segunda-feira, 20 de maio de 2019

Tão elementar que só a direita não vê!...


Mesmo com a 'benção' da Universidade Católica Portuguesa, a sondagem que essa entidade efectuou para a RTP, entre os dias 16 e 19 de Maio em 1882 inquiridos, numa margem de erro máximo de 2,3% e um nível de confiança de 95%, revela uma verdadeira hecatombe na direita, com o PS a ser a lista que recolhe maior percentagem de intenções de voto com 33% e o PSD a poder vir a ter a pior votação de sempre em quaisquer eleições nacionais, com 23%.

BE, CDU e CDS-PP apresentam percentagens de voto semelhantes, com 9% para os bloquistas e 8% para as outras duas forças com ligeira vantagem da coligação PCP+Verdes, indicando ainda a sondagem a possibilidade de PAN e Aliança, ambos situados próximos dos 3%, poderem eleger um eurodeputado. 

"Elementar caro Watson"!...

Mais de 50% dos eleitores portugueses, mesmo em eleições europeias, depositam a sua confiança nas forças que foram capazes de os retirar do atoleiro em que a direita mais retrógrada da Europa, em quem só 30% ainda continua a confiar(?), os havia colocado.

Tão elementar que só a direita não vê!...

Até breve

domingo, 12 de maio de 2019

A dar palha aos 'chicos-espertos'!...




Pois aqui do meu canto, eu acho que a 'burrice' está toda em nós, os que continuamos a permitir que as 'traves mestras" da nossa democracia - Presidente da República, Assembleia da República, governos, sistema judicial e polícias -,  com os nossos votos ou sem eles, directa ou indirectamente, continuem...

A dar palha aos 'chicos-espertos'!...

Até breve

sábado, 11 de maio de 2019

O Povo em Outubro fará o que falta e deve ser feito!...

Ainda bem! (4): Contra o elitismo profissional

«1. A propósito da rejeição parlamentar da contagem integral do tempo de serviço congelado, o líder (vitalício?) da federação sindical dos professores veio queixar-se de que "a Geringonça não funcionou para os professores".
Mas não tem nenhuma razão, pois os professores compartilham as mesmas mudanças favoráveis que a demais função pública, nomeadamente o regresso às 35 horas de trabalho semanal e a retoma da progressão nas carreiras, incluindo o bónus da recuperação de uma parte do tempo congelado durante a crise (que não estava prevista em nenhum programa eleitoral, nem no programa do Governo, nem nos entendimentos que constituíram a Geringonça). 
O que os professores não obtiveram foi o que também não foi dado a ninguém, nem nunca lhes foi, nem podia ser, prometido nem reconhecido pelo Governo, ou seja, a recuperação integral do tempo de serviço congelado para efeitos de progressão na carreira (os tais 9 anos, 4 meses e 2 dias). Todavia, tal como toda a função pública, também os professores estão hoje bem melhor do que há quatro anos.

2. O que essa declaração do dirigente sindical revela, para além de ingratidão política, é que os professores, numa típica arrogância elitista, se consideram com direito a tratamento privilegiado dentro da função pública, para além do pouco exigente regime de progressão de que já gozam.
Ainda bem que o Governo não cedeu nesse ponto, quer por uma questão de justiça distributiva, quer por razões de sustentabilidade orçamental. Sem igualdade teríamos privilégio para uns e iniquidade para outros; sem sustentabilidade financeira, o que se ganhasse hoje poderia voltar a perder-se numa próxima crise.
Quem não quer perceber isto não merece nenhuma complacência política.

Adenda
Um leitor pergunta quando é que a lei estabelece limites aos mandatos sindicais. Em princípio, a autonomia associativa privada impede uma tal imposição sem cobertura constitucional, mas nada impede que os estatutos sindicais estabeleçam regras sobre isso. Aparentemente, porém, as benesses do poder sindical dificultam tal limitação...»


O bom senso imperou!...

O Povo em Outubro fará o que falta e deve ser feito!...

Até breve

sexta-feira, 10 de maio de 2019

O 'saloio fintador'!...


Chamar 'as vacas e os bois pelos nomes' seria dar o mote para que uma boa parte da 'saloiada' que administra a Justiça neste 'pais do terceiro-mundo', fizesse com quem o afirmasse, aquilo que 'não tem tomates para fazer' com... 

O 'saloio fintador'!...

Até breve

domingo, 5 de maio de 2019

Que os rios nascem no mar!!!...



«Se as eleições europeias se realizassem, este sábado, o PS seria o vencedor, com 34% dos votos, mais 6,9 pontos percentuais do que o PSD, com 27,1%, revela um estudo da Eurosondagem para o Sol e o Porto Canal. A sondagem realizada entre os dias 28 de Abril e 2 de Maio, antes da crise política aberta com a aprovação na especialidade do diploma que devolve todo o tempo de serviço congelado aos professores, e que levou à ameaça de demissão do Governo, dá entre 9 e 10 deputados aos socialistas e entre 7 e 8 aos sociais-democratas.

