No meu outro blogue, Leoninamente, abordei ontem um caso deveras insólito, segundo o prisma e no local que lhe dava sentido, como aqui poderá ser constatado.
Hoje volto ao mesmo tema, agora de uma forma mais abrangente e generalizada.
Suponho que a infeliz fotografia que o médico citado, do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, publicou na sua página de uma rede social, já terá sido apagada, bem como todos os comentários que despoletou. O gesto corresponderia ao mínimo de bom senso que o caso exigiria por parte do dito médico, se este, numa derradeira tentativa de explicar o inexplicável e inadmissível, não tivesse ousado publicar nova fotografia com um paciente diferente, em que é evidente e notória a intenção de defesa do acto anterior, revelando agora, outra vez publicamente, a aplicação de presumível terapia, tendente a obter eventual cura ou alívio da sua enfermidade.
Não sendo minha intenção enveredar por caminhos da ciência médica que, de perto ou de longe não domino, aflige-me a sensibilidade de cidadão comum, a divulgação pública de tal terapêutica, pelo mesmo médico e da mesma instituição hospitalar.
Mais grave do que a eventual complacência e/ou inacção dos responsáveis da unidade hospitalar em causa, perante as acções condenáveis e repetidas que um dos elementos do respectivo corpo clínico vem protagonizando, será o facto de podermos muito bem estar perante um caso patológico demasiado sério para continuar a ser ignorado. E se dirigirmos a agulha da nossa interrogação, para a Ordem dos Médicos, então a gravidade aumentará exponencialmente. Será desconhecimento por parte dessa instituição, ou estaremos perante a habitual atitude de defesa corporativista?!...
Até breve