domingo, 14 de outubro de 2018

O povo português não deixará de reconhecer!...


António Costa, apenas um dia depois do primeiro e verdadeiro furacão com que se terá visto confrontado desde a sua tão singular quanto controversa nomeação - e não, não se terá tratado do Leslie" -, acaba de surpreender tudo e todos com um tremendo golpe que terá deixado toda a Direita, positivamente, às aranhas e completamente fora de combate, em inesperado e inimaginável "knockout"!...

As contidas reserva, solidariedade, "low profile" e sentido de estado, apenas emolduradas com particulares e inteligentemente leves, mas expressivos e muito significativos sorrisos com que Jerónimo de Sousa e Catarina Martins acolheram esta surpreendente remodelação ministerial da "geringonça" - quase deu ideia de a conhecerem antecipadamente -, contrastaram em absoluto com o desespero mal disfarçado de Rui Rio e o já sobejamente conhecido e sempre indisfarçável histerismo bacôco de Assunção Cristas.

António Costa terá conseguido alcançar hoje a suprema galáxia da política portuguesa, distanciando-se porventura de forma irremediável e irrecuperável, da mediocridade dos políticos que hoje lhe fazem oposição e terá começado, inexoravelmente, a cavar, a mais de um ano das legislativas, a sepultura da Direita portuguesa.

Neste inteligente "jogo de sueca" com que António Costa vem presenteando com sucessivos "xitos", há quase quatro anos, uma Direita estúpida e retrógrada e que Paulo Portas em má hora e de forma absolutamente contraproducente, entendeu apelidar de "geringonça", em apenas uma vaza, o líder do PS conseguiu retirar a Rui Rio e Assunção Cristas todos, mas literalmente todos, os "poucos, tristes e pobres trunfos" com que ambos os líderes da Direita julgavam atingir o climax de uma masturbação que nunca passou da mais pura, falaciosa e pueril ficção!...

Apenas um dia depois de garantido o apoio dos partidos à sua esquerda para o OE de 2019, António Costa acaba de decretar, independentemente de uma provável ou não maioria absoluta nas próximas legislativas, uma salutar continuação da "geringonça" na política portuguesa, que...

O povo português não deixará de reconhecer!...

Até breve

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Serão os eleitores de esquerda a escrever o guião à esquerda!...


Quem vai escrever o guião à esquerda?
Estamos perante a velha rábula do polícia mau e do polícia bom. Costa está concentrado na aprovação do Orçamento de Estado, o que o obriga a arrefecer o excesso de conflitualidade dentro da “geringonça”. Santos Silva está a preparar o terreno eleitoral do PS: dramatização, para que se crie um ambiente em que a reedição das alianças à esquerda pareça cada vez mais improvável aos eleitores, tentando fazer renascer o voto útil para uma maioria absoluta. O sucesso desta estratégia depende dos partidos mais à esquerda. Se seguirem esta coreografia do desentendimento crescente, o PS poderá tentar capitalizar para fazer renascer o voto útil. Se deixarem claro que a não reedição da “geringonça”, com as diferenças entre partidos que sempre existiram, terá de ser uma escolha expressa do PS, darão razões aos eleitores que gostaram desta solução para garantirem que o PS não tem maioria absoluta e é de novo obrigado a conversar à esquerda. O PS pode usar as eleições europeias para forçar diferenças, BE e PCP podem usá-las para refrear o excesso de autoconfiança dos socialistas. Tudo depende de quem conseguir escrever o guião.

Mais claro e transparente que a água! Por mim, estarei entre os eleitores "que gostaram desta solução  e contribuirei para garantir que o PS, não tenha maioria absoluta e seja de novo obrigado a conversar à esquerda"!...

Por mais cambalhotas que o Costa possa vir a dar e por mais "sapador" que Augusto Santos Silva se venha a revelar...

Serão os eleitores de esquerda a escrever o guião à esquerda!...

Até breve

terça-feira, 17 de julho de 2018

Descansa em paz camarada!...



Morreu hoje um homem bom. Uma voz da democracia. Um farol de seriedade. Um exemplo de equilíbrio e sensatez. Uma vida de esquerda e de valores...

Descansa em paz camarada!...

Até breve

sábado, 7 de julho de 2018

Importantes serão os caminhos que se abriram!...


