sexta-feira, 6 de julho de 2012

O que custa mais é a primeira vez!...


Pouco depois de Pedro Passos Coelho ter formado o governo que resultou do voto expresso pelos portugueses - consta que aumenta em cada dia o número de arrependidos! -,  o cândido ministro da Finanças ter-lhe-á sussurrado ao ouvido que a questão do défice e de outras exigências da Troika se resolveria de uma penada: com o corte total dos subsídios de férias e de Natal ao funcionalismo público e reformados, o país teria todos os seus problemas resolvidos.
Entretanto, alguém terá alertado o nosso imberbe primeiro, para a inconstitucionalidade da medida. Mas outros papas da papista medida, tê-lo-ão aconselhado a pedir um parecer a um "colégio de sábios" constitucionalistas. Claro que Passos, traumatizado por uma "opinião privada" - a opinião pública conta pouco para ele! - que lhe exigia severas medidas restritivas nos gastos, em vez de formar o "colégio" com gente de longínquas paragens e outros saberes, governou-se com a "prata da casa" e terá poupado uma "pipa de massa", tendo começado aí a baixar - ou a subir, consoante o prisma do observador - o défice. Não o das contas públicas, mas o défice do "homem de estado" que desde os tempos da "jota" sonhou ser.
E do "colégio de sábios" que terá constituído, irónicamente ou talvez não, o porta-estandarte terá sido um ilustre desconhecido, mas conhecido pelas progressões meteóricas que havia conseguido em todas as empresas  a que tinha metido "ombros" - o termo científico é esfenoedros -, terá vindo o parecer de que a constitucionalidade era um dado adquirido mas, mesmo que assim não fosse,  nada de mal desse facto resultaria, porque uma maioria não se reflecte apenas no parlamento. Passos Coelho terá, de boca aberta, pedido explicações ao porta-relvas, perdão, estandarte do colégio, ao que este respondeu: elementar, meu caro! E Passos, lembrado das cenas do detective do cachimbo que tinha lido na adolescência, compreendeu perfeitamente.
O ministro cândido, perdão, Vitor, esfregou as mãos de contente e meteu-as à obra. E o resultado foi aquele que se viu. Aos pobres nada lhes aconteceu. Aos ricos também não. No meio ficou o mexilhão a pagar as favas. Mas a vida continuou, porque do mexilhão não reza a história e o elementarismo de portas e relvas, perdão, do porta-relvas, perdão, do porta-estandarte, ia susurrando ao nosso primeiro, que fosse o que fosse que viesse a acontecer no TC, a grande parte daquela gente era de confiança, iriam andar séculos a encanar a perna à rã e, mesmo que algum dia viessem a decidir em contrário, seria manifestamente tarde para que alguma coisa pudesse ser alterada.
Mas na calma do pântano, alguém se precipitou e atirou uma pedra: o Tribunal Constitucional, estranhamente e com inusitada antecedência, veio mesmo a considerar inconstitucionais os cortes dos subsídiozinhos das férias e da quadra natalícia. Passos apavorado, terá ligado ao Relvas, perdão, ao Portas, perdão, não ligou nada, porque depois de voltar a ler com redobrada atenção o acordão, de repente se lembrou que o plano B já contemplava a escapatória: o estado não seria obrigado a devolver o dinheiro que já sacara e que, graças ao bendito acórdão, ainda seria possível ir buscar mais alguma grana aos privados. Não aos pobres, nem aos ricos, aos outros, aos outros. E, como assegurava o tal plano B elaborado pelo Relvas - bolas não peço mais perdão! - a culpa desta nova "desgraça" recairá, naturalmente, sobre os energúmenos que pediram a fiscalização da constitucionalidade e sobre aquelas araras do TC, que sempre estiveram feitos com o governo.
Sobrou-me para o fim o drama de Boliqueime. A "esfíngica figura", ainda preocupada com seu "defice dos gastos", a(s) sua(s) reforma(s) e com o seu mural do Facebook, à pedrada no charco e ao atropelo dos direito dos parvos dos portugueses que o elegeram disse: nada!... Ficou quieto e mudo, como quando lhe falam da vivenda do Algarve e dos amigos e negociatas do BPN e da sua ligação à antiga polícia política. Um dia destes, acordará bem disposto e virá dizer aos "papalvos" que o elegeram e não pertencem aos grupos que afanosamente andam a comprar tomates maduros para lhe atirar, na primeira vez que a sua segurança pessoal se descuidar,  que o que custa mais na sodomização, é a primeira vez. Depois, é como defecar...

Até breve

domingo, 17 de junho de 2012

Eleições: nem maioria nem solução há vista...


