terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Vencimentos de Cargos Políticos

 
Para quem pretenda entrar actualmente, no gigantesco mundo da remuneração dos vários cargos políticos em Portugal, constatará que ela está distribuída por vários Estatutos, com inúmeras referências a uns e outros - a intencionalidade de tão óbvia chega a ser chocante! - que dificultam uma leitura clara dos valores e regalias envolvidos.
Mas ao maquiavelismo de uma classe política desacreditada e sem vergonha, responde a sociedade com as armas da inteligência, do trabalho, do esforço e da dedicação, desmontando toda a estratégia de quem jamais compreenderá o significado do bem comum, da dignidade e da justiça social.
Chegou-me hoje às mãos uma verdadeira obra prima, que poderá servir a todos aqueles que com dignidade, continuam a recusar encolher os ombros. Pela sua extensão e complexidade, deixo-vos aqui somente o caminho. Percorrê-lo será decisão de cada um:
 
 
 
Até breve
 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sertório tinha razão !!!...

 
No Museu do Vaticano, a famosa dupla escada em espiral é uma das mais fotografadas do mundo, e certamente uma das mais belas. Projetadas por Giuseppe Momo em 1932, as escadas são duas hélices distintas, uma que conduz para cima e outra que conduz para baixo, que se torcem juntas numa dupla hélice. Quem sobe não se encontra com quem desce! Mal sabia o Vaticano, que esta formação viria a representar a própria vida, com a descoberta da dupla fita de DNA helicoidal.
Em Portugal com o "ilustre" patrocínio de uma "esfíngica figura" que tivemos a desdita de "plantar" em Belém, o Povo português vai assistindo, por enquanto de forma branda apenas entrecortada por ligeiros arrufos de indignação, à construção por parte da última geração de um neo-liberalismo bacoco e incompetente, que também tivemos a desdita de colocar e do mesmo modo democratico e estúpido, em S. Bento, de uma "espiral" em tudo semelhante à que Momo criou há quase um século.
É também uma dupla espiral que, desafiando as leis do equilíbrio social, pretenderá que num sentido subam até aos céus uns milhares de privilegiados que já antes roçavam as nuvens e no sentido inverso, desçam até ao fundo dos infernos da indigência, o que faltará dos 10 milhões de desgraçados que também tiveram a desdita de nascer para constituir esta singular gente, que Sertório há mais de dois mil anos definiu como "incapaz de se governar ou se deixar governar".
Com uma "manifestaçãozita", este Povo simplório e brando, impediu que umas simples e ridículas centenas de milhões de euros, transitassem directamente dos bolso de quem trabalha, para os bolsos daqueles que vivem "sugando o fresco sangue da manada". E foi o fim da famigerada TSU!
Hoje, primeiro dia útil de trabalho de 2013, em que o mesmo Povo semeou a rodos tanta esperança e ilusões,  todos pudemos assistir ao anúncio de uma transacção ainda mais descarada e insultuosa, que ultrapassa largamente os 1.000 milhões de euros, directamente do erário público, para os bolsos de meia dúzia de banqueiros do BANIF. E porque a linguagem já foi comunicacionalmente mais atenta e cuidada, este estupor de Povo nem um ai disse! 
Decididamente, Sertório tinha razão !!!...
 
Até breve.
 

Até ao fim do mandato ?!...


A esfinge nunca se engana e... muito raramente tem dúvidas!... Desta vez parece ter algumas dúvidas, mas, não vá o diabo tecê-las, há que sacudir a água do capote: uma no cravo, outra na ferradura e lá se vai aguentando! E o Povo também aguenta! Ai aguenta, aguenta...
Mas quanto custa esta encomenda ao Povo, para andar por ali a fazer de conta?!... Faz de conta que está contra a linha neo-liberal deste (des)governo, grita cobras e lagartos sobre quase tudo o que vai levando à prática, mas no fim... promulga-lhes o Orçamento para 2013, porque sim!... Se alguém tinha dúvidas, neste primeiro dia de 2013, elas ficaram desfeitas: este engravatadinho, pensa mesmo que nós, os portugueses, somos todos estúpidos.
Malditas cadeiras de Belém! São piores que umas famosas pilhas! E já agora, são como este desgraçado Povo, ai aguentam, aguentam! Até ao fim do mandato?!...
 

Até breve

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Pedofilia exige um polícia, nunca um bispo !!!...

 
Nada me envergonha, antes muito me orgulha, este meu jeito de estar de acordo com a inteligência, a modernidade, a lucidez e o humanismo que imanam de mentes sãs de mulheres e homens da minha geração que tiveram o privilégio - terá sido desdita?! - de nascerem neste pequeno torrão onde também vim ao mundo.
Daniel Oliveira, sendo algo mais novo que eu, é no entanto, o exemplo modelar da gente que aprecio e aplaudo e que me orgulho de acompanhar, nesta finita viagem para a qual nenhum comprou bilhete, mas que todos tentamos cumprir com dignidade. Não me canso de exaltar a sua honestidade intelectual, o seu humanismo, a sua solidariedade, a sua visão crítica da podridão que nos envolve e nos governa. Deixo-vos aqui, mais um dos seus sublimes pensamentos que publicou, porque cada vez se torna mais importante e urgente compreendermos aquilo que nos rodeia a todos:

