sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Depois não digam que este simples e bruto cidadão não avisou!...




O povo português só sabe o que é o tecto, quando chove e água lhe encharca a enxerga! Este povo simples e bruto, nem bem nem mal educado, sendo apenas produto do meio em que foi criado, não sabe francês, nem sequer imagina quando a água gélida lhe interrompe o sono, que cai do "plafond", porque os euros mal dão para o pão, quanto mais para reparar o telhado.

Mas um azar nunca vem só e este povo bom e solidário, tanto capaz de roubar ao estômago para carregar hoje os carrinhos do Banco Alimentar, quanto ontem de repartir os parcos haveres para enviar para Timor, ou anteontem de se privar dos seus agasalhos para que o povo da Finlândia não morresse de frio, tem também o azar de não compreender népia, quando ouve os políticos falar de plafonamentos, de défices e de dívida soberana!...

Mas eles, os políticos, insistem, insistem, e parece que nunca conseguirão perceber que aquilo que o povo quer, não tem nada a ver com toda essa "lenga-lenga" que lhe entra por um ouvido e sai pelo outro. O que o povo quer, resume-se única e exclusivamente em duas palavras: viver melhor!...

E a par desse desejo simples e profundo, o povo também sabe, de um saber feito de experiência e amargura, que vivia melhor antes de chegarem a Troika e Passos Coelho...

Mas toda a Esquerda parece que nem é de cá e que nem pertence a este povo simples e bruto. E alinha, desunida e estúpida, com a "lenga-lenga" de toda uma Direita ávida de continuar a perpetuar-se no Poder, sem se dar conta, essa Esquerda desunida e estúpida, de que na cama que está a ajudar a fazer, há-de deitar-se triste e acabrunhado esse povo simples e bruto.

Ontem à noite, em entrevista ao Canal 1 da RTP, António Costa, docemente embalado pela vitória de Pirro da véspera, lá foi debitando mais uns "plafonamentos" e outros "bitaites" parecidos, de que o povo não percebe népia. Mas eis que uma língua invisível do fogo do "espírito santo" lhe baixou sobre a "moleirinha" e atreveu-se a dizer:

A Troika só sairá de Portugal, quando Passos Coelho sair do Governo!... 

Está aí a chave que poderá contribuir para uma colossal derrota da Direita! Simples e eficaz que o povo compreenderá com toda a facilidade do mundo!...

Parem de fazer cartazes que o povo nem para limpar o cu os quer, quanto mais lê-los e compreendê-los. Façam qualquer coisa parecida com a imagem que acima deixo! Igual para todos os partidos progressistas que pretenderem oferecer ao povo aquilo que o povo pede: viver melhor! Unam-se ao menos numa coisa tão simples como esta...

E depois, que cada partido coloque no canto superior mais de acordo com o seu ideário, o seu símbolo. Apenas e só! E o povo saberá muito bem escolher, porque o povo é simples e bruto, mas não é estúpido!...

E o Partido Socialista terá a maioria, que somada às outras forças progressistas será absoluta e significará uma... COLOSSAL DERROTA DA DIREITA!...

Depois não digam que este simples e bruto cidadão não avisou!...

Até breve

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A "peste grisalha" responderá com dignidade!...


«NÃO ESQUEÇAM A CARINHA DESTE IMBECIL QUE, ALIÁS, NÃO DESTOA DOS DA SUA ESPÉCIE !!!

Este é o deputado laranjinha Carlos Peixoto, que, como foi recentemente anunciado, lidera a lista da Coligação PAF (Portugal à Frente, a coligação PSD/CDS) pela Guarda. É o tal que chamou há dois anos aos reformados "PESTE GRISALHA". 

"A nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha", afirmou num artigo que escreveu para um jornal em 2013, acusando os mais velhos de exaurir os recursos da nação com as suas reformas e pensões. Certamente aprovaria a tal política da injecção atrás da orelha para os mais velhos. Pode começar com os seus pais, para dar o exemplo. Esperemos que ele próprio seja coerente e que se vacine contra a velhice, fazendo-nos o grande favor de falecer antes de a atingir...»

Espero que "a peste grisalha" a que me honro de pertencer, possa dar em 4 de Outubro, não só a resposta que este mentecapto merece, como todos os que fazem parte da corja a que pertence. 

A dignidade não se negoceia, nem mesmo em troca do Sol!...


Até breve

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Quo vadis", PS?!...



Por este caminho e com tantos e repetidos tiros, julgo que não haverá pés que resistam!...

"Quo vadis", PS?!...

