terça-feira, 24 de março de 2015

Só espero que o Zé Povinho não vá, mais uma vez, em cantigas!...



E aquilo que o Banco Central Europeu há muito devereia ter feito, no sentido da coesão europeia e "pour cause", em defesa das economias mais débeis da Europa, só demasiado tarde, mal e a más horas foi implementado, pelo que apenas agora, como aqui reporta o Financial Times, os resultados começam a ser efectivamente notados.

Dizem que quem não tem cão, caça com gato. E eu, que de economia apenas me tenho visto obrigado a perceber a fundo do ramo doméstico, sem ter espingarda nem cão, peguei num cajado e com palavras doces convenci o meu gato Pintas a acompanhar-me e fui "caçar" por aí, a opinião de quem sabe. 

E lá consegui abater, saberão os deuses com que dificuldade, quatro coelhos de uma só cajadada, que depois de convenientemente avaliados, não fosse algum estar contaminado com a danada da mixomatose, aqui vos apresento:

1 - Finalmente começa a resultar eficaz o combate ao assustador espectro da deflacçao europeia.

2 - Finalmente surgem perspectivas de melhoria do saldo comercial externo, para os países com a borda dos seus barcos na flor das águas.

3 - Finalmente algum estímulo à actividade económica dos países mais débeis e sob intervenção de troikas e quejandos.

4 - Finalmente a luz ao fundo do túnel nas metas da disciplina orçamental, já que o "ovo de Colombo da austeridade", cuja autoria e culpa, sabe-se agora, hão-de morrer solteiras, ruiu como um baralho de cartas.

Claro que os pobres como nós, portugueses, agradecem, mas não hão-de demorar muitos meses para que assistamos a que muita gente por aí, reinvindique para si a descoberta da solução milagrosa! E como eu, já vai para quatro anos, apenas ouvi "os desalinhados do actual poder", dizerem que a solução da nossa desgraça só poderