terça-feira, 9 de junho de 2015

Cuidado com ela! Porque o futuro é já amanhã!...


O drama grego pode dar tragédia na Europa

"... Passos Coelho e Paulo Portas não perdem uma ocasião para mostrar a Grécia como ovelha ronhosa da Europa e para arrasar os gregos. Ainda neste fim de semana, a ministra das Finanças, a propósito (ou despropósito...) de um pagamento que Portugal irá antecipar ao FMI, voltou a atacar a Grécia, disparando : "enquanto nós antecipamos pagamentos, outros adiam...".
Para além da desumanidade de atacar um povo em dificuldades e da grosseria de atacar um parceiro de Portugal - na União Europeia e na NATO - o Governo português parece não entender que, caso os mercados financeiros voltem a entrar em ebulição na Europa, o próximo alvo será Portugal. [...]

A falta de rigor em relação à Grécia - e às finanças gregas - não é só do governo português, está espalhada na Europa. Estamos num braço de ferro com a Grécia e num braço de ferro entre a Sra. Merkel e o seu quadrado ministro das Finanças Schäuble, ambos já a competirem pela liderança da direita alemã. Agrava-se com a falta de visão estratégica e a falta de consciência - pois, como explica o Ministro Varoufakis, continuando a exigir o esmagamento dos salários dos gregos, é a própria capacidade de reembolso da Grécia que a Europa compromete. A Alemanha, a Comissão Europeia, o BCE e o FMI têm a maior parte da responsabilidade.

Estamos à beira do abismo, aviso! Como avisou o Presidente Barack Obama na recente reunião do G7 na Baviera, tudo pode colapsar. A economia mundial entrará em nova crise, se a UE deixar a Grécia sair do Euro. E é a própria UE, e não apenas o euro, que pode desmoronar-se, avisam muitos! O drama grego não leva apenas ao dracma: pode ser a tragédia da Europa!"
(Ana Gomes, in Causa Nossa)

Assisti com vómitos, às declarações da senhora Ministra das Finanças a que Ana Gomes faz referência. E reforcei a ideia que há muito me habita o espírito: estão ali todos os ingredientes necessários e suficientes para o novo ditador do PSD, que se prepara na extensa fila de espera, para ocupar o lugar do actual. 

É que este "mentecapto de saias", não revelando capacidade para alguma vez vir a alcançar o patamar  da estrutura intelectual, do conhecimento técnico e da competência da única mulher que até hoje liderou o maior partido da direita portuguesa, parece não permitir comparações em todas as "qualidades" que definem um ditador, sem que seja necessário enumerá-las. E entre todas esses medonhos atributos, afere-se pelo brilho dos seus olhos e pela desumana frieza com que sempre aborda matérias que afectam os mais desprotegidos, que tudo aquilo que se atravessar no seu caminho, sucumbirá perante tão desmedida ambição política, sob o esmagamento das solas dos seus sapatos de salto alto.

Fico surpreendido com a surpresa de Ana Gomes, porque suficientemente próxima do meio em que se move essa "cândida megera", para dela poder ter retirado os melhores indicadores, necessários a um diagnóstico correcto. Pela acção que desenvolveu e pelas atrocidades cometidas na aplicação da tenebrosa austeridade que se abateu sobre o povo português, enquanto servidora fiel dos desígnios da Troika - tanto como secretária de estado do Tesouro, quanto como ministra de Estado e das Finanças -, só os pândegos correlegionários de partido ou os distraídos, poderão ter sido levados pelo seu ar doce e angelical.

Coitados dos gregos se alguma vez dela esperaram a solidariedade que deveria unir os palcos de intervenção da Troika. Coitados dos seus correlegionários de partido com ambições à liderança - que o diga o inefável Marco António! Uns e outros serão abatidos e destroçados pelo caminho. Ela será sempre a "cadela" que apenas respeita e se submete a um dono que, ironicamente, também usa saias!...

Cuidado com ela! Porque o futuro é já amanhã!...

Até breve

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Talvez um dia, professor, porque não?!...



"E por que é que a Ministra das Finanças, em vez de insistir no corte das pensões em pagamento -- que, por mais defensável que pudesse ser financeiramente, já foi considerado constitucionalmente inviável pelo Tribunal Constitucional, a não ser no contexto de uma (impossível) reforma geral dos sistema de pensões, que não está na agenda política --, não propõe uma reforma bem mais justificada e fácil (e porventura mais consensual), como é a eliminação das pensões douradas do Banco de Portugal e da CGD, dos juízes e diplomatas?

Além da poupança na segurança social, uma tal reforma eliminaria um gritante privilégio corporativo, que escandalosamente passou incólume o programa de austeridade. E em vez de suscitar problemas de constitucionalidade, eliminaria uma óbvia inconstitucionalidade."
(Vital Moreira, in Causa Nossa)

Assim, vindo de quem vem e mesmo que de forma vaga e sempre não quantificada, o cidadão comum reforça o seu entendimento sobre os pecados do proteccionismo com que a classe política sentada à mesa do poder, sempre brindou e infelizmente continua a brindar, os privilegiados que usufruem das ditas "pensões douradas". Está para aparecer alguém que se dê ao trabalho de fazer a respectiva "tradução" em milhões de euros que em cada ano continuam a encher os bolsos dessa "elite", enquanto os demais apertam o cinto.

Vital Moreira poderia fazê-lo com a mesma facilidade com que lava os dentes pela manhã. E de caminho, até poderia muito bem alargar o leque, porque os privilégios não cessam, como todos sabemos, nos "ex-trabalhadores" do Banco de Portugal, CGD, juízes e diplomatas. Seria um "trabalho patriótico" de esclarecimento pelo qual todos nós ficaríamos gratos.

Talvez um dia, professor, porque não?!...

Até breve 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Guardado estava o bocado...



Depois de fazer parte da exposição REVOLUÇÃO E REVOLUCIONÁRIOS, que há um ano o seu autor, o bem conhecido jornalista e pintor Marinho Neves, levou a efeito no Espaço Arte - Museu Municipal Carmen Miranda, sob o patrocínio da Câmara Municipal de Marco de Canavezes, este quadro de sugestivo e eloquente título,  O CRAVO NÃO É UM GUARDA-CHUVA, acabou por viajar para minha casa, onde a sua mensagem continuará a iluminar os dias que me couberem viver.

Longe estaria eu de imaginar há um ano, que uma parte significativa e hoje preponderante do Partido Socialista, se passasse de armas e bagagens da flamejante e progressista corola vermelha do CRAVO DE ABRIL, para o meio da cinzenta ralé política que há 40 anos vem fazendo do cravo um guarda chuva!...

É a conclusão a que chego, depois de ser tornada pública a disposição do Partido Socialista de acompanhar esta inenarrável direita que nos vem governando, no restabelecimento do "exame prévio", que os portugueses com memória continuarão a chamar de "censura", a todos os orgãos de comunicação social durante a próxima campanha para as legislativas.

Guardado estava o bocado...

Até breve

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A lâmpada que os deveria iluminar, está fundida!...


Com as medidas vindas a público, propostas pela equipa económica do PS, o cidadão comum terá encolhido os ombros e pensado que António Costa bem poderia ter encontrado melhor forma de quebrar a inércia palavrosa e recheada de evidências, com que há demasiado tempo vem premiando aqueles que ousaram ver nele a luzinha do fundo do túnel da indigência a que nos conduziu a corja que há quatro anos nos governa.

De facto, depois de sobreviver a quatro anos de servidão aos ditames de uma maioria política que em vez de governar para o Povo, dele se serviu, espezinhando-o e atirando-o para uma miserável indigência, no cumprimento de objectivos que apenas enganarão os tolos, o cidadão comum vê agora um grupo de iluminados economistas, com a benção do lider socialista, descobrir o "ovo de Colombo", quando ele ainda está no cu da galinha.