Até breve

domingo, 28 de junho de 2015

DIGNIDADE


Discurso de Alexis Tsipras


Compatriotas,

Durante estes seis meses, o governo grego tem travado uma batalha em condições de asfixia económica sem precedentes para implementar o mandato que nos foi dado, a 25 de Janeiro, por vós.

O mandato que negociávamos com os nossos parceiros visava acabar com a austeridade e permitir que a prosperidade e a justiça social regressassem ao nosso país. Era um mandato com vista um acordo sustentável que respeitasse quer a democracia, quer as regras europeias comuns e que conduzisse à saída definitiva da crise.

Ao longo deste período de negociações, fomos convidados a executar os acordos concluídos pelos governos anteriores através dos memorandos, embora estes tenham sido categoricamente condenados pelo povo grego nas recentes eleições.

Apesar disso, nem por um momento pensámos em render-nos. Isso seria trair a vossa confiança.

Após cinco meses de duras negociações, os nossos parceiros, infelizmente, lançaram, na reunião do Eurogrupo de anteontem, um ultimato à democracia grega e ao povo grego.

Um ultimato que é contrário aos princípios e valores fundamentais da Europa, aos valores do nosso projecto comum europeu.

Pediram ao governo grego que aceitasse uma proposta que representa um novo fardo insustentável para povo grego e boicota a recuperação da economia e da sociedade grega, uma proposta que, não só perpetua a instabilidade, mas acentua ainda mais as desigualdades sociais.

A proposta das instituições inclui: medidas conducentes a uma maior desregulamentação do mercado de trabalho, cortes nas pensões, reduções adicionais aos salários do sector público e um aumento do IVA sobre os alimentos, a restauração e o turismo, enquanto elimina alguns benefícios fiscais das ilhas gregas.

Estas propostas violam directamente os direitos sociais e fundamentais europeus: elas são reveladoras de que, no que diz respeito ao trabalho, à igualdade e à dignidade, o objectivo de alguns dos parceiros e instituições não é um acordo viável e benéfico para todas as partes, mas a humilhação do povo grego.

Estas propostas manifestam, sobretudo, a insistência do FMI na austeridade severa e punitiva e tornam mais oportuna do que nunca a necessidade de que as principais potências europeias aproveitem a oportunidade e tomem as iniciativas que permitirão o fim definitivo da crise da dívida soberana grega, uma crise que afecta outros países europeus e ameaça o futuro da integração europeia.

Compatriotas,

Pesa, agora, sobre os nossos ombros uma responsabilidade histórica face às lutas e sacrifícios do povo grego para a consolidação da democracia e da soberania nacional. A nossa responsabilidade para com o futuro do nosso país.

E essa responsabilidade obriga-nos a responder a um ultimato com base na vontade soberana do povo grego.

Há pouco, na reunião do Conselho de Ministros, sugeri a organização de um referendo, para que o povo grego decida de forma soberana.

A sugestão foi aceite por unanimidade.

Amanhã, será convocada uma reunião de urgência no Parlamento para ratificar a proposta do Conselho de Ministros de um referendo a realizar no próximo domingo, 5 de Julho, sobre a aceitação ou rejeição das propostas das instituições.

Já informei desta minha decisão o presidente francês e a chanceler alemã, o presidente do BCE, e amanhã farei seguir, por carta, um pedido formal, aos líderes e às instituições da UE, para que prolonguem por alguns dias o programa actual, para que o povo grego possa decidir, livre de qualquer pressão e chantagem, como é exigido pela Constituição do nosso país e pela tradição democrática da Europa.

Compatriotas,

À chantagem do ultimato que nos pede para aceitar uma severa e degradante austeridade sem fim e sem qualquer perspectiva de recuperação social e económica, peço-vos para responderem de forma soberana e orgulhosa, como a história do povo grego exige.
Ao autoritarismo e à dura austeridade, responderemos com democracia, calmamente e de forma decisiva.
A Grécia, o berço da democracia, irá enviar uma retumbante resposta democrática à Europa e ao mundo.
Estou pessoalmente empenhado em respeitar o resultado da vossa escolha democrática, qualquer que ele seja.
E estou absolutamente confiante de que a vossa escolha honrará a história do nosso país e enviará uma mensagem de dignidade ao mundo.
Nestes momentos críticos, todos temos de ter em mente que a Europa é a casa comum dos povos. Na Europa, não há proprietários nem convidados.
A Grécia é e continuará a ser uma parte integrante da Europa e a Europa é uma parte integrante da Grécia. Mas, sem democracia, a Europa será uma Europa sem identidade e sem rumo.
Convido-vos a demonstrar unidade nacional e calma para que sejam tomadas as decisões certas.
Por nós, pelas gerações futuras, pela história do povo grego.
Pela soberania e a dignidade do nosso povo.

