quinta-feira, 28 de maio de 2015

Talvez um dia, professor, porque não?!...



"E por que é que a Ministra das Finanças, em vez de insistir no corte das pensões em pagamento -- que, por mais defensável que pudesse ser financeiramente, já foi considerado constitucionalmente inviável pelo Tribunal Constitucional, a não ser no contexto de uma (impossível) reforma geral dos sistema de pensões, que não está na agenda política --, não propõe uma reforma bem mais justificada e fácil (e porventura mais consensual), como é a eliminação das pensões douradas do Banco de Portugal e da CGD, dos juízes e diplomatas?

Além da poupança na segurança social, uma tal reforma eliminaria um gritante privilégio corporativo, que escandalosamente passou incólume o programa de austeridade. E em vez de suscitar problemas de constitucionalidade, eliminaria uma óbvia inconstitucionalidade."
(Vital Moreira, in Causa Nossa)

Assim, vindo de quem vem e mesmo que de forma vaga e sempre não quantificada, o cidadão comum reforça o seu entendimento sobre os pecados do proteccionismo com que a classe política sentada à mesa do poder, sempre brindou e infelizmente continua a brindar, os privilegiados que usufruem das ditas "pensões douradas". Está para aparecer alguém que se dê ao trabalho de fazer a respectiva "tradução" em milhões de euros que em cada ano continuam a encher os bolsos dessa "elite", enquanto os demais apertam o cinto.

Vital Moreira poderia fazê-lo com a mesma facilidade com que lava os dentes pela manhã. E de caminho, até poderia muito bem alargar o leque, porque os privilégios não cessam, como todos sabemos, nos "ex-trabalhadores" do Banco de Portugal, CGD, juízes e diplomatas. Seria um "trabalho patriótico" de esclarecimento pelo qual todos nós ficaríamos gratos.

Talvez um dia, professor, porque não?!...

Até breve 

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