Depois dos terríveis sacrifícios que se viu obrigado a fazer, para que uma ténue e frágil consolidação orçamental fosse alcançada, o cidadão comum é confrontado agora com o propósito de um aumento significativo da despesa pública e um acentuado decréscimo da receita, apenas porque os iluminados economistas acreditam que tais medidas trarão a virtude do desejado crescimento económico. Lá está, contam com o ovo e ele no cu da galinha. Se mais uma vez falharem, por incompetência nas previsões, voltarão com as justificações habituais para o seu falhanço, campo onde sempre se revelaram competentíssimos. Estamos fartos deles e já não enganam ninguém. É que os aumentos de despesa e a redução da receita, serão certos e imediatos, já o crescimento...

Depois, o estímulo à procura interna, como consequência da descida de impostos e contribuições preconizadas, na esperança de um eventual mas sempre subjectivo e muito duvidoso crescimento económico, acabará por se reflectir num aumento de importações e na degradação das contas externas.

Finalmente, para acabar de "atar os molhos", os iluminados economistas do PS, sem que se conheça tal reinvindicação da parte empresarial, vem propor a redução da famigerada TSU, que apenas terá a virtude de colocar em causa a sustentabilidade da Segurança Social, fazendo-a depender de transferências orçamentais que não são explicadas, nem ninguém consegue compreender na difícil actual conjuntura. A menos que os iluminados acreditem que o restabelecimento do imposto sucessório para heranças de elevado montante, possa revelar-se fulcral para os orçamentos que hão-de vir. Como se esse não fosse o campo onde mais facilmente se contorna a lei.

Presumo que a equipa de economistas do PS, não se tenha apercebido que a lâmpada que pretensamente os estaria a iluminar, está fundida!...

Até breve

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Estará na hora do regresso a Belém da dignidade e do sentido de estado!...


"Há protocandidatos a Belém e há os presidenciáveis em sentido próprio. Estes são naturalmente mais raros do que aqueles. Os melhores fazem mesmo gáudio em não entrar na corrida prematura dos protocandidatos. O primeiro milho...

O presidenciável acima retratado (créditos fotográficos do Público) é um peso-pesado da vida política nacional e um "senador" indiscutível. Militante antifascista desde muito jovem, social-democrata desde sempre contra modas e marés, europeísta de todas as estações (sem deixar de ser atlantista), partidário indefectível da democracia parlamentar, sem derivas presidencialistas ou plebiscitárias, pessoalmente culto e sage, com experiência política duradoura e invejável, incluindo na cena internacional, Jaime Gama protagonizaria com distinção em Belém o papel de garante das instituições democráticas e da separação de poderes (e não de protocaudilho presidencialista), de árbitro isento (e não chefe de fação) e de poder moderador (e não de gerador de conflitos) que se espera do Presidente da República entre nós. Poucos têm as credenciais que ele pode exibir para essa função.

O problema é que para ser Presidente da República é preciso querer sê-lo e ser candidato à eleição. Quando Guterres se demitiu em 2001 Gama absteve-se de assumir a liderança do PS que lhe foi proposta. Poderá ser agora mais forte o apelo da liderança da República?"

Como cidadão e homem de esquerda que sou, aqui declaro sem ambiguidades o meu apoio inequívoco ao pensamento expresso por Vital Moreira.

O meu rotundo não a "protocaudilhos presidencialistas", a dissimulados ou ostensivos "chefes de facção", a anunciados ou potenciais "geradores de conflitos"! Já nos bastou uma longa década de mediocridade política!...

Estará na hora de vermos premiado o nosso sofrimento e a nossa profunda decepção, finalmente, com o regresso a Belém da dignidade e do sentido de estado!...

Até breve

terça-feira, 24 de março de 2015

Só espero que o Zé Povinho não vá, mais uma vez, em cantigas!...