Se souber de um caso de "pedofilia" fale com um polícia, não com um bispo

Depois de serem públicas as acusações ao vice-reitor do Seminário do Fundão, Catalina Pestana falou à comunicação social da existência de pelo menos cinco padres em Lisboa responsáveis por abusos sexuais de menores. Disse que há muito tinha denunciado os casos à hierarquia da Igreja. Ela e o psiquiatra Álvaro de Carvalho teriam dirigido, em 2010, uma carta a José Policarpo e a Jorge Ortiga. Terão proposto aos dois "uma conversa discreta".
José Policarpo negou que alguma vez tenha sido informado e o bispo de Braga apenas confirmou que a ex-provedora da Casa Pia lhe falara genericamente da existência de "pedofilia" na Igreja, sem especificar qualquer caso. "Disse-lhe claramente que, se tivesse casos concretos, os denunciasse, os apresentasse aos bispos locais", garantiu Jorge Ortiga. E concluiu: "Tive oportunidade de lhes dizer que a Igreja cuidou e cuidará deste caso com a serenidade e com a responsabilidade que a gravidade dos problemas em si exige". Numa das denúncias apresentadas, apenas na semana passada, por Catalina Pestana ao DIAP, em que está envolvido um padre no activo, sabe-se que a família terá chegado a transmitir o caso ao Patriarcado sem nunca chegar a saber o que a Igreja fez.
Não tenho razões para pensar que haja mais casos de abusos sexuais de menores no interior da Igreja Católica do que em qualquer outra estrutura da sociedade. A Igreja, enquanto tal, não abusa de menores. E não me parece que promova tais abusos. A culpa de Igreja tem sido outra, um pouco por todo o Mundo: o encobrimento dos casos, permitindo que os responsáveis por um crime grave não sejam punidos.
Basta olhar para o comportamento de Catalina Pestana, de Álvaro de Carvalho e de muitas famílias para saber que este encobrimento tem uma origem cultural profunda. Todos, a não ser às famílias das alegadas vítimas no Seminário do Fundão, acharam que estariam a cumprir a sua obrigação apenas comunicando à hierarquia eclesiástica, e não à justiça da República, a existência destes crimes. Como se os católicos aceitassem a ideia de que a Igreja é um Estado dentro do Estado e cabe a ela, e não à justiça, tratar destes casos.
A cultura de encobrimento, que tantos dissabores tem dado à Igreja, é aceite pelos fiéis. Que, sem o saberem, se tornaram, durante décadas, cúmplices da impunidade. Essa cultura, e não qualquer generalização da "pedofilia" entre os padres, é verdadeiro problema da Igreja. E está longe de se resumir à pedofilia. É profunda e resulta de uma dificuldade mais geral, que acompanha parte da comunidade católica: a de aceitar que vivemos num Estado laico. E que os crimes comuns não estão nem têm de estar na alçada dos poderes eclesiásticos. A dificuldade em aceitar que um padre, antes de ser padre, é um cidadão, é o que levou milhares de crianças que estavam ao seu cuidado a terem de esperar muitos anos até verem a justiça feita. Foi o tempo que demorou para que os seus segredos fossem conhecidos fora da Igreja.
Lição: se souber de um crime de um padre, é com um polícia ou um magistrado, e não com um bispo, que deve falar. Os bispos tratam da fé. Da lei trata o Estado!...

Até breve

sábado, 22 de dezembro de 2012

Portugal está sózinho no Acordo Ortográfico !...

 
 O Brasil prepara o adiamento da entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico, como aqui poderá ser apreciado.
Dentro da mesma linha, o escritor Mário Cláudio, Prémio Pessoa 2004, um dos nomes que se tem oposto ao actual acordo ortográfico, vem aqui alertar para o facto de que não se pode estar sempre a promover alterações à ortografia portuguesa.
Entretanto o PCP tomou a iniciativa de propor na AR a criação de "um polo de dinamização" do debate em torno do acordo ortográfico e que se ouçam diversos sectores sobre o tema. O PCP diz que Portugal "está sozinho" no acordo ortográfico.
Por mim, estou como a "esfíngica figura", espero pelos fatos!...
 
Até breve
 
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Caridade, Solidariedade, Fome e Carência Alimentar




A diferença entre caridade e solidariedade, fome e carência alimentar e tantas outras dicotomias redutoras que envolvam as necessidades de qualquer ser humano, estará na forma como cada um de nós olha para o mundo e muito particularmente para o próximo.
Isabel Jonet, a presidente do Banco Alimentar contra a Fome, enquanto ao longo de anos e anos foi respondendo com silêncio, altruismo e muito trabalho, aos apelos dos necessitados deste país, foi modelar e entrou nos nossos corações. No dia em que entendeu "botar faladura" e qual sapateiro, foi muito para além do chinelo, "borrou a pintura toda" e colocou a nú egocêntricas características de personalidade e inimagináveis defeitos de carácter.
Entre todos aqueles que por esse país fora se indignaram com as suas afirmações e com a sua absolutamente incorrecta concepção de mundo e que vieram a terreiro explicar os porquês da sua justa indignação, destaco Daniel Oliveira, que aqui deixou liminarmente, aquela que julgo ser a melhor de todas as reflexões que me foram dadas apreciar.
O vídeo com que rematou o seu texto, como ele próprio afirma, não precisa de ser suportado por comentários. Ele queima em lume brando, tanto as concepções de Isabel Jonet, quanto a demagogia e o charlatanismo da canalha que nos governa.
 
Até breve