Atenas, 27 de Junho de 2015
(Fonte: Aventar)

DIGNIDADE

Até breve

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Povocatória e criminosamente ultraliberalíssimo!!!...


A privatização do Oceanário

Parece que há uma máxima que norteou a acção deste Governo: «dá lucro? Privatize-se». O Oceanário teve no ano passado quase 1 milhão de visitantes, gerou lucro de mais de 1 milhão de euros, é uma referência e um foco de atractividade turística, tem uma importante faceta pedagógica, tudo características somadas que dão interesse público ao mesmo.

O que é curioso é que parece também que o Governo andou com uma lupa em busca do que dava dinheiro para vender. Porque os prejuízos acumulados da sociedade Parque Expo, onde estava integrado o Oceanário, aí já não privatizou.

No meio disto tudo, do pouco que resta, é que pelo menos o Oceanário é dado a portugueses por 30 anos, à Sociedade Francisco Manuel dos Santos. Mais um activo lucrativo que vamos dar a privados. Que ninguém conteste o furor liberal de quatro anos deste Governo.
(Rui Calafate, It's PR Stupid)


Longe de mim alguma vez pretender desalinhar com este pensamento de Rui Calafate, que partilho com honra e amizade. Mas quanto ao seu modo sereno e elegante de o expressar, quando estão em causa verdadeiros atentados à honra, ao orgulho e à dignidade dos portugueses, aí terei razões para ser um radical e profundo "não alinhado".

Não alinhado porque não "parece que há uma máxima que norteou a acção deste Governo: «dá lucro? Privatize-se»! A máxima existiu mesmo, ao longo de todos os mais de 125 milhões de segundos da sua criminosa acção governativa.

Não alinhado porque comungando do apelo final de Rui Calafate, jamais me perdoaria classificar "o furor liberal de quatro anos deste Governo", quando sempre o senti e defini como...

Provocatória e criminosamente ultraliberalíssimo!!!...

Até breve

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Depois admirem-se de a abstenção em Outubro disparar para os 60%!...



"... Portugal sofre do tique do 'bom aluno', que faz tudo bem, mesmo quando é contra os seus interesses. [...]

Confirma-se a completa inutilidade e carácter absolutamente incompreensível de a maioria ter amordaçado o parlamento e impedido de levar até ao fim a discussão desta matéria e forçar a votação. Não havia pressa nenhuma. Nós comportámo-nos como os parolos do costume. [...]

O Tratado para o Tribunal de Patentes, irá criar um regime profundamente discriminatório entre europeus no quadro do mercado interno e do seu funcionamento, através da imposição, em matéria de patentes, de uma 'troika' linguística: alemão, francês e inglês".

Como se vê, Portugal não é bom aluno nenhum. É o péssimo aluno, o aluno cábula, o aluno marrão, mas burro; o aluno que não percebe, nem quer perceber; o aluno que só debita e repete, sem entender o que diz; o aluno mandrião, espertalhoto e quadrado, convencido que é inteligente; o aluno sem alma, nem ambição, graxista e lambe-botas."
(Ribeiro e Castro, deputado do CDS à AR)


Em causa está a ratificação do Tratado para o Tribunal de Patentes, assinado em Bruxelas em 2013 e que o parlamento português ratificou a 10 de Abril deste ano, com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS, a abstenção do PS e os votos contra do PCP, BE, PEV e José Ribeiro e Castro.

A notícia recente de que o Reino Unido pretenderá atirar a ratificação do Tratado para data posterior à realização do referendo sobre a permanência na União Europeia, veio desmontar completamente a argumentação da maioria que esteve por detrás da apressada ratificação pela AR, condenada pelo PCP, Bloco de Esquerda e o deputado centrista. Na melhor das hipóteses a Inglaterra só ractificará o Tratado em 2018.

Não é comum um deputado da retrógrada direita portuguesa, "condecorar" os seus parceiros parlamentares mais próximos, da forma que Ribeiro e Castro agora ousou fazer! Honra lhe seja feita: disse o que a grande maioria do povo português pensa dessa corja que há quatro anos nos governa.

Mas, uma dor lancinante me atravessa o peito: como foi possível a abstenção do Partido Socialista?! Como é possível que António Costa e Ferro Rodrigues, continuem nesta estúpida e ziguezagueante "navegação à vista", convencidos que estas pequenas(?) escorregadelas no parlamento não chegam ao conhecimento dos portugueses?!...

Depois admirem-se de a abstenção em Outubro disparar para os 60% e a Direita volte para mais quatro anos de "ditadura ultra-liberal"!...

Até breve