sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Cumprir Abril com o passo certo?!...



Quanto mais o pinóquio laranja amarga mai-la pindérica garnizé de crista roxa insistem em aparecer a qualquer hora do dia ou da noite nas televisões, mais os números das sondagens se viram contra eles!...

O PS além de ser a força política a contabilizar mais votos se as eleições tivessem lugar neste momento, alcança pela primeira vez nesta sondagem um total de intenções de voto igual à soma dos dois partidos de Direita que, com o apoio da Esquerda, atirou para bem longe do poder. 

Se a esta circunstância somarmos um outro facto tão ou mais significativo ainda, de os três partidos de esquerda que constituem a maioria parlamentar que suporta a famigerada e apelidada por Paulo Portas de "geringonça", começarem a apontar para que possa vir a ser alcançada nas próximas eleições uma maioria absoluta nunca verificada desde a madrugada redentora de 25 de Abril, então um novo desafio será colocado a Paulo Portas: encontrar na língua portuguesa o antónimo de "geringonça" que ela ainda não possui e que signifique qualquer coisa com a qual o povo se identifica!...

CUMPRIR ABRIL COM O PASSO CERTO???!!!...

Até breve

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

E... a tempestade há-de passar!...


É amarga, mas justa, a lição que Donald Trump acabou de nos dar

Trump ganhou. Nós perdemos. Por nós quero eu dizer os meios de comunicação social dos EUA e da Europa. Segundo as histórias que nós contámos aos leitores e uns aos outros o que acaba de acontecer era impossível.

As nossas sondagens e opiniões – incluindo as minhas – não só se enganaram redondamente como contribuiram para criar um perigoso unanimismo que fez correr uma cortina de fumo digno dos propagandistas oficiais dos estados totalitários.

Eu leio todas as semanas duas revistas conservadoras americanas – The Weekly Standard e National Review. Leio todos os dias o igualmente pro-Republicano Wall Street Journal. Em nenhum deles fui avisado que Trump poderia ganhar.

Sinto-me vítima de uma conspiração – não da parte de Trump mas da parte dos media. Aquilo que aconteceu não foi a cobertura das eleições americanas, mas antes uma vasta campanha publicitária a favor de Hillary Clinton onde até revistas apolíticas como a Variety participaram.

Donald Trump foi sujeito à maior e mais violenta campanha de ataques pessoais que alguma vi na minha vida. Todos as principais publicações alinharam entusiasticamente. Sem recorrer a sites de extrema-direita o único site que defendia Trump foi o extraordinário Drudge Report. Foi só através dele que comecei a achar – e aqui vim dizer – que o eleitorado reage sempre mal às ordens paternalistas dadas por uma unanimidade de comentadores, jornalistas e celebridades.

A eleição de Donald Trump foi um triunfo da democracia e uma derrota profunda dos meios de comunicação social.

Claro que Trump não é nenhum outsider. É um bilionário que sempre fez parte da ordem estabelecida, da elite que dá as ordens e manda na economia dos EUA. É um amigo de Hillary e Bill Clinton que só se tornou ex-amigo porque lhe deu na gana ser presidente dos EUA.

Agora é. Conseguiu o que queria. Há-de voltar as costas ao eleitorado que o elegeu logo que perceba que a única coisa que esse eleitorado tinha para lhe dar já foi dado: os votos de que ele precisava para ser eleito.

Já fez o elogio de Hillary Clinton. Já disse que vai representar todos os americanos. Vai-se tornar lentamente um republicano moderado e liberal. Os oportunistas têm sempre essa vantagem da metamorfose.

Trump ganhou contra grande parte do Partido Republicano mas foi graças a ele que o Partido Republicano manteve a maioria no Senado e no Congresso. Se Trump fosse o populista aventureiro que finge ser aproveitaria para minar o sistema político vigente, tirando partido do poder político pessoal que agora tem.

Mas não fará nada disso. O Partido Republicano tem agora tudo na mão.

