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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Talvez seja chegada a hora da Esquerda deixar de ser, definitivamente, romântica!...


«Pareceu-me um discurso certo (António Costa na tomada de posse), um discurso virado para o futuro, julgo que é o discurso que é preciso fazer, esquecendo neste momento o que se passou até agora, (é o) virar a página, como foi dito, e acreditar e termos confiança que vai ser possível abrir uma fase nova da nossa história. [...]

Não é altura de estarmos um bocadinho amargurados com determinadas situações, não é altura de dar lições nem de dar recados, julgo que é altura de olharmos para o país, de olharmos para as dificuldades das pessoas e de encontrarmos soluções de futuro para o país. [...]  Temos de fazer discursos virados para o futuro e não virados para o passado...»
(Sampaio da Nóvoa, na Figueira da Foz)

À medida que vamos conhecendo com maior profundidade o pensamento deste homem e estabelecendo as diferenças que o separam do actual detentor do cargo a que se candidata e de tantos outros que perseguem objectivos semelhantes, aumenta a minha convicção de que poderá estar na sua figura o complemento para os novos tempos de esperança que legitimamente habitarão no espírito de um povo que não merece voltar a ser enganado!... 

Talvez seja chegada a hora da Esquerda deixar de ser, definitivamente, romântica!...

Até breve

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A CRP deveria excluir a candidatura de "narcisos" no acesso a Belém!...


«... Falar de executivos de gestão de 1987 e 2011 é comparar o incomparável. São situações que não têm paralelo com a situação actual e portanto acho que comparar o que é incomparável normalmente não é uma boa solução para pensarmos a vida política e para tomarmos decisões na vida política. [...]

As consequências parecem-me ser absolutamente simples e tenho às vezes dificuldade em compreender tanta elaboração, tanta controvérsia em torno disso quando me parece ser absolutamente simples havendo um acordo de maioria parlamentar, seja ele qual for, é dar posse a esse governo e depois deixar decorrer o normal curso da vida política portuguesa.  [...]

Manter um Governo de gestão não é decisão nenhuma!»
(Sampaio da Nóvoa, à margem da conferência Portugal e a Defesa Nacional) 


A "Maria da Grade" era uma figura mitológica da lenda que a minha saudosa mãe me contava repetidas vezes quando eu era ainda uma criança. Tinha o dom da omnipresença no fundo de todos os poços espalhados pelos extensos milheirais da aldeia onde nasci e na sua voz maviosa estava inscrita a sedução de todas as crianças que deles se abeirasse, que irresistivelmente seriam atraídas para a profundeza das águas. Nunca me abeirei dos poços, nem ousei ouvir a sua voz. Obrigado mãe querida...

O "homem do Poço" terá sido um plágio ainda mais terrível que a "maria da grade" na pobre e singular cena política portuguesa! O timbre da sua voz será tudo menos mavioso, mas a sedução será idêntica. Mesmo depois de escaldado ao longo do período que decorreu entre 6 de Novembro de 1985 e 28 de Outubro de 1995, em que assistiu à mais trágica destruição do tecido económico e à instalação da mais ignominiosa corrupção de que haverá memória no país, malfadadamente, em 22 de Janeiro de 2006, o povo voltou a ser seduzido e fez dele o mais alto magistrado da nação. E, naturalmente, foi de novo arrastado para as profundezas do poço!...

Agora que se vão alinhavando os rascunhos de tenebrosos epitáfios, que a história registará como o período mais nebuloso e infeliz da II República, convicto de que "nunca se engana e raramente tem dúvidas", o "homem do Poço", teimoso, casmurro e presunçosamente omnisciente, persiste naquilo que um dos candidatos a dar-lhe o derradeiro pontapé no trazeiro, classifica de "tanta elaboração, tanta controvérsia, quando parece ser absolutamente simples, havendo um acordo de maioria parlamentar, seja ele qual for, dar posse a esse governo e depois deixar decorrer o normal curso da vida política portuguesa."

A CRP deveria excluir a candidatura de "narcisos" no acesso a Belém!...

Até breve