quinta-feira, 1 de junho de 2017

Je suis "O jumento"!...

A lição

«O último ano e meio merece uma reflexão profunda, quer no plano político quer no da política económica. Pela primeira vez um governo formado e apoiado exclusivamente à esquerda adopta uma política de austeridade conseguindo reduzir o défice a níveis históricos, conseguindo níveis surpreendentes de criação de emprego e de crescimento. Foi um ano e meio em que se derrubaram tabus e preconceitos e com sérios motivos para reavaliar algumas certezas no domínio da política económica.

É possível o Estado ser gerido com rigor e austeridade com diálogo e consenso, é possível conciliar austeridade com equidade, é possível adoptar uma política de reequilíbrio das contas públicas sem comprometer o crescimento económico. Comparando o que este governo fez em ano e meio com o que se viu anteriormente é evidente que estamos perante uma política económica conduzida com competência, por oposição a uma política económica velhaca que em vez do progresso colectivo estava orientada para que uns enriquecessem à custa de outros.

Ainda há poucos meses Passos dizia que os investidores só confiavam na direita, um tabu defendido por uma direita imbecil, convencida de que os investidores só apostam em Portugal quando personagens como Cavaco, Passos, Marques Mendes, Durão Barroso e outras estão no governo. Um segundo tabu que foi derrubado é o de que a direita é mais competente e rigorosa do que a esquerda. 

Quando Passos ganhou a eleições o seu “progenitor” Miguel Relvas chegou a declarar que com a direita portuguesa no governo as agências de rating não tardariam a tirar a dívida portuguesa do “lixo”. Foi o que se viu, é com um governo de esquerda que a Comissão Europeia, de uma Europa maioritariamente governada pela direita, retirou Portugal do procedimento dos défices excessivos e apela às agências de rating para uma revisão urgente da notação atribuída à dívida portuguesa. O economista tantas vezes gozado pela direita portuguesa é hoje reconhecido como um candidato à presidência do Eurogrupo.

A economia cresceu, o país está confiante, os investidores internacionais voltam a olhar para o país, as exportações cresceram apesar das dificuldades em mercados como o de Angola, Venezuela e Brasil. Tanto a direita como a esquerda terão muito para aprender, terão muitos preconceitos e tabus para abandonar. A direita e os seus economistas terão de perceber que em economia não há verdades absolutas e que as suas escolas não são melhores do que as dos outros. A esquerda tem de aprender que os trabalhadores têm muito mais a ganhar com crescimento económico e uma gestão rigorosa e competente do estado, do que com défices descontrolados e gloriosas lutas laborais
(in O Jumento)

Não deflagrou nenhuma "bomba" neste blog, mas haverá muita gente chamuscada!...

Je suis "O jumento"!...

Até breve

terça-feira, 25 de abril de 2017

"O cravo não é um guarda-chuva"!...




Dentro de poucos dias completar-se-ão três anos sobre o dia em que, devidamente acondicionado, me chegou a casa, depois de expedido pelo próprio autor que, juntamente com outras obras suas, havia patrocinado a exposição "Revoluções e Revolucionários" de comemoração do 40º aniversário da Revolução de Abril, levada a cabo pela Câmara Municipal de Marco de Canavezes.

Arrebatadamente apaixonado pela obra, tinha lamentado alguns dias antes, com tristeza e perante o autor e meu amigo "facebookiano", a minha mais do que provável incapacidade financeira para a sua aquisição. Olhe que não, amigo, olhe que não! Então, como assim? E do outro lado veio o preço. Em números tão redondinhos e atraentes, embora um pouco acima da "uva mijona", que fechei os olhos e lhe retorqui: o quadro é meu! Será concerteza, bastará que a minha conta bancária mo confirme em três dias! Claro que a decisão estava tomada e a conta confirmou. E passada uma semana a história terminou como acima a iniciei...

