segunda-feira, 19 de novembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A Saúde, os privilégios e os "lobbies"...

 
O presidente do conselho de administração do Hospital de S. João, no Porto,  Professor António Ferreira, em entrevista ao programa "Terça à Noite" da Rádio Renascença, que aqui poderá ser devidamente apreciada, trouxe-nos a sua perspectiva sobre várias questões candentes ligadas com a sustentabilidade do Estado Social como hoje o conhecemos e, muito em particular, sobre o Serviço Nacional de Saúde, por via das destacadas funções que no mesmo desempenha.
Argumenta o distinto Professor, que o subsistema de saúde da função pública, “não sendo Serviço Nacional de Saúde”, presta um serviço “extraordinariamente superior” ao que as pessoas pagam, pelo que recomenda a extinção imediata da famigerada ADSE, que permitiria poupar mil milhões de euros por ano em despesas na Saúde, que corresponderão às despesas, directas e indirectas deste subsistema, dado que aos encargos directos que suporta, haverá que somar  tudo o que outras instituições públicas pagam aos beneficiários da ADSE e que a ADSE nunca paga ou sequer compensa.
Num outro campo ainda relacionado com a Saúde, o professor António Ferreira questiona se, numa altura em que se discutem cortes na despesa pública, no caso de medicamentos com preços exorbitantes por serem exclusivos de uma determinada farmacêutica, o Estado deveria ou não respeitar as patentes e se será legítimo a uma companhia farmacêutica, porque tem um exclusivo, vender os medicamentos ao preço que muito bem entende, o que naturalmente terá a ver com outra acção que se prende com o relacionamento ético e que será saber, se o Estado terá ou não o direito, na defesa dos seus cidadãos, de declarar estes medicamentos de interesse público, não respeitar as patentes e mandar fabricá-los em laboratórios nacionais.
Num outro passo da mesma entrevista, o professor António Ferreira sustenta que para manter o Serviço Nacional de Saúde é essencial avançar com a reforma hospitalar e “encerrar hospitais, fechar urgências, concentrar maternidades”, concluindo por outro lado, que o Estado não pode continuar a gastar cerca de 100 milhões de euros por ano a formar especialistas em Medicina, que depois ingressam no sector privado, sem que esse sector pague nada por isso.
 
As questões colocadas pelo professor António Ferreira, com todo o respeito que possa ter pelas pessoas e entidades envolvidas, conduziram-me naturalmente à colocação das seguintes perguntas perante os governantes deste país:
 
1 - Que fantasmas ou compromissos os impedem de extinguir de imediato, todos os subsistemas de saúde e promover a mais que justa integração de todos os seus beneficiários num único Serviço Nacional de Saúde, absolutamente universal e igual para todos os cidadãos deste país ?!...
2 -  Que fantasmas ou compromissos os impedem de declarar os medicamentos de interesse público e, "revolucionariamente", deixar de respeitar as patentes e mandar fabricá-los em laboratórios nacionais ?!...
3 -  Que fantasmas ou compromissos os impedem de avançar, com a mesma inflexibilidade que usam na violenta cobrança de impostos,  com a reforma hospitalar, o encerramento de hospitais e  urgências e a concentração de maternidades, que se revelem incompatíveis com a nossa capacidade económica ?!...
4 -  Que fantasmas ou compromissos os impedem de avançar com o estabelecimento de legislação que salvaguarde as devidas compensações indemnizatórias, para todos os especialistas que abandonem o SNS, para ingressar no sector privado, sem um tempo adequado de prestação de serviço, na entidade pública que lhes possibilitou a especialização de borla ?!...
 
Até breve
 

sábado, 10 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

14 Novembro, Greve Geral !...

 A mensagem que João Paulo deixou no blog Aventar, pela sua importância em termos colectivos, levou-me à sua publicação, com a devida vénia, neste meu canto. Porque expressa com exactidão o meu sentimento. Eu não faria melhor. Por isso aqui fica:












14 Novembro: Agora é a hora!...



Para uma parte significativa do nosso povo Portugal tem que pagar o que deve. E ponto.
Existem, depois, dois grupos, minoritários que têm vindo a fazer opinião:
- para o PSD e seus boys existe um caminho para ser percorrido e que está, ainda, a começar: tornar privado tudo o que possa dar algum tipo de lucro, ou seja, depenar o país de qualquer tipo de possibilidade de se safar. Eles dizem que Nós (o país!) temos que pagar porque esse é um negócio que lhes interessa, e muito!
- para o BE, para o PCP, para uma parte cada vez mais significativa do PS e, claro, para um conjunto cada vez mais amplo de pessoas, independentes e livres, da esquerda à direita, está hoje mais claro o caminho que isto está a levar. Já perceberam qual é a agenda que está em cima da mesa. Já compreenderam o que querem os boys de serviço. Continuam, no entanto, sem apontar um caminho, sem dizer ” é por ali!”
Hoje, Silva Peneda, aponta um caminho: negociar e já!
Defendo essa exigência! É impossível continuar a pagar, quer os juros, quer a comissão à TROIKA, sem que isso signifique o fim do país.
Confesso que continuo a ter algumas dúvidas sobre o papel do CDS e de uma parte do PS que tendo percebido o que está em causa, continuam a vacilar entre o futuro do país e o futuro das respectivas carteiras – está também visto o que vão escolher quando tiverem que optar.
Neste quadro, meio estranho, onde os políticos se revelam incompetentes para resolver, tem que haver uma resposta das pessoas reais – de mim, de ti, de cada um de nós!
É um momento único este que vai ser vivido na próxima 4ª feira!
Uma EUROPA inteira a lutar!
Este é o caminho e poderá, desta unidade dos povos, das pessoas que trabalham, sair alguma coisa bem positiva.
Dia 14 participo na GREVE GERAL! E tu?


Até breve

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A culpa da crise é dos funcionários públicos!...

Dizia a outra, candidamente, não há políticos corruptos em Portugal !!!...
 
Sim, a culpa da crise é do funcionário público Vítor Constâncio que não
viu, ou não quis ver o buraco do BPN;
Sim, a culpa da crise é do
funcionário público Teixeira dos Santos que não viu, ou não quis ver o buraco da Madeira;
Sim, a culpa da crise é do
funcionário público Alberto João Jardim que
criou "às escondidas para os do continente não cortarem nas tranches" um buraco de seis mil milhões de euros;
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da
República
que auferiram só em ajudas de custo no ano de 2010 a módica quantia de três milhões de euros, fora os salários e demais benefícios;
Sim, a culpa da crise é dos
funcionários públicos que gerem, continuamente, em prejuízo as empresas públicas como a Metro do Porto, CP, ANACOM, REFER, REN, CARRIS, EDP, PT, Estradas de Portugal, Águas de Portugal, a lista é interminável, mas não abdicam das viaturas topo de gama, telemóveis, talões de combustível... enfim a lista é interminável;
Sim, a culpa da crise é dos
funcionários públicos das Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais que ganham por cada reunião assistida;
Sim, a culpa da crise é dos
funcionários públicos da Assembleia da
República, já reformados
, com as suas subvenções vitalícias por meros 6 anos de "serviço". Reformados alguns com apenas 40 anos de idade!!! Quantos são desde 1974? Enfim, a lista é interminável.
Sim, a culpa da crise é dos
funcionários públicos que presidem fundações como a Guimarães 2012 com salários imorais, na ordem dos milhares de euros. Quantas são? Enfim, a lista é interminável;
Sim, a culpa da crise é dos
funcionários públicos que compram submarinos;
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicam pareceres jurídicos a empresas de advogados, quando podiam solicitar o mesmo serviço às Universidades, pagando dez vezes menos, ajudando dez vezes mais as finanças das mesmas;
Sim, a culpa da crise é dos
funcionários públicos que adjudicaram obras
permitindo as famosas "derrapagens financeiras". E quem paga? É o Estado!!!
Etc., etc., etc...
Sim, a culpa da crise
é desses funcionários públicos, e não dos funcionários públicos que trabalham arduamente para alimentar estes pulhas.
 
Carlos Coito, funcionário público,

O pagador de impostos.
 
Até breve

sábado, 20 de outubro de 2012

Dizia a outra, candidamente, não acreditar em políticos corruptos!...




Na "campanha" que há pouco terminou, para a "eleição" da nova PGR, uma candidata assegurava não haver corrupção na classe política portuguesa!... Chiça, olha se ela ganhava!!!...

Até breve

A esfíngica figura em maus lençóis !...

 
 
 
QUEM GASTOU O QUÊ? PORQUE NÃO É DIVULGADO NA COMUNICAÇÃO SOCIAL, PELO MEDINA CARREIRA E PELO GOVERNO, ESTE GRÁFICO DO INSTITUTO DE GESTÃO DA TESOURARIA E DO CRÉDITO PÚBLICO, DE 2012?!...


Até breve