terça-feira, 17 de julho de 2018

Descansa em paz camarada!...



Morreu hoje um homem bom. Uma voz da democracia. Um farol de seriedade. Um exemplo de equilíbrio e sensatez. Uma vida de esquerda e de valores...

Descansa em paz camarada!...

Até breve

sábado, 7 de julho de 2018

Importantes serão os caminhos que se abriram!...


Houve aqui alguém que se enganou?


«Eu vim de longe na defesa desta solução política. Não por qualquer fetiche pela unidade, mas porque acredito que um Partido Socialista ancorado à sua esquerda será mais fiel ao seus eleitores. Esta solução permite ter um governo que corresponda à maioria social do país e salva o PS do destino dos seus congéneres europeus. Mas nunca me enganei: as circunstâncias em que esta aliança se fez, os limites europeus e o perfil político de António Costa garantiam que estávamos perante um arranjo útil e passageiro. Eu vim de longe mas não concluo, como José Mário Branco, que houve aqui alguém que se enganou. Isto foi o que todos esperavam que fosse. E mesmo assim valeu a pena. Não só porque se reverteu mais rapidamente o que Passos fez, mas porque se quebrou um tabu de meio século. Nunca mais se poderá dizer que é impossível. Líderes de outra geração, distantes de guerras antigas e conscientes do que está em causa no futuro, poderão ir para mais longe. O que andarão para lá chegar.»

Sim, valeu mesmo a pena! E pouco importará aquilo que outros terão de andar para lá chegar!...

Importantes serão os caminhos que se abriram!...

Até breve

terça-feira, 24 de abril de 2018

25 de ABRIL SEMPRE!!!...




Já não está entre nós Marinho Neves, o autor desta magnífica obra que me orgulho de ter adquirido ao próprio, por ocasião da celebração do 40º aniversário da Revolução de Abril, em exposição dedicada ao tema "Revoluções e Revolucionários", realizada na Câmara Municipal de Marco de Canavezes e que o autor intitulou, "O CRAVO NÃO É UM GUARDA-CHUVA!... 

Fica aqui a minha homenagem, ao amigo e ao revolucionário que sempre foi, comungando o seu sonho de sempre: "o Sol nascerá para todos nós"!...

25 de ABRIL SEMPRE!!!...

Até breve

quarta-feira, 28 de março de 2018

"Et cum spiritu tuo"!...


A serpente que estrebucha

27/03/2018 by j. manuel cordeiro


«Nunca gostei de Rui Rio e daquele arzinho bafiento que dele emana, pelo que estou à vontade para, aparentemente, o defender neste momento que o PSD está a viver.

Afastado há algum tempo da politiquice que habitualmente marca o dia-a-dia político-nacional, chegam-me ecos da lama onde se movem os laranjinhas. Por exemplo, ao ouvir na Antena 1 o programa Antena Aberta do passado dia 14, a certa altura pensei estar a escutar algum quadro do PSD, tal era o discurso praticado, populista e claramente tendencial a desfavor de Rio. Afinal, era Miguel Pinheiro, director do Observador, quem estava a falar. Acabou por me fazer sentido. Sempre soube que o Observador é um órgão de propaganda do PSD, mas agora percebo que não o é para todo o partido, mas sim para uma facção deste, aquela que chegou ao poder graças a Passos Coelho, a qual não tem relevância política para além da resultante dessas nomeações e que, com Rio, se arrisca, com elevada probabilidade, a ficar fora das próximas listas de deputados. É da vidinha, aquela coisa que paga as contas no fim do mês, que uma trupe anda a tratar. Rio meteu-se a jeito ao proclamar altos valores, mas depois juntando uma equipa cheia de telhados de vidro. No entanto, basta seguir o que escrevem três jornais, Observador, i e Sol, bem como o que dizem certos profissionais do comentarismo sem contraditório nas televisões para se perceber que há, de facto, uma campanha para derrubar Rui Rio antes das próximas legislativas, esse momento fulcral onde o pilim pode deixar de cair na conta bancária.