Houve aqui alguém que se enganou?


«Eu vim de longe na defesa desta solução política. Não por qualquer fetiche pela unidade, mas porque acredito que um Partido Socialista ancorado à sua esquerda será mais fiel ao seus eleitores. Esta solução permite ter um governo que corresponda à maioria social do país e salva o PS do destino dos seus congéneres europeus. Mas nunca me enganei: as circunstâncias em que esta aliança se fez, os limites europeus e o perfil político de António Costa garantiam que estávamos perante um arranjo útil e passageiro. Eu vim de longe mas não concluo, como José Mário Branco, que houve aqui alguém que se enganou. Isto foi o que todos esperavam que fosse. E mesmo assim valeu a pena. Não só porque se reverteu mais rapidamente o que Passos fez, mas porque se quebrou um tabu de meio século. Nunca mais se poderá dizer que é impossível. Líderes de outra geração, distantes de guerras antigas e conscientes do que está em causa no futuro, poderão ir para mais longe. O que andarão para lá chegar.»

Sim, valeu mesmo a pena! E pouco importará aquilo que outros terão de andar para lá chegar!...

Importantes serão os caminhos que se abriram!...

Até breve

terça-feira, 24 de abril de 2018

25 de ABRIL SEMPRE!!!...




Já não está entre nós Marinho Neves, o autor desta magnífica obra que me orgulho de ter adquirido ao próprio, por ocasião da celebração do 40º aniversário da Revolução de Abril, em exposição dedicada ao tema "Revoluções e Revolucionários", realizada na Câmara Municipal de Marco de Canavezes e que o autor intitulou, "O CRAVO NÃO É UM GUARDA-CHUVA!... 

Fica aqui a minha homenagem, ao amigo e ao revolucionário que sempre foi, comungando o seu sonho de sempre: "o Sol nascerá para todos nós"!...

25 de ABRIL SEMPRE!!!...

Até breve

quarta-feira, 28 de março de 2018

"Et cum spiritu tuo"!...


A serpente que estrebucha

27/03/2018 by j. manuel cordeiro


«Nunca gostei de Rui Rio e daquele arzinho bafiento que dele emana, pelo que estou à vontade para, aparentemente, o defender neste momento que o PSD está a viver.

Afastado há algum tempo da politiquice que habitualmente marca o dia-a-dia político-nacional, chegam-me ecos da lama onde se movem os laranjinhas. Por exemplo, ao ouvir na Antena 1 o programa Antena Aberta do passado dia 14, a certa altura pensei estar a escutar algum quadro do PSD, tal era o discurso praticado, populista e claramente tendencial a desfavor de Rio. Afinal, era Miguel Pinheiro, director do Observador, quem estava a falar. Acabou por me fazer sentido. Sempre soube que o Observador é um órgão de propaganda do PSD, mas agora percebo que não o é para todo o partido, mas sim para uma facção deste, aquela que chegou ao poder graças a Passos Coelho, a qual não tem relevância política para além da resultante dessas nomeações e que, com Rio, se arrisca, com elevada probabilidade, a ficar fora das próximas listas de deputados. É da vidinha, aquela coisa que paga as contas no fim do mês, que uma trupe anda a tratar. Rio meteu-se a jeito ao proclamar altos valores, mas depois juntando uma equipa cheia de telhados de vidro. No entanto, basta seguir o que escrevem três jornais, Observador, i e Sol, bem como o que dizem certos profissionais do comentarismo sem contraditório nas televisões para se perceber que há, de facto, uma campanha para derrubar Rui Rio antes das próximas legislativas, esse momento fulcral onde o pilim pode deixar de cair na conta bancária.

Este grupo, estava o país à beira da bancarrota, estabeleceu um objectivo claro: ou havia eleições no país ou no partido. O resultado é conhecido. Na altura tratou de chegar ao poder e é isso mesmo que agora o move. Mesmo que este rumo os afaste ainda mais do poder, se bem  que a cadeirinha no Parlamento fica mais assegurada para alguns.

Alguns partidos, se não todos, são meras máquinas de distribuição das benesses que o poder traz. Pelo caminho, há um país que não passa de um pretexto.»

"Et cum spiritu tuo"!...

Até breve