terça-feira, 25 de abril de 2017

"O cravo não é um guarda-chuva"!...




Dentro de poucos dias completar-se-ão três anos sobre o dia em que, devidamente acondicionado, me chegou a casa, depois de expedido pelo próprio autor que, juntamente com outras obras suas, havia patrocinado a exposição "Revoluções e Revolucionários" de comemoração do 40º aniversário da Revolução de Abril, levada a cabo pela Câmara Municipal de Marco de Canavezes.

Arrebatadamente apaixonado pela obra, tinha lamentado alguns dias antes, com tristeza e perante o autor e meu amigo "facebookiano", a minha mais do que provável incapacidade financeira para a sua aquisição. Olhe que não, amigo, olhe que não! Então, como assim? E do outro lado veio o preço. Em números tão redondinhos e atraentes, embora um pouco acima da "uva mijona", que fechei os olhos e lhe retorqui: o quadro é meu! Será concerteza, bastará que a minha conta bancária mo confirme em três dias! Claro que a decisão estava tomada e a conta confirmou. E passada uma semana a história terminou como acima a iniciei...

Sempre que me assaltam os medos e os ventos do regresso àqueles 28 anos que passei em ditadura, sento-me em frente a esta obra que me envaidece e faz estremecer por dentro e deixo escorrer pela face lágrimas irmãs daquelas que não fui capaz de conter durante aquele dia de há 43 anos, passado inteirinho agarrado ao televisor!...

O título continua a ser aquele que Marinho Neves escolheu e no qual, apesar dos meus medos e por causa de tantos ventos que por vezes varrem a nossa terra, continuo a acreditar, embora pelo rabo do olho continue de pé atrás...

"O cravo não é um guarda-chuva"!...

Até breve 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Dar a volta à sua gente!...


Lagarde  e Teodora mais optimistas: afinal economia portuguesa acelera este ano (LINK)


Afinal para desespero das duas "velhas agoirentas" e de muitos outros "velhos macumbeiros" que dentro de portas e lá por fora até com os dedões dos pés fazem figas, a "geringonça" vai coleccionando "centenas" de números agradáveis, enquanto vai prosseguindo a limpeza da "merda" que encontrou!...

Uma pena que no meio do relativo sucesso daquilo a que prefiro chamar "besidróglio" e que os dicionários referem com muita substância, como importante fonte de comida de ovelhas, carneiros, bodes e cabras, a Francisca Eugénia ainda não tenha conseguido... 

Dar a volta à sua gente!...

Até breve

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Escutar a resposta no vento!...


Luís Paulo Rodrigues
4 h

                


Sim. Não nos restará outra alternativa que não seja...

Escutar a resposta no vento!...

Até breve

A caminho da canonização!...


São o orgulho de um povo: já intercederam, intercedem e hão-de interceder um dia por nós! São Cócó, São Ranheta e São Facada...

A caminho da canonização!...

Até breve

segunda-feira, 3 de abril de 2017

quarta-feira, 1 de março de 2017

Ó Domingues, some-te, vai para longe e deixa-nos em paz!...


Começo com uma declaração de interesses: eu gosto do desajeitado Centeno! E ao classificá-lo assim apenas tenho em conta que, a meu ver, o homem não terá o mínimo jeito para ser político, entendendo-se essa faceta como aquela habilidadezinha que os "animais tarimbados nessa selva" evidenciam para produzirem em frente a uma cãmara, microfone, ou no meio dos seus pares, as maiores diatribes e conseguirem sempre levar a água ao seu moinho sem que se engasguem, lhes trema a voz ou dirijam o seu olhar para cima à esquerda. O homem não terá nascido com esse predicado e então é vê-lo a meter os pés pelas mãos em todas as vertentes comunicacionais, negociais e, afinal, em tudo o que não sejam números. Porque aí, goste-se ou não e pese embora a imensa cáfila de detractores que pululam na Direita mais retrógrada da Europa e arredores, o homem é uma máquina a fazer contas - e contas certas, como todos não deixarão de reconhecer, por cá e por essa tal Europa e arredores.

Não me terá surpreendido por isso que o rídículo namoro em que embarcou com o Domingues tenha acabado por dar no que deu: quando um "inocente zé colmeia" se mete com uma "rata velha de esgoto", será certo e sabido que acorda com metade do nariz roído!... 

Obviamente que um outro qualquer "maduro" da política não se teria espalhado ao comprido como Centeno e teria cortado pela raiz o "pecado emergente", dizendo com a maior das descontracções, calma e ênfase do mundo, "desculpem, equivoquei-me, azar meu"! Mas Centeno, "democraticamente", permitiu que jornais e televisões especialistas, fossem construindo meticulosa e maquiavelicamente, episódio sobre episódio deste imenso folhetim que tem vindo a provocar a náusea e o vómito a quase 10 milhões de portugueses e a mim, tão particularmente, que me vi agora obrigado a passar por aqui para deixar um lancinante apelo...

Ó Domingues, some-te, vai para longe e deixa-nos em paz!...

Até breve

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Os deuses devem estar loucos!...


SÓCRATES E CAVACO: A SOMBRA E O FANTASMA


«Não sinto hoje simpatia por José Sócrates e por Cavaco Silva, em quem votei e que me dececionaram por motivos muito diferentes, um dos quais é comum aos dois: a forma rancorosa como olham para os seus adversários políticos, um tique de gente pequena, lamento dizê-lo.

O ex-Presidente lançou agora um livro que considera uma apresentação de contas aos portugueses, sabendo que 99,9% deles não terá acesso à sua leitura ou não verá qualquer interesse no tema. Mas o que a obra revela é uma obsessão por acertar contas com os que se opuseram ao autor, de que é exemplo a classificação de sonolentas que dá às conversas institucionais com Mário Soares, uma pérola de decência à dimensão da oportunidade: Soares já não pode devolver-lhe a parada, e a sua partida, ainda há pouco mais de um mês, torna mais chocante a afronta inútil.

Mas o sentimento revanchista atinge o ponto alto na descrição da sua relação com Sócrates e aí Cavaco – que estará, não duvido, cheio de razão em boa parte do que escreve – volta a perder. Porque malhar politicamente no ex-primeiro-ministro é, por estes tempos, uma triste moda: não se bate num homem caído. Sócrates achará que não, mas o que segue de pé é apenas uma sombra que vagueia e que só um fantasma se lembraria de desafiar.»
(Alexandre Pais, Quinta do Careca)

E por onde andará a bondade dos deuses para permitirem que a "esfíngica figura" tenha regressado dos infernos onde o povo português o colocou?!...

Os deuses devem estar loucos!...

Leoninamente,
Até à próxima