Este grupo, estava o país à beira da bancarrota, estabeleceu um objectivo claro: ou havia eleições no país ou no partido. O resultado é conhecido. Na altura tratou de chegar ao poder e é isso mesmo que agora o move. Mesmo que este rumo os afaste ainda mais do poder, se bem  que a cadeirinha no Parlamento fica mais assegurada para alguns.

Alguns partidos, se não todos, são meras máquinas de distribuição das benesses que o poder traz. Pelo caminho, há um país que não passa de um pretexto.»

"Et cum spiritu tuo"!...

Até breve

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Só um cataclismo me fará voltar a votar neste PS!...


O silêncio dos indecentes


«A memória fica anotada e não é renovável. Após dois anos, a primeira emboscada à Geringonça não aparece pela mão das linhas vermelhas do BE ou das ortodoxias do PCP: a primeira traição surge pelos interesses instalados no PS. Após um fim-de-semana seguramente eléctrico, o PS usou do silêncio dos indecentes e coloca-se na casa de partida para a posição "boomerang". O acordo com o BE, negociado, estabelecido e votado favoravelmente em especialidade na passada sexta, foi avocado pelo PS no plenário de segunda para que a votação fosse repetida, possibilitando a alteração do sentido de voto e dando o dito por não aprovado, sem qualquer justificação senão a cedência obscena aos interesses instalados no sector energético.

A conta, essa, sai dos bolsos dos portugueses que, perante o flic flac socialista, deixam de poder poupar 250 dos 400 milhões de euros que, por razões de conveniência, pagamos escandalosamente a mais para as renováveis. Condenados à mais alta factura de electricidade da Europa. Amarrados contra um poste, este é o momento de mais alta tensão na coligação parlamentar e - contrariamente aos especialistas de futurologia do ex-arco da governação e dos bloqueios centrais - é provocado pela falta de capacidade, compromisso e honra de um PS amarrado a um poste, como refém. Muito se diria do BE e do PCP se fossem estes a mudar de opinião após um fim-de-semana eléctrico.

Dividido mas obediente, o que dirá o PS de si mesmo? Poucas são as vozes que contrariam o revisionismo. Ana Gomes, deputada europeia, declara que também votaria a favor da proposta do BE, manifestando o desapontamento. Ascenso Simões, deputado socialista, vota a favor ao arrepio da bancada socialista. E tanto silêncio. Alguém poderá explicar o porquê da EDP Renováveis ter apenas 12% da sua actividade em Portugal enquanto aqui obtém 27% dos seus lucros? É defensável que a energia seja vendida noutros países pela mesma empresa a preço não subsidiado, colocando a nossa tarifa a preços irrazoáveis e sobrecarregando a dívida tarifária das famílias e empresas? Como pode o PS, à semelhança do PSD (que se absteve) e do CDS (que também votou contra), correr na contramão em 48 horas, boicotando a mais do que evidente necessidade de correcção e ajuste às rendas excessivas das eléctricas portuguesas? Tomai, todos, e bebei: esta é parte da factura da privatização da EDP, derramada por nós.»
(Miguel Guedes, Opinião, in JN , hoje às 00:07)


Confesso-me, ainda atordoado, que não sinto em mim de momento capacidade para avaliar, nem sequer aproximadamente, quantos votos de mulheres e homens de esquerda, terá o PS perdido nas próximas Legislativas, com esta cedência obscena aos interesses instalados no sector energético.

Uma coisa tenho por praticamente adquirida, depois desta violência a que António Costa e seus acólitos me submeteram...

Só um cataclismo me fará voltar a votar neste PS!...

Até breve

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

António Costa terá que mandar fechar os portos!...


O caminho que resta a António Costa para restaurar a confiança perdida
29 Outubro, 2017


«Os últimos dias não deixam margem para dúvidas: durante meses, vamos ter reportagens diárias sobre o atraso na recuperação das áreas ardidas, com deputados da oposição a aproveitarem o maná e os canais de TV a seguir-lhes as pegadas, pelo menos até surgirem as cheias ou outras desgraças. O engodo é irresistível, pois por muito que se trabalhe no terreno, descobrir-se-á sempre alguém que ainda espera, um recanto em cinzas onde a reconstrução não chegou. É só ir lá e montar o arraial. 