Trump presidirá à complacência do poder político instalado, do poder recuperado das mãos de Obama. O velho sistema político será reforçado e os beneficiários serão os de sempre: os que menos precisam.

E os media? Que vamos nós fazer? Continuar em campanha? Continuar a enganarmo-nos e a enganar quem nos lê?

Mostrarmo-nos surpreendidos e atónitos não chega. Só revela o mau trabalho que fizemos. Dizer que foi um choque, que ninguém estava à espera só aponta para o mundo ilusório onde reside a nossa própria zona de conforto.

Não é Trump que tem de dar uma reviravolta. Somos nós. Trump ganhou porque foi eleito. Nós perdemos porque fomos derrotados pelos nossos próprios preconceitos e pelo excesso de zelo com que perseguimos a vitória de Hillary Clinton.

É um dia feliz para Donald Trump e para a maioria que o elegeu. Para nós é um dia triste e, do ponto de vista profissional, pelo menos para mim, vergonhoso.»
(Miguel Esteves Cardoso, Opinião, in Público)


Miguel Esteves Cardoso oferece-nos nesta sua crónica acabada de chegar ainda a fumegar de teclas batidas com o espanto e a decepção semelhantes aos que a quase todos nós assistem neste momento.

MEC assume a sua e nossa derrota. E mostra sem constrangimento ou preconceito as suas e nossas feridas. Mas suaviza-as com o bálsamo da lucidez que talvez nos falte nesta hora quase universalmente dramática. Nem ele saberá o bem que nos trazem as suas palavras.


Donald Trump não será o Adolf Hitler moderno. Não poderá fazer tudo aquilo que o "führer" pôde fazer ante a alienada e unânime saudação nazi do Partido Nacional-Socialista Alemão. O Partido Republicano sob a bandeira do qual acaba de ser eleito e a quem o povo americano, ironicamente, acaba de entregar plenos poderes - maioria incontornável no Senado e no Congresso! -  na política americana, não permitirá que um louco governe o mundo...

Esse mundo globalizado que nos envolve, certamente que será abalado. Como o confirmam já os indicadores que nos chegam dos mercados financeiros e bolsistas de todos os continentes. Mas o espectro da recessão económica americana e a sua repercussão a nível global, que os prognósticos de inúmeros especialistas já apontam para 2018, será o colossal alerta para que o Partido Republicano proceda com Trump, como no passado os "cowboys" procederam com os "mustangs" das pradarias americanas...

E... a tempestade há-de passar!...

Até breve

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Atrás dos tempos vêm tempos e outros tempos hão-de vir"!...



Os taxistas são os melhores amigos da Uber

Chegou agora a vez de a revolução digital atingir o negócio dos táxis.

«Há uma certa ironia no facto de os taxistas terem decidido barricar-se na zona do aeroporto – precisamente o lugar de Lisboa que ao longo dos anos mais contribuiu para destruir o prestígio da sua profissão. Há muito que o sector do táxi perdeu a guerra da imagem e da civilidade, e para isso basta comparar a linguagem do senhor Florêncio da ANTRAL com a postura dos responsáveis portugueses da Uber e da Cabify. Esse é um dos seus mais graves problemas: tirando a defesa tímida por parte do PCP, os taxistas estão sozinhos. Muitas profissões já foram profundamente atingidas, há mais de uma década, pela evolução tecnológica. Lojas online, sites de partilha, de música a apartamentos, plataformas de marcação de viagens, homebanking, jornais digitais, ascensão das redes sociais, tudo isto afectou de forma dramática inúmeras profissões. Outras, em compensação, nasceram. Chegou agora a vez de a revolução digital atingir o negócio dos táxis. É o fim de um monopólio, que dói aos que dele usufruíram, mas que é altamente favorável para o consumidor.

