sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"No pasa nada" ?!...



A renúncia de Cavaco


 

Não sei se Cavaco Silva anda a correr pela casa fora com uma bola de cocó que tirou do próprio rabo momentos antes. Ou se o funcionário não chega a tempo de lhe mudar a fralda, que acaba de vazar naquela altura. Ou se ele, sentado no sofá, passa horas a fio a rasgar metodicamente pilhas e pilhas de jornais e revistas antigas (as tais que nunca leu).
Não sei, dispenso os detalhes sórdidos, mas quero saber do que realmente importa. Se o meu Presidente da República ficou maluquinho depois da visita do sr. Alzheimer ou do sr. Parkinson, eu tenho o direito de saber. Já para isso vivemos numa República: para não termos de esperar que o nosso representante máximo morra ou fique totalmente incapaz. Há uma coisa que se chama renunciar ao mandato. E se o Presidente da Republica não está em condições de continuar, é bom que comece a pensar no assunto.
Acumulam-se os indicios de que algo nao vai bem. Definitivamente, uma parte do baralho desapareceu e, nestas coisas, é improvável que regresse. Vamos todos continuar a fingir durante mais 4 anos que não se passa nada?
 
Quero aqui deixar apenas três afirmações: não votei em Cavaco Silva, concordo em absoluto com Ricardo Santos Pinto e durante toda a minha vida nunca fui dado a fingimentos!...
 
Até breve
 
 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Alzheimer, ou mais complicado do que isso ?!...

in "devida comédia"
 
Pela forma violenta com que desabaram na sociedade portuguesa, as palavras monstruosas da "esfíngica figura" plantada em Belém, provocaram um movimento sísmico cujas ondas de choque estarão bem longe de se extinguir segundo as fórmulas da física e será difícil de prognosticar até onde irão e os efeitos que eventualmente possam provocar.
Chamo a vossa atenção para um post curioso de Miguel Carvalho no seu blog "a devida comédia",  intitulado "A verdade, p.f.", cujo caminho aqui vos deixo e de que destaquei o trecho a seguir:
 
... Ora, se Cavaco pretende maquilhar a memória e fazer-nos passar por idiotas, a resposta deve ser dada no campo do debate e do confronto de ideias. Já. Sem compassos de espera. Lembrando-lhe, olhos nos olhos, as suas responsabilidades. Os silêncios e dislates ruidosos com origem em Belém podem viver numa realidade virtual, mas o País é de carne e osso. Cada vez mais osso, na verdade. Numa época em que as mentiras são tão sinuosas que até parecem verdades, talvez valha a pena exigir que as palavras voltem a ter o seu valor real e não sejam sujeitas às cotações do dia.
Se o problema de Cavaco é outro – falta de memória, incapacidade mental ou outra qualquer justificada por uma eventual fragilidade do seu estado de saúde – a culpa já não é dele. É de quem, à sua volta, confiscou o Estado e a lealdade que a República deve aos cidadãos. Se é esse o caso, era bom que alguém tivesse uma réstia de consciência e ajudasse Cavaco, o quanto antes, a interromper o mandato com dignidade...
 
Também curioso, senão mais ainda, o comentário que Fernando Lopes deixou logo a seguir:
 
Já ouvi a conversa de Cavaco e do alzheimer há mais de um ano, precisamente entre jornalistas. Não estará na hora de vocês jornalistas, se deixarem de desculpas obtusas e acordos de cavalheiros e porem pés ao caminho, investigar e divulgar a verdade?

E que dizer da resposta que Miguel Carvalho deixou, logo a seguir, ao seu amigo, o dito Fernando Lopes?!...
 
Caro Fernando, querido amigo: não há desculpas obtusas, nem acordo de cavalheiros, nem falta de investigação. Viste como acabou o folhetim das escutas de Belém? Pois é mais complicado do que isso...

Miguel Carvalho, não é um cidadão qualquer. O seu trajecto jornalístico fala por si. E este "cidadão qualquer" que por aqui vos vai deixando os seus pensamentos, horizontes, utopias, agruras, revoltas e decepções, forma a sua opinião, com base na opinião daqueles em quem se habituou a ver dignidade, inteligência, coerência e o humanismo que lhe têm  servido de bússula na sua vida. Quando da parte de um concidadão, que connosco percorre este caminho pedregoso para que nos atirou uma classe política eivada de insondáveis desígnios, vem este alerta de quase desesperança, o que devemos pensar?!...
 
Até breve

 

Senilidade !...

 
 

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012


Cavaco perdeu a memória e é uma vergonha

 

«O Presidente da República afirmou hoje que o país precisa de “ultrapassar estigmas” e voltar a olhar para os sectores que esqueceu nas últimas décadas: o mar, a agricultura e a indústria». A memória está má, a hipocrisia é um pecado e Cavaco devia ter vergonha, pois foi ele com a sua governação de betão que enterrou o mar, a agricultura e a indústria.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A Saúde, os privilégios e os "lobbies"...