Se tiver a noção clara de que a renovação da confiança que o País perdeu na acção do Governo é uma tarefa que nunca poderá concluir-se, António Costa seguirá a sugestão de Assunção Cristas e criará uma "unidade de missão" – ou "estrutura de missão", como prefere Marques Mendes – para coordenar os esforços de regeneração do interior. Mas o descrédito é tão forte e a sanha dos adversários é tão grande, que não bastará a Costa arranjar essa equipa interministerial. Não. Há que lhe encontrar um porta-voz, um bom comunicador que semanalmente – ou a toda a hora – dê conta pública do que foi entretanto concretizado. Cansar a oposição, abusando da TV na exibição sistemática da obra feita, é o caminho que lhe resta. E é se quer.»


No meu modesto entender de cidadão preocupado com o "terramoto incendiário" que quase reduziu o país a cinzas, julgo que muito mal andaria António Costa se porventura ousasse escolher um só dos atalhos que Alexandre Pais (AP) aponta nesta sua recente e estranha crónica. Tal corresponderia, pelas armas que entregaria aos seus inimigos e detractores políticos, a um real e tão óbvio suicídio político, que nem os próprios algum dia seriam capazes de o admitir.

Numa coisa entendo que AP terá absoluta razão: António Costa deverá de imediato riscar da sua agenda, o desgaste a que está a sujeitar a sua própria imagem de 1º Ministro em termos comunicacionais, fazer do seu gabinete, esse sim, o quartel-general da sua acção e entregar ao melhor, arguto e fiel comunicador a missão que até agora julgou erradamente competir-lhe.

Quanto ao que verdadeiramente importará na sua acção futura, aquilo que "irrevogavelmente" lhe poderá permitir a "renovação da confiança que o País eventualmente possa ter perdido na acção do seu Governo", não ficará muito longe do verdadeiro caminho, se for capaz de beber na nossa História, os ensinamentos que por lá encontrará datados de 1755, protagonizados por políticos cuja estirpe se deverá preocupar em imitar nesta hora tão difícil, quanto a que então o país e particularmente Lisboa terão vivido, ocupando o Marquês de Alorna, secundado pelo Marquês de Pombal e o seu inteligente, esforçado e dinâmico séquito de arquitectos e engenheiros, lugar de destaque na prossecução imediata, eficaz e rigorosa  do lema redentor:  "sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos"!...

"Sepultar os mortos" significará sempre e incontornávelmente, que de nada adiantará ficar reclamando e chorando o passado. É preciso sepultá-lo, colocar o passado debaixo da terra. Pouco ou nada valerão as sindicâncias para apurar os culpados, nem adiantará continuarmos a discutir como teria sido a catástrofe se as acções tivessem sido as mais correctas. É preciso enterrar os mortos. E a verdade é que muitos de nós revelamos um prazer quase mórbido e uma enorme dificuldade em enterrar os mortos. Ficamos anos e anos em atitude de um eterno velório. Passada a desgraça que sobre nós se abateu, lembre-se, a primeira coisa a ser feita é enterrar os mortos.

"Cuidar dos vivos" significará que depois de enterrarmos o passado, teremos que cuidar do presente. Cuidar do que ficou vivo. Cuidar do que sobrou. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou da catástrofe. Cuidar dos vivos significará reunir pessoas e bens que sobreviveram à desgraça que nos abalou e reaproveitá-los de forma a servirem para a reconstrução, para o novo. Com energia e muita esperança precisamos, em segundo lugar, de cuidar dos vivos.

"Fechar os portos" significará depois, não permitir nunca mais portas abertas para que os mesmos problemas nos possam vir a afligir no futuro, ou outros parecidos nos venham estorvar a acção, enquanto estamos a cuidar dos vivos e a salvar o que restou da catástrofe.

"Fechar os portos" também significará, necessária e finalmente, que sempre que estamos debaixo da inclemência de uma calamidade,  os nossos adversários e inimigos se aproveitam da nossa fragilidade e eventuais, naturais e humanas desesperança e fraqueza. Se deixarmos os nossos portos abertos, quase pela certa que nos veremos obrigados  a ter que lutar contra os invasores, vampiros e abutres que hão-de tentar banquetear-se com a nossa desgraça...


É por isso que António Costa terá que mandar fechar os portos!...

Até breve