Acaba de ser publicado na edição on-line do jornal "A Bola", uma local com um breve comentário à eleições que hoje decorreram na Grécia. Coisa natural, embora pouco curial num jornal desportivo. Mas não serão as decisões e políticas editoriais que estarão em causa. Cada director de jornal poderá sempre "mandar" publicar aquilo que lhe der na real gana. O que estará em causa será, tão só, a dramática e confrangedora incompetência de uma redacção - que se presume funcionar colectiva e colegialmente - capaz de cometer a atrocidade de redigir um título onde é confundida (?) a contracção de uma preposição com um artigo, com uma forma do verbo haver. Camões e Pessoa revolveram-se nos túmulos e estará em marcha um novíssimo Acordo Ortográfico 
Com o saudoso Vitor Santos, rolariam cabeças! Com o sr. Vitor Serpa, actual director, que ninguém duvide: "no pasa nada" !... O importante para ele será continuar como veículo e correia de transmissão dos interesses da cor com que continua a pintar o jornal que dirige.
Copiei a imagem e o texto em apreço, mas deixo aqui o link para quem pretender comprovar, que rapidamente alguém corrigiu a "baboseira". Valha-nos S. Serpa...
             


Eleições: nem maioria nem solução vista
Por Redação

Numa altura em (x) estão contados cerca de 70 por cento dos votos, a situação na Grécia parece cada vez pior. O Partido da Nova Democracia leva nesta altura vantagem (30,5 por cento dos votos, que correspondem a 150 lugares no parlamento) e é já proclamado como o vencedor na noite, mas com valores que não lhe permitem garantir uma maioria para governar com tranquilidade e estabilidade. Uma situação que piora quando o cenário de coligação é visto como praticamente impossível.

O Pasok (os socialistas gregos, que conseguiram 13 por cento dos votos e 33 assentos) seriam o partido mais propício a aceitar fazer parte de um governo de coligação, mas já veio dizer que só o fará se a Syriza (esquerda radical, que obteve 26 por cento dos votos, correspondentes a 77 deputados) também entrar para o governo, algo que parece altamente improvável. A Syriza pretende «rasgar» o acordo com a troika, e não aceitará por isso fazer parte de uma coligação com quem assinou o memorando e o quer continuar a cumprir. Alex Tsipras, o seu líder, já disse que a partir de hoje representa a oposição.

Não se vê assim solução à vista, continuando a situação política numa posição extremamente precária, depois de várias eleições em que nenhum dos partidos conseguiu formar um governo maioritário.

A Nova Democracia de Samarras terá assim de formar um governo minoritário, com muito poucas hipóteses de resistir muito tempo, segundo os especialistas, ou realizar um verdadeiro milagre e conseguir conciliar as diferentes forças, nas próximas horas.

Depois de novas eleições, a Grécia voltou a não produzir uma solução para a crise.

Até breve


sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Pátria de Pessoa é nossa também!...


O ano de 2015 ainda vem muito longe. E até lá, muita água há-de passar sob as pontes. E a todos aqueles que não se revêm na monstruosidade que o NAO transporta em si, cabe-lhes o direito de contra ele lutar, de protestar e de se revoltarem contra a sua aplicação.
Agora foi Câmara Municipal da Covilhã que ergueu o seu grito de revolta e de não alinhamento com disposições que constituirão o mais violento e soez ataque até hoje desferido contra a língua de Camões e Pessoa. Esta digna e frontal atitude, acaba por vir engrossar o imenso coro de protestos contra a subserviência que este protocolo representa, aos interesses instalados do lado de lá do Atlântico.
Não há paralelo entre a realidade que se verifica nas comunidades que adoptaram o castelhano, o inglês e mesmo o francês, como língua oficial. Os processos serão naturalmente idênticos, mas a subserviência tinha que sobrar apenas para nós, portugueses. Nenhuma dessas línguas ajoelhou perante os seus "novos" utilizadores. Nenhuma se desvirtuou ou perdeu as suas raízes, a sua dignidade. Todas elas seguiram a sua evolução natural e se têm vivificado, mas nunca se sujeitaram à indignidade que este Novo Acordo Ortográfico constitui e constituirá sempre, se as orelhas continuarem moucas e absolutamente fora da realidade.
Havemos de prosseguir a luta. Hoje foram os covilhanenses, amanhã serão outros por esse imenso e orgulhoso Portugal. Podemos não possuir a riqueza de outros, é a vida. Mas não nos queiram tirar o nosso orgulho, aquilo a que Pessoa chamou a sua e nossa Pátria!...

Até breve

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Há ouro no Alentejo !!!...

