar um redobrar de cautelas sobre o sentido do voto que, como sempre desde há 45 anos, irei depositar nas urnas em Outubro. Um voto de esquerda?! Nunca na minha vida terei dúvidas! Mas receio uma maioria absoluta do PS: o poder absoluto corrompe! Entre baias até os cavalos selvagens são civilizados! Está nas nossas mãos impedir a 'picada do escorpião'!...

Como nos ensinou Eduardo Galeano, "A utopia está lá, no horizonte. Se me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Se caminhar dez passos o horizonte correrá dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve então a utopia? Serva para isso: para que não deixe de caminhar"...

O que eu quero é vida longa para a "geringonça"!...

Até breve

sábado, 15 de junho de 2019

Ainda anda por aí, 'professor' Mário?!...


Não é bem assim: Vanglória


«O líder da frente sindical dos professores veio ufanar-se de terem sido os únicos a "tirarem o Governo do sério".

Não foram, bastando referir o caso das greves dos sindicatos e da Ordem dos Enfermeiros. Mas ao decidirem intervir directamente na campanha eleitoral, com cinco comícios em todo o País, os sindicatos dos professores foram seguramente os únicos a sofrer a desautorização do eleitorado. Por isso, contam-se entre os grandes derrotados da noite eleitoral.

Depois da derrota das suas irresponsáveis reivindicações no parlamento, o líder da FENPROF tinha ameaçado que o Governo e o PS iriam "pagar muito caro" pela sua vitória parlamentar. Mas quem pagou cara a arrogância sectária e maximalista dos seus sindicatos nas negociações com o Governo e a sua abusiva ingerência na campanha eleitoral foram os professores.»

Ainda anda por aí, 'professor' Mário?!...

Até breve

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Um caloroso e grato bem haja a Nuno Pacheco!...



O “acordo ortográfico” vive numa realidade paralela, como a de Trump
É com o AO90, e não antes, que temos mais “erros de ortografia” e uma maior “insegurança linguística”.

«A minha crónica “Socorro, querem roubar-nos a língua e deixar-nos mudos!”, suscitada por um artigo de Henrique Monteiro no Expresso sobre o “acordo ortográfico”, motivou uma mensagem do actual presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, Telmo Verdelho, recebida por correio electrónico à qual particularmente respondi. No entanto, como no final o autor dizia expressamente “Não tenho reservas sobre a divulgação desta mensagem”, e porque ela contém alguns pontos que merecem reflexão acrescida, aqui a divulgo na íntegra (mas sem divisão de parágrafos), deixando para o fim os comentários julgados úteis.

“Estimei muito ver-me citado no texto crónico da sua paixão ortográfica de 30 de maio. Por amor da verdade, e pelo respeito devido aos seus leitores, deverá retificar a informação sobre a percentagem da mudança (2%), na atualização ortográfica. A única estatística fiável, que toma por base o córpus do Português fundamental, dá conta duma percentagem de alterações que anda próxima de 0,1%, vinte vezes menos. Trata-se duma mudança realmente residual e insensível para a generalidade dos utilizadores da escrita, mas não inútil, porque incide, com grande precisão, sobre a ocorrência de ‘consoantes mudas’, particularmente motivadora de ‘erros de ortografia’ e de insegurança linguística. A perda invocada da informação etimológica é praticamente nula, porque as palavras mantêm, na sua configuração, uma bastante memória do étimo latino. A linguística acumulou, nos últimos cem anos, muita informação inovadora sobre a língua, que inclui obviamente a ortografia, e desenvolveu uma reflexão crítica, com rigor de ciência, que não se compadece com o empirismo das proclamações, aliás louváveis, do ‘amor da língua’. Os linguistas não são ‘bonzos’, mas têm estudo. O seu discurso metalinguístico e o dos seus amigos que desesperam contra o AO90, é pouco esclarecido, geralmente muito perentório, e muitas vezes com dados falsificados. O senhor e os seus amigos, não querem saber porque é que não têm razão.” [sic]

Comecemos pelas percentagens. A “única estatística fiável” (sic) dirá que a percentagem da mudança provocada pelo AO90 não serão os já ridículos 2% mas bem menos, uns 0,1%. Passando ao lado de esta curta missiva ter os tais 2% (quatro palavras num total de 216: “maio”, “retificar”, “atualização” e “perentório”), se a mudança incidia apenas em 0,1% (o que não é de todo crível, pelos textos que todos os dias lemos) para quê o AO? 0,1%, a tal mudança “residual e insensível”, valeria todo o esforço feito, nacional e internacional, para celebrar um acordo ortográfico? Não valeria, de todo. O argumento, em lugar de favorecer o acordo, vira-se contra ele. E o que hoje conhecemos dos resultados de tal façanha é o que está à vista: desnorte ortográfico, deformações na fala, erros a coberto do acordo ou já sem preocupação de seguir acordo algum, uma absoluta miséria. E a isto chamam “ciência”?