Sempre que me assaltam os medos e os ventos do regresso àqueles 28 anos que passei em ditadura, sento-me em frente a esta obra que me envaidece e faz estremecer por dentro e deixo escorrer pela face lágrimas irmãs daquelas que não fui capaz de conter durante aquele dia de há 43 anos, passado inteirinho agarrado ao televisor!...

O título continua a ser aquele que Marinho Neves escolheu e no qual, apesar dos meus medos e por causa de tantos ventos que por vezes varrem a nossa terra, continuo a acreditar, embora pelo rabo do olho continue de pé atrás...

"O cravo não é um guarda-chuva"!...

Até breve 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Dar a volta à sua gente!...


Lagarde  e Teodora mais optimistas: afinal economia portuguesa acelera este ano (LINK)


Afinal para desespero das duas "velhas agoirentas" e de muitos outros "velhos macumbeiros" que dentro de portas e lá por fora até com os dedões dos pés fazem figas, a "geringonça" vai coleccionando "centenas" de números agradáveis, enquanto vai prosseguindo a limpeza da "merda" que encontrou!...

Uma pena que no meio do relativo sucesso daquilo a que prefiro chamar "besidróglio" e que os dicionários referem com muita substância, como importante fonte de comida de ovelhas, carneiros, bodes e cabras, a Francisca Eugénia ainda não tenha conseguido... 

Dar a volta à sua gente!...

Até breve

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Escutar a resposta no vento!...


Luís Paulo Rodrigues
4 h

                


Sim. Não nos restará outra alternativa que não seja...

Escutar a resposta no vento!...

Até breve

A caminho da canonização!...


São o orgulho de um povo: já intercederam, intercedem e hão-de interceder um dia por nós! São Cócó, São Ranheta e São Facada...

A caminho da canonização!...

Até breve

segunda-feira, 3 de abril de 2017

quarta-feira, 1 de março de 2017

Ó Domingues, some-te, vai para longe e deixa-nos em paz!...


Começo com uma declaração de interesses: eu gosto do desajeitado Centeno! E ao classificá-lo assim apenas tenho em conta que, a meu ver, o homem não terá o mínimo jeito para ser político, entendendo-se essa faceta como aquela habilidadezinha que os "animais tarimbados nessa selva" evidenciam para produzirem em frente a uma cãmara, microfone, ou no meio dos seus pares, as maiores diatribes e conseguirem sempre levar a água ao seu moinho sem que se engasguem, lhes trema a voz ou dirijam o seu olhar para cima à esquerda. O homem não terá nascido com esse predicado e então é vê-lo a meter os pés pelas mãos em todas as vertentes comunicacionais, negociais e, afinal, em tudo o que não sejam números. Porque aí, goste-se ou não e pese embora a imensa cáfila de detractores que pululam na Direita mais retrógrada da Europa e arredores, o homem é uma máquina a fazer contas - e contas certas, como todos não deixarão de reconhecer, por cá e por essa tal Europa e arredores.

Não me terá surpreendido por isso que o rídículo namoro em que embarcou com o Domingues tenha acabado por dar no que deu: quando um "inocente zé colmeia" se mete com uma "rata velha de esgoto", será certo e sabido que acorda com metade do nariz roído!... 

Obviamente que um outro qualquer "maduro" da política não se teria espalhado ao comprido como Centeno e teria cortado pela raiz o "pecado emergente", dizendo com a maior das descontracções, calma e ênfase do mundo, "desculpem, equivoquei-me, azar meu"! Mas Centeno, "democraticamente", permitiu que jornais e televisões especialistas, fossem construindo meticulosa e maquiavelicamente, episódio sobre episódio deste imenso folhetim que tem vindo a provocar a náusea e o vómito a quase 10 milhões de portugueses e a mim, tão particularmente, que me vi agora obrigado a passar por aqui para deixar um lancinante apelo...

Ó Domingues, some-te, vai para longe e deixa-nos em paz!...

Até breve