Futura mina de ouro no Alentejo
Portuguesas e portugueses, estamos salvos!... A crise tem os dias contados. Agora acredito que o Primeiro-Ministro que o povo em boa hora escolheu, foi a melhor coisa que nos poderia ter acontecido. A sua visão de futuro e o rasgo político que vem evidenciando, não são obra do milagroso joelho onde costuma planear o futuro que sempre nos prometeu. Nada com ele é obra do acaso. Ele sempre soube que chegou para salvar Portugal.
Podem os jovens "à rasca", rascas ou não, acreditar que o futuro que sempre acreditaram poder tocar com as pontas dos dedos, sem esforço, sem sacrifício, sem trabalho, está aí, à mãozinha de semear. Podem os desempregados de longa ou curta duração dormir tranquilos, que vai haver trabalho para todos e nunca mais haverá o espectro da emigração a pairar sobre as suas cabeças. Podem os pequenos e médios empresários voltar a acreditar no seu país e na importância do seu contributo na economia do país que não mais os enjeitará e entregará à sua sorte ou desventura. Podem as crianças voltar a sorrir e "atirar o pau ao gato", porque nas cantinas não faltará mais o leite da manhã ou o almoço do meio dia e vai haver professores em quantidade e qualidade para todos. Podem os doentes renovar as suas esperanças de cura, porque as taxas moderadoras e as listas de espera serão extintas e haverá médicos e medicamentos para todos. Podem os intectuais e artistas colocar o sorriso premonitório de que serão cumpridos os sonhos das suas vidas. E os polícias terão armas e equipamentos e a segurança do seu país e do povo a que pertencem será uma realidade. Nunca mais sobre os militares pairará o espectro da Suiça e haverá mais generais que praças e mais almirantes que marinheiros. Virão mais submarinos e aviões e caças supersónicos. As freguesias e os concelhos não serão extintos e extintas mesmo serão as portagens. E neste jardim à beira mar plantado, qual Mesopotãmia da antiguidade, correrão o leite e o mel. E todos serão felizes para sempre!!!...
Não, não estou a ironizar. Algum do cepticismo que ainda não tinha conseguido expurgar da minha mente, ficou hoje definitivamente reduzido a cinzas. Esta notícia, devolveu-me a esperança no futuro e trouxe-me a tranquilidade que sempre desejei para o resto dos meus dias. Hoje foi um dia grande para Portugal, que voltou a encontrar-se com a História. Celebremos!...

Até breve

domingo, 10 de junho de 2012

A crise e a globalização...

Embora digam que a crise é exclusiva da Europa, há nos Estados Unidos da América  quem também ande desanimado. Hoje recebi este lamento:


         10 YEARS AGO WE HAD
                  STEVE JOBS, 
                   BOB HOPE
            AND JOHNY CASH.


               NOW WE HAVE
                    NO JOBS,
                    NO HOPE,
                    NO CASH.


 Até breve


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Para meditarmos todos...




Os problemas da selecção e as dificuldades que se lhe adivinham no Euro2012, são uma benção para os nossos governantes. Anda tudo entretido com o "pontapé na bola" e esquece os pontapés que a vida de todos leva em cada dia que passa...
Um grande amigo meu, reencaminhou-me uma foto que um dos seus filhos lhe fez chegar de Lisboa. Não resisti e aqui vos deixo uma réplica. Para meditarmos todos...


Até breve

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Tanta gente abominável...

A propósito de "uma santa de pau carunchoso", que por aí vai ensaindo passos de dança na chuva da iniquidade que grassa por esse país fora, sem que um único pingo lhe humedeça o imaculado véu, com que um anónimo e talentoso criador gráfico lhe envolveu o angélico rosto, de seu nome Fátima Felgueiras, publiquei aqui um artigo, em que apontei o meu humilde dedo na direcção dos responsáveis pela injustiça da justiça lusa: os intocáveis e obscuros fazedores das nossas leis e os seus irresponsáveis e deificados executores.
Hoje ao almoço, enquanto frugalmente me entretinha com uma "badanita" de bacalhau cozido, acompanhada com algumas colheres de grãos de bico, polvilhados uma e outros com um picadinho de cebola, salsa e colorau e regados com um fiozinho de azeite do nosso, chamou-me a atenção o discurso quase inflamado de um ex-juíz e ex-director nacional da PJ, senhor juíz-desembargador jubilado - que raio de nome que esta gente continua a usar para definir aquilo que eu e outros que trabalharam como eu e ele, que não passam de reformados - José Marques Vidal.
A rapidez do discurso não me permitiu fixar as palavras, mas aqueles a quem a curiosidade apoquente, podem recordá-las aqui. Extraí a frase forte do discurso do sr. juíz: abomino a classe dos políticos, ainda que por lá também ande alguma gente séria!...
Concordo inteiramente com aquelas palavras. Já o tinha afirmado de outro jeito no artigo a que primeiro vos remeti. Mas tal como lá referi, gostaria de lembrar ao sr. juíz, que o seu pensamento ficará obrigatoriamente incompleto, se não for complementado com outra afirmação: a classe a que ele próprio pertence, também é abominável, ainda que por lá também ande alguma gente séria!...

Até breve