Mas há uma justificação: a mudança seria “residual […] mas não inútil, porque incide, com grande precisão, sobre a ocorrência de ‘consoantes mudas’, particularmente motivadora de ‘erros de ortografia’ e de insegurança linguística.” É curioso que os erros e a insegurança tenham surgido sobretudo depois do AO90 e não antes, multiplicando-se a cada dia como um vírus implacável. A recolha, utilíssima, com dados concretos (não com paixão empírica), feita regularmente pelos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico, prova ao que chegámos. É com o AO90, e não antes, que temos mais “erros de ortografia” e uma maior “insegurança linguística.” Mas não há problema, é tudo em nome da “ciência”, não da “paixão”.

Por falar em paixão: os “apaixonados” são impetuosos, pouco cerebrais, parciais, “cegos” pelo objecto da sua devoção; logo, o contrário dos que reflectem, dos que têm “estudo”, dos que se regem pelo “rigor da ciência”, da “linguística” e da sua acumulada “informação inovadora”. Como é extraordinária esta inversão das coisas! E como ela ilude o muito que se argumentou, e escreveu, e afirmou, fundamentadamente (e por linguistas, sim, também por linguistas!), contra os malefícios de um acordo que acabou por ser aprovado como noivos que se arrastassem até ao altar, casados por obrigação e sem sequer se conhecerem! A isto se dirá que é paixão? Não, não é; é fúria, pela insistência num ardil medíocre que podemos comparar à arrogância de gente como Trump: mesmo o que ele diz (e está gravado), nega tê-lo dito. E os que o seguem acreditam, porque preferem a sua palavra à evidência dos factos.

O AO90 vive na mesma realidade paralela. A fraqueza argumentativa dos seus defensores é tal que nos vêem como os que “desesperam contra o AO90”, quando na verdade o desespero é deles. Porque os seus argumentos não resistem a debates públicos nem à prova dos factos. O AO90 há-de cair da mesma forma que nasceu e permanece: sem futuro nem glória,

A propósito: o lema do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa é Nisi utile est quod facimus stulta est gloria. (Se não for útil aquilo que fazemos, a glória é vã.) Deviam meditar neste lema, porque a crueza das suas palavras não é de todo “acordizável”.»
(Nuno Pacheco,Ípsilon, Opinião, in Público, em 13 de Junho de 2019, 7:30)

De si próprio diz Nuno Pacheco, redactor principal do jornal Público:  

"Integrar em 1989 a equipa fundadora do PÚBLICO, após oito anos no Expresso, foi um dos grandes desafios da minha vida, faltavam ainda uns anos para o advento revolucionário da Internet. Que não mudou a essência do que acredito que deve ser o jornalismo: uma mistura de ética, arte e busca incessante do que é novo. E isso é inseparável do tratamento dado à palavra, na forma como se escreve uma história, se formula uma ideia, se incentiva um debate. Por isso sou defensor acérrimo da diversidade da língua portuguesa, nas suas riquíssimas variantes, e adversário do acordo ortográfico de 1990. Em apoio desta posição, invoco o facto de escrever sobre música brasileira há quase duas décadas. Nasci no ano (e no mês) da morte de Carmen Miranda, Agosto de 1955, mas não acho que isso conte para esta história."

Feita a apresentação deste insigne jornalista, com singulares carreira e reconhecimento que falam por si, entendi como privilégio justo trazê-lo hoje para este meu cantinho despretensioso, depois da leitura que fiz, com enlevo e gozo, permitam-me confessá-lo, da sua arrasadora crónica dirigida ao actual presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, um tal de Telmo Verdelho, que não conheço de lado nenhum, nem me seduz a curiosidade de alargar esse conhecimento.

É que também, como acérrimo "adversário do acordo ortográfico de 1990", quero aqui deixar bem expresso o quão reconfortante foi para mim, a leitura do seu brilhante texto. Apenas isso. E ainda e só...

Um caloroso e grato bem haja a Nuno Pacheco!...

Até breve