 
O presidente do conselho de administração do Hospital de S. João, no Porto,  Professor António Ferreira, em entrevista ao programa "Terça à Noite" da Rádio Renascença, que aqui poderá ser devidamente apreciada, trouxe-nos a sua perspectiva sobre várias questões candentes ligadas com a sustentabilidade do Estado Social como hoje o conhecemos e, muito em particular, sobre o Serviço Nacional de Saúde, por via das destacadas funções que no mesmo desempenha.
Argumenta o distinto Professor, que o subsistema de saúde da função pública, “não sendo Serviço Nacional de Saúde”, presta um serviço “extraordinariamente superior” ao que as pessoas pagam, pelo que recomenda a extinção imediata da famigerada ADSE, que permitiria poupar mil milhões de euros por ano em despesas na Saúde, que corresponderão às despesas, directas e indirectas deste subsistema, dado que aos encargos directos que suporta, haverá que somar  tudo o que outras instituições públicas pagam aos beneficiários da ADSE e que a ADSE nunca paga ou sequer compensa.
Num outro campo ainda relacionado com a Saúde, o professor António Ferreira questiona se, numa altura em que se discutem cortes na despesa pública, no caso de medicamentos com preços exorbitantes por serem exclusivos de uma determinada farmacêutica, o Estado deveria ou não respeitar as patentes e se será legítimo a uma companhia farmacêutica, porque tem um exclusivo, vender os medicamentos ao preço que muito bem entende, o que naturalmente terá a ver com outra acção que se prende com o relacionamento ético e que será saber, se o Estado terá ou não o direito, na defesa dos seus cidadãos, de declarar estes medicamentos de interesse público, não respeitar as patentes e mandar fabricá-los em laboratórios nacionais.
Num outro passo da mesma entrevista, o professor António Ferreira sustenta que para manter o Serviço Nacional de Saúde é essencial avançar com a reforma hospitalar e “encerrar hospitais, fechar urgências, concentrar maternidades”, concluindo por outro lado, que o Estado não pode continuar a gastar cerca de 100 milhões de euros por ano a formar especialistas em Medicina, que depois ingressam no sector privado, sem que esse sector pague nada por isso.
 
As questões colocadas pelo professor António Ferreira, com todo o respeito que possa ter pelas pessoas e entidades envolvidas, conduziram-me naturalmente à colocação das seguintes perguntas perante os governantes deste país:
 
1 - Que fantasmas ou compromissos os impedem de extinguir de imediato, todos os subsistemas de saúde e promover a mais que justa integração de todos os seus beneficiários num único Serviço Nacional de Saúde, absolutamente universal e igual para todos os cidadãos deste país ?!...
2 -  Que fantasmas ou compromissos os impedem de declarar os medicamentos de interesse público e, "revolucionariamente", deixar de respeitar as patentes e mandar fabricá-los em laboratórios nacionais ?!...
3 -  Que fantasmas ou compromissos os impedem de avançar, com a mesma inflexibilidade que usam na violenta cobrança de impostos,  com a reforma hospitalar, o encerramento de hospitais e  urgências e a concentração de maternidades, que se revelem incompatíveis com a nossa capacidade económica ?!...
4 -  Que fantasmas ou compromissos os impedem de avançar com o estabelecimento de legislação que salvaguarde as devidas compensações indemnizatórias, para todos os especialistas que abandonem o SNS, para ingressar no sector privado, sem um tempo adequado de prestação de serviço, na entidade pública que lhes possibilitou a especialização de borla ?!...
 
Até breve
 

sábado, 10 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

14 Novembro, Greve Geral !...

 A mensagem que João Paulo deixou no blog Aventar, pela sua importância em termos colectivos, levou-me à sua publicação, com a devida vénia, neste meu canto. Porque expressa com exactidão o meu sentimento. Eu não faria melhor. Por isso aqui fica:












14 Novembro: Agora é a hora!...



Para uma parte significativa do nosso povo Portugal tem que pagar o que deve. E ponto.
Existem, depois, dois grupos, minoritários que têm vindo a fazer opinião:
- para o PSD e seus boys existe um caminho para ser percorrido e que está, ainda, a começar: tornar privado tudo o que possa dar algum tipo de lucro, ou seja, depenar o país de qualquer tipo de possibilidade de se safar. Eles dizem que Nós (o país!) temos que pagar porque esse é um negócio que lhes interessa, e muito!
- para o BE, para o PCP, para uma parte cada vez mais significativa do PS e, claro, para um conjunto cada vez mais amplo de pessoas, independentes e livres, da esquerda à direita, está hoje mais claro o caminho que isto está a levar. Já perceberam qual é a agenda que está em cima da mesa. Já compreenderam o que querem os boys de serviço. Continuam, no entanto, sem apontar um caminho, sem dizer ” é por ali!”
Hoje, Silva Peneda, aponta um caminho: negociar e já!
Defendo essa exigência! É impossível continuar a pagar, quer os juros, quer a comissão à TROIKA, sem que isso signifique o fim do país.
Confesso que continuo a ter algumas dúvidas sobre o papel do CDS e de uma parte do PS que tendo percebido o que está em causa, continuam a vacilar entre o futuro do país e o futuro das respectivas carteiras – está também visto o que vão escolher quando tiverem que optar.
Neste quadro, meio estranho, onde os políticos se revelam incompetentes para resolver, tem que haver uma resposta das pessoas reais – de mim, de ti, de cada um de nós!
É um momento único este que vai ser vivido na próxima 4ª feira!
Uma EUROPA inteira a lutar!
Este é o caminho e poderá, desta unidade dos povos, das pessoas que trabalham, sair alguma coisa bem positiva.
Dia 14 participo na GREVE GERAL! E tu?


Até breve