E aquilo que o Banco Central Europeu há muito devereia ter feito, no sentido da coesão europeia e "pour cause", em defesa das economias mais débeis da Europa, só demasiado tarde, mal e a más horas foi implementado, pelo que apenas agora, como aqui reporta o Financial Times, os resultados começam a ser efectivamente notados.

Dizem que quem não tem cão, caça com gato. E eu, que de economia apenas me tenho visto obrigado a perceber a fundo do ramo doméstico, sem ter espingarda nem cão, peguei num cajado e com palavras doces convenci o meu gato Pintas a acompanhar-me e fui "caçar" por aí, a opinião de quem sabe. 

E lá consegui abater, saberão os deuses com que dificuldade, quatro coelhos de uma só cajadada, que depois de convenientemente avaliados, não fosse algum estar contaminado com a danada da mixomatose, aqui vos apresento:

1 - Finalmente começa a resultar eficaz o combate ao assustador espectro da deflacçao europeia.

2 - Finalmente surgem perspectivas de melhoria do saldo comercial externo, para os países com a borda dos seus barcos na flor das águas.

3 - Finalmente algum estímulo à actividade económica dos países mais débeis e sob intervenção de troikas e quejandos.

4 - Finalmente a luz ao fundo do túnel nas metas da disciplina orçamental, já que o "ovo de Colombo da austeridade", cuja autoria e culpa, sabe-se agora, hão-de morrer solteiras, ruiu como um baralho de cartas.

Claro que os pobres como nós, portugueses, agradecem, mas não hão-de demorar muitos meses para que assistamos a que muita gente por aí, reinvindique para si a descoberta da solução milagrosa! E como eu, já vai para quatro anos, apenas ouvi "os desalinhados do actual poder", dizerem que a solução da nossa desgraça só poderia vir da Europa...

Só espero que o Zé Povinho não vá, mais uma vez, em cantigas!...

Até breve

terça-feira, 10 de março de 2015

Um pouco mais de rigor sff



"... é verdade que muito boa gente precisa de fazer um esforço para abandonar os dois pesos e as duas medidas, Presidente da República incluído: reduzir a falta de pagamento continuado à Segurança Social por parte de um primeiro-ministro a “um certo cheiro de campanha pré-eleitoral” é um comentário de uma infelicidade confrangedora."
(João Miguel Tavares, Uma campanha suja, in Público)


Não me será de todo difícil, concordar com JMT na tese que inteligentemente defende no artigo publicado no jornal Público, sobre "campanhas sujas": comungo da sua profunda crença, de que "quem está na vida pública tem obrigações de transparência e de probidade muito superiores ao comum dos mortais".

Nesta condição, jamais poderei concordar com o rótulo que, demasiado de raspão - para não fazer cobrança de silêncios -, aplica ao comentário do Presidente da República sobre a falta de pagamento continuado à Segurança Social, de "uma infelicidade confrangedora"! Exactamente porque JMT, deste modo, acaba por se violar a si próprio e ao principio sagrado da sua crença nas obrigações que decorrem de todos aqueles que estão na vida pública.

Cavaco Silva não só está na vida pública, como no topo da hierarquia da República e o seu comentário, não sendo transparente e muito menos probo, sugere completa violação da Constituição que jurou cumprir e fazer cumprir e jamais, "uma infelicidade confrangedora"!...

Concordarei com JMT, sobre a incontornável necessidade de uma correcta e justa hierarquização dos critérios de avaliação de cada caso. E por concordar, muito gostaria de o ver escrever e estabelecer a relação entre as "trapalhadas" de Santana Lopes que levaram o então Presidente da República Jorge Sampaio a demiti-lo e a convocar eleições gerais antecipadas e este "cheiro de campanha eleitoral" que Cavaco Silva invoca, para não demitir Passos Coelho pela sua provada, continuada e admitida falta de pagamento à Segurança Social!...

Um pouco mais de rigor sff!...

Até breve