Um táxi é um meio de transportar um cliente do ponto A ao ponto B. Eu sei que isto parece óbvio, mas há quem tenha enormes dificuldades em lidar com a obviedade. Da mesma forma que muitos esquecem que as escolas servem para ensinar alunos e não para empregar professores, no caso dos táxis muitos esquecem-se que eles existem para transportar clientes e não para empregar taxistas. Quando alguém inventa uma nova forma de transportar um cliente do ponto A ao ponto B e o cliente gosta dessa nova forma, a sequência lógica, numa democracia que acredita no mercado e na livre iniciativa, não é ilegalizar tal transporte, mas, pelo contrário, integrá-lo na economia, promovendo a concorrência.

Sei que os taxistas dizem que não se opõem à concorrência – apenas se opõem à concorrência desleal. Mas as vantagens dos táxis continuam a ser imensas. A haver concorrência desleal seria a deles. Sim, os motoristas da Uber e da Cabify têm menos horas de formação, cobram os preços que entendem e não têm de estar preocupados em pôr autocolantes nos vidros dos carros. Mas os táxis têm inúmeros benefícios fiscais (redução do ISV, isenção do IUC, dedução das despesas no IVA, majoração em sede de IRC), não estão sujeitos à factura electrónica, têm um alvará que pode ser transaccionado por dezenas de milhares de euros, têm faixas Bus para circular, praças para estacionar e, sobretudo, são o único serviço que se pode apanhar no meio da rua com um braço no ar. Com este enquadramento, a ideia de uma concorrência desleal por parte da Uber e da Cabify é absurda.

Os taxistas apostam agora numa nova palavra: a “contingentação”. Eles querem definir um numerus clausus para a Uber e para a Cabify. Mas se é evidente que o serviço de táxis, que tem praças exclusivas e vias de circulação próprias, precisa de ter um contingente limitado, não há qualquer razão para que um carro que se limita a circular pela cidade, como qualquer automóvel, tenha de seguir as mesmas regras. “Quantas viaturas podem estar ao serviço?”, perguntam os taxistas. Pois eu pergunto: quantos restaurantes podem estar ao serviço? Quantas mercearias? Quantas livrarias? Quantos bares? Quantas casas podem ser arrendadas? E quantas podem ser vendidas? Esta resposta não é dada por mim, por si ou pelo governo. A resposta é dada pelo mercado. Um mercado que deve ser regulado. Que deve ser legal. Mas que deve, sobretudo, ser livre.»
(João MIguel Tavares, Opinião, in Público)

Pese embora o facto incontornável de os afectos de índole familiar bulirem com a apreciação que venho fazendo da ainda curta mas inteligente e arejada carreira jornalística de João Miguel Tavares, creio haver uma substancial e natural diferença entre as nossas concepções de mundo.

Nesta condição quase diria que será mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que encontrarmos pontos de consenso entre a forma como cada um de nós olha para o mundo que nos envolve. Será sempre difícil, mas a sua crónica de hoje no jornal Público acaba de provar que... impossível é nada!

De facto, a visão específica que JMT expõe nesta sua soberba crónica sobre a questão que tem marcado a actualidade social e política deste naco de terra ocupado por "gente que nem se governa, nem se deixa governar", constituirá o paradigma perfeito da sintonia que sempre será forçoso admitir entre duas pessoas de posições filosóficas aparentemente opostas.

A luta dos taxistas, por corporativa, anacrónica e injusta, só poderá terminar em derrota de consequências desastrosas!...

"Porque atrás dos tempos vêm tempos e outros tempos hão-de vir"!...

Até breve

sábado, 8 de outubro de 2016

Agora orgulhosos e com uma lágrima ao canto do olho!...



O primeiro padrão que Portugal volta a colocar no Mundo, depois dos Descobrimentos, deve-se às qualidades ímpares universalmente reconhecidas de António Guterres. Nós por cá continuaremos, pobres e tristes... 

Agora orgulhosos e com uma lágrima ao canto do olho!...

Até breve

domingo, 14 de agosto de 2016

Estamos fartos de "ver arder e chorar depois"!...


