domingo, 7 de outubro de 2012

Pobre Passos Coelho !!!...



Imperdoável não ter visto! Mas se não viu, veja logo à tarde, às 15.00 horas, na SIC Notícias. Pela primeira vez, os quatro mais importantes quadrantes políticos portugueses, estiveram de acordo! Pobre Passos Coelho!...

Até breve

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Rejeitar na rua, as papas e os bolos !!!...


 
 
A vitória retumbante de 15 de Setembro, destroçou inapelavelmente a estratégia dos tecnocratas neoliberais do (des)governo de Portugal. O pavão Coelho, mais o "falinhas-mansas" Gaspar e o "chico-esperto" Relvas, acessorados pelo "ignorante" Borges, meteram a viola no saco e esqueceram a TSU que nem os beneficiários aceitaram, porque não são parvos, nem ignorantes. Não se pode matar uma galinha poedeira, sob pena de não termos ovos, mesmo que não sejam dourados. E das "duas vacinas de austeridade" que tal gente tinha planeado aplicar, com "profunda equidade", sobre a desgraçada classe média portuguesa, deixaram cair aquela que o país de lés a lés condenou. Mas melhoraram e refinaram os efeitos da outra que hoje, em pézinhos de lã e identificando sem subtilezas os autores, nos entrou pelas casas dentro.
Até 15 de Outubro, ainda tentarão apurar os seus efeitos, com vista a que o doente sobreviva, em vez de morrer com a sua aplicação, como terá de acontecer com qualquer vacina, em que a dosagem dos bacilos é de importância fundamental. Porque há uma linha perfeitamente definida, que separa os efeitos pretendidos da morte anunciada do paciente. É preciso e de decisiva importância, cuidar da dosagem.
A cumprir-se assim o calendário e as precauções dos "químicos" inventores da vacina, a partir da entrada na AR do OE/2013, que confirmará o hoje anunciado "com papas e bolos" pelas "mansas falas" do Gaspar, só restará aos "tolos" da classe média que ele pretende enganar, uma única solução: encherem as praças e avenidas deste país, desde o Minho até ao Porto Santo e Flores, gritando em uníssono e em forte e bom som, vão-se embora doutores, desapareçam enganadores, demitam-se estupores!!!...
Não sei se seremos capazes de tal façanha. Ou se preferiremos os paleativos das "greves gerais", ou "sectoriais", ou protestos ridículos e provocatórios nas escadarias da AR, insultando quem por lá andar no cumprimento das incumbências que lhes garantem o pão e que não tenho dúvidas que no fundo desejariam protestar mais do que os energúmenos que os provocam.
Apenas sei que se não varrermos esta canalha do poder, se não os atirarmos da cadeira abaixo, o nosso sofrimento colectivo há-de aumentar, com "mais papas e mais bolos"!!!...
 
Até breve
 
 
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Toma que é democrático !...

O "corno" é o último a saber !...

O silêncio é de ouro e tanto pode salvar a alma de um qualquer negócio, como ser excelente capa para a incompetência.  O Governo mantém o silêncio  sobre as novas medidas de austeridade. E os líderes da Oposição, naturalmente e com propriedade, criticam esse silêncio. Sobre as alternativas ao recuo da Taxa Social Unica, Pedro Passos Coelho tem dito... nada! A revelação do acordo alcançado em Bruxelas apanhou tudo e todos de surpresa... O que será que vem aí ?!...

Até breve

 

sábado, 22 de setembro de 2012

O direito de ser brando e feliz !!!...

 
O 15 de Setembro de 2012 ficará assinalado na minha vida!  Foi o dia em que vi o povo a que pertenço, afirmar a sua disposição de não permitir que o pisem e enxovalhem. Com civismo, com mais categoria e classe que os algozes autores das indignidades que supostamente teria de suportar e contra quem se apresentou nas ruas, único local onde a sua voz ainda se pode fazer ouvir.
No meio desse povo estavam as forças da ordem. Sem necessidade de o gritar com a mesma intensidade dos protestos, a sua postura, calma, firme e convicta disse-nos a todos que, no cumprimento de uma missão que juraram cumprir com lealdade, eram parte desse mesmo povo e com ele estavam de alma e coração.
 
 
E houve quem do meio do povo se destacasse e afirmasse a sua homenagem a esses homens e mulheres que são tão nossos, como todos nós somos deles. Porque somos um só povo, unido, que ninguém algum dia conseguirá vencer. A um fotógrafo do Expresso, Nuno Botelho, coube a felicidade de captar as duas imagens que já correm mundo e que aqui, recordo, numa manifestação de gratidão e enlevo, a ele e pelo povo a que pertenço.
 
Um dia, que adivinho próximo, este povo há-de manifestar nas urnas a força do seu soberano poder. E há-de conseguir expulsar os vendilhões do templo, onde apenas pede que lhe deixem exercer os seus brandos costumes e ser feliz !!!...
 