A CDU é a terceira força política mais votada com 8,1% e 2 mandatos no Parlamento Europeu. O Bloco de Esquerda e o CDS-PP surgem empatados com 7,1% e entre 1 e 2 eurodeputados. Também empatados nesta sondagem estão o PAN e a Aliança, ambos com 3,3% e entre zero e um deputado ao Parlamento Europeu.

Este estudo, para o Sol, Porto Canal, Diário de Notícias da Madeira e Diário Insular dos Açores, resulta de 2010 entrevistas telefónicas validadas, realizadas por entrevistadores seleccionados e supervisionados, para telemóveis e telefones da rede fixa. O erro máximo da amostra é de 2,19%, para um grau de probabilidade de 95,0%.

O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal continental e regiões autónomas. A última sondagem das europeias, da autoria da Aximage e publicada em 18 de Abril pelo Correio da Manhã e Jornal de Negócios, dava um empate técnico entre PS e PSD nas intenções de voto.

O PS recolhia 33,6%, o PSD em segundo com 31,1% e, apesar de estarem separados por 2,5 pontos percentuais, este resultado foi considerado empate técnico dado que esse valor estava dentro da margem de erro do estudo (4%).»




E os loucos continuam a andar por aí, no meio da gente! Uns sem o dizerem, sorriem para nós convictos de que o Povo é estúpido. Outros com esgares de papões, sugerem-nos que a Terra gira ao contrário. E há ainda os que nos querem fazer crer...



Que os rios nascem no mar!!!...



Até breve

sábado, 4 de maio de 2019

Terá o pobrezinho rins para tamanha cambalhota?!...


Parece-me que face à alhada em que Rui Rio se meteu, na ânsia de 'arrebanhar' uns milharzitos de votos dos professores e dada a actual composição do nosso parlamento, constituído por 89 deputados do PSD, 86 do PS, 19 do BE, 18 do CDS, 15 do PCP, 2 do PEV e 1 do PAN, num total de 230 deputados, apenas lhe restará uma única saída, capaz de evitar a hecatombe que, mais certo que a gargalhada sarcástica do Santana Lopes, se abaterá sobre o seu partido, seja já dentro de três semanas nas europeias, seja lá para Outubro nas legislativas: mandar às urtigas a 'disciplina de voto' e rezar, rezar muito, com todo o fervor e até invocando as graças da 'senhora' da sua devoção, para que pelo menos 59 dos deputados da sua cor, se abstenham...

Terá o pobrezinho rins para tamanha cambalhota?!...

Até breve

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Branco é galinha o pôe!...


A interminável farsa da carreira dos professores

Não é preciso dar muitas voltas à cabeça para percebermos o que move no mesmo sentido e com a mesma retórica figuras tão dispares como Jerónimo de Sousa, Catarina Martins ou Rui Rio: é claramente o peso eleitoral da docência em Portugal.


«Quando o Bloco e o PCP tiveram uma real oportunidade de garantir a contagem integral do tempo de serviços dos professores, exigindo-a como contrapartida para aprovarem o Orçamento do Estado deste ano, tergiversaram – contentaram-se com uma anódina imposição ao Governo de negociar com os sindicatos docentes.

Quando o PSD teve uma real oportunidade de cumprir a sua palavra e impor a mesma solução ao Governo, seguiu uma estratégia de hipocrisia e de dissimulação que não é muito diferente – impondo a contagem do tempo de serviço, sem se comprometer com datas.

Já se suspeitava e ficou provado: seja à esquerda, seja à direita, o tema dos professores está a dar origem a um lamentável espectáculo que consiste em querer cativar a docência com bravatas políticas que são puro ilusionismo.

Não é preciso dar muitas voltas à cabeça para percebermos o que move no mesmo sentido e com a mesma retórica figuras tão dispares como Jerónimo de Sousa, Catarina Martins ou Rui Rio: é claramente o peso eleitoral da docência em Portugal. Chegados aqui, não é hora de se discutir sobre a justiça ou injustiça da sua reivindicação (tanto há bons argumentos para se concordar com a contagem integral do tempo de serviço como para perceber que os custos em questão são perigosos para a sustentabilidade financeira do país a médio prazo).

É hora sim de perceber que o que hoje se passou no Parlamento não passa de uma encenação. No Outono, quando o Governo precisava do seu apoio para aprovar o OE, o Bloco e o PCP não tiveram a coragem de impor as reivindicações dos docentes. O PSD partilha no verbo as mesmas causas, mas, ao não avançar com datas para as cumprir, cria um produto de marketing com um belo invólucro e substância nenhuma.

A proposta do PSD pretende colocar o partido como um paladino contra o “roubo” (Mário Nogueira dixit) do Governo sem se preocupar que a devolução do produto roubado aconteça amanhã. Perante tamanho artifício, o que se espera? Que o Governo comece a pagar todo o tempo perdido este ano? Nem pensar. Que, ganhando as eleições, avançará no próximo? Nunca com Centeno.

O que quer dizer apenas o seguinte: que esta proposta é uma farsa que pretende agradar aos professores com promessas tão vagas, tão vagas que poderão nunca ser cumpridas – principalmente se o vetusto e austero Rui Rio chegar um dia ao poder.»


Branco é galinha o pôe!...

Até breve