A TESE DO FOGO POSTO ESCONDE O QUE NÃO FOI FEITO


«O truque repete-se e a tragédia também: temos já metade da área ardida da UE. Impotentes perante a calamidade, os responsáveis pela organização do combate recorrem à gasta tese do fogo posto. Foi o que fez há dias, na RTP, Jorge Gomes, secretário da Administração Interna, ao lançar a suspeita de crime sobre os sinistros que se iniciam de noite.

Tenta-se, desse modo, tirar o foco do que não se fez: a limpeza das matas e dos espaços à volta das casas, e o reforço da vigilância, com recurso a equipamento actualizado de detecção, como pediu, pela enésima vez, Jaime Marta Soares, presidente da Liga de Bombeiros, antes de aderir à ideia do fogo posto, apresentando uma nova tese conspirativa, a do “terrorismo”.

Assim se adia o debate sobre as medidas – que vão de uma solução para os terrenos abandonados até à regulação adequada das espécies florestais ou à reflorestação das áreas ardidas, que é quase inexistente – a tomar de acordo com a ciência e com os especialistas, e não através de opiniões avulsas, de autênticos “achódromos”, de políticos obcecados com a restrição dos meios.

O fogo é um inimigo feroz que só pode ser combatido com uma estratégia nacional que sobreponha a intervenção às falinhas mansas e imponha o dever cívico e a lei à nossa atávica indiferença pela segurança: só agimos, se formos obrigados. E não queremos mudar – preferimos ver arder e chorar depois.»
(Alexandre Pais, in Quinta do Careca)

Palavras sábias as deste velho jornalista tarimbado em questões ligadas ao Desporto, mas sempre atento e revoltado com esta sociedade a que pertence e recusando que o obriguem a pertencer àqueles "abomináveis homens das neves" que o general Sertório terá definido magistralmente como "gente que nem se governa nem se deixa governar"!... 

O discurso do Presidente da República também apontou há dias no mesmo sentido e seria bom que António Costa não fosse cego nem surdo perante a realidade...

Estamos fartos de "ver arder e chorar depois"!...

Até breve

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Chamar os bois pelos nomes!...


«O juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra que deu provimento a duas providências cautelares contra o fim dos contratos de associação, tem uma filha que frequenta um colégio privado, que usufría de um contrato com o Estado até este ano.»
(in Expresso online, em 02/08/2016)

Não conheço o senhor doutor juiz Tiago Lopes de Miranda, meretíssimo juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, de lado nenhum. Mas como qualquer cidadão comum sempre me animou o desejo de poder chamar os bois pelos nomes.

Nessa condição, após ler a notícia que acima "linkei", carreguei com natural impetuosidade no acelerador do meu motor de busca preferido, com o propósito de conseguir uma associação entre nomes e bois que me permitisse um dia destes, na eventualidade de me cruzar na baixa de Coimbra com tal proeminente e justa pessoa, poder dar asas ao meu pensamento, que machado nenhum alguma vez terá o privilégio de cortar a raiz, e poder interiorizar a definição do homem, do magistrado, do cidadão...

Mas os jornalistas do Expresso há muito que sabem do que a "casa" gasta e, embora todos os caminhos do motor de busca fossem dar a Roma, e a imagem que acima decidi deixar e que invariavelmente me surgiu associada ao tão badalado processo e em que porventura um bom pai, de repente, se viu a braços com uma decisão no mínimo suspeita, vinda de um magistrado cuja ética o deveria levar a pedir a escusa ao processo que, quiçá os deuses, decidiram colocar nas suas mãos, em caso algum continha a legenda com o nome do meretíssimo.

Decidi adoptar o método dos jornalistas do Expresso, confessando a minha impotência de conseguir...

Chamar os bois pelos nomes!...

Até à próxima


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Marcelo Rebelo de Sousa com a coragem de reparar a ignomínia de quem o antecedeu!...



O Presidente da República atribuiu, esta quinta-feira, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique a Salgueiro Maia, num gesto de «reconhecimento da pátria portuguesa», afirmando que nunca é tarde para a «reparação histórica»(LINK).

Marcelo Rebelo de Sousa com a coragem de reparar a ignomínia de quem o antecedeu!...

Até breve