 
Até breve

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

E nós "à rasca"...

in Aventar


Estes senhores governam o país e dão-nos todos os dias imagens de uma dramática incompetência. A deriva da sua acção governativa estende-se também a outros "mares"!...
Também no tratamento da "pátria de Pessoa", esta gente já não sabe o que anda cá a fazer. Já não sabe se é a favor ou contra o NAO. Já não sabe nada. É gente "rasca" e nós "à rasca", com medo que eles fiquem por muito tempo ainda...

Até breve

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Chamar os bois pelos nomes...

Há momentos na vida de qualquer um de nós, em que o vernáculo vira eloquência. Mão amiga fez-me chegar este texto. Foi amor à primeira vista. Apaixonei-me com a intensidade que fez de mim, há muitos, muitos anos, um homem de esquerda. Desalinhado é certo, mas comungando os ideais mais nobres que só na esquerda, em toda ela, podem ser encontrados.
Procurei a origem e a autora, com a intenção de obter a sua permissão para aqui o publicar. Soube então que havia sido publicado numa rede social, cujas coordenadas tive o privilégio de ficar a conhecer. Sendo um documento do domínio público, a sua partilha era possível e ela aqui vai, em reconhecimento de uma honrosa excepção - felizmente começam a conhecer-se milhares e milhares de exemplos - a uma geração que alguém, bem ou mal, apelidou de "rasca" mas onde parece cada vez mais pressentir-se que afinal estará tão "à rasca" como a generalidade deste desgraçado povo português.
Honra e gratidão à lucidez e inteligência da sua autora. Aplauso para o seu eloquente "vernáculo". Há coisas que não têm outra maneira ou forma de poderem ser entendidas. E chamar o bois pelos nomes será, nessa condição, excelente solução. Ah, espero e desejo que Angela Crespo seja feliz. Porque quem pensa e escreve como ela, merece ser feliz... Que o céu seja para ela sempre azul e consiga cruzar os grossos pingos desta "chuva" que se abateu sobre todos nós, sem se encharcar até aos ossos...

 






Angela Crespo

 
Quarta-feira, 12.09.12

"Na adolescência usamos vernáculo porque é ?fixe?. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
 Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
 Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.

Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso ?bater palmas? ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.

Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: ?tem que ser?, ?todos temos que ajudar?, ?vamos levar este país para a frente?. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.

Onde é que estão os cortes na despesa?
Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado?
O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)??
É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país?
Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP?s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas?
Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
 Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW?s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um ?par? de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.

Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não ?a um subsído?. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap? Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
 As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério? Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado? Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.

Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva? Até a mim me mataram a esperança.
 Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem? Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder"


Até breve



 
 

sábado, 15 de setembro de 2012

Eu teria cuidado. Muito cuidado !!!...

Eu teria cuidado. Muito cuidado !!!...
 
1 de Maio de 1974 ocupa, na hierarquia dos dias felizes da minha vida, a quarta posição, apenas precedido pela beleza de um cravo já distante e esquecido por tantos e outros dois que reservo apenas para mim. Depois vieram outros dias bonitos - nem tantos assim, infelizmente, que esta vida é mais escura do que as telas dos pintores românticos -  que se amontoaram e degladiaram nas posições seguintes. O dia de hoje, 15 de Setembro de 2012, terá acabado com a luta fratricida pela quinta posição, despachando-a para o lugar abaixo.
Confesso a falta de crença na indignação do povo que hoje desceu à rua. Confesso humildemente o meu cepticismo e o meu arrependimento por não ter estado lá. Mas as notícias que me cairam em catadupa em casa e as formidáveis imagens que as televisões me mostraram, trouxeram-me aquele cheirinho a alecrim de que tão bem "falou" Chico Buarque de Holanda, quando o cravo pujante e perfumado inundou as ruas de um país e o coração de um povo.
Hoje o povo saiu à rua para dizer "basta"! Com os seus brandos costumes e a sua peculiar forma de agonizar em silêncio, hoje entendeu ser chegada a hora de mostrar que afinal é gente. E qual milagre dos pães, os 29 promotores das redes, terão chegado ou até porventura ultrapassado, o milhão que terá varrido os grandes espaços das nossas principais cidades de indignação e justos protestos.
Se eu liderasse o governo contra quem hoje protestou esta multidão, tomaria o aviso na devida conta. Porque a bola de neve que rola na encosta gelada, é sempre pequenina no começo. E um milhão já não será própriamente uma insignificância. Se um certo conforto e aconchego não for devolvido ao povo, à revelia dos dogmas e modelos económicos que parecem fazer deste pequeno e pobre torrão, um gigantesco balão de ensaio de uma minúscula seita de inescrupulosos tecnocratas a soldo da alta finança globalizada, as coisas poderão vir a resultar mais sérias do que os executores possam pensar.
Porque o "basta" que ainda ribomba por esse Portugal de lés a lés, não foi circunstancial e dificilmente regressará a casa. Sinto que ficou no ar, com um cheiro e potência semelhantes a vapores de gasolina. Basta - palavra demasiado ambivalente - um pequeno riscar de fósforo. Eu não arriscaria desafiar o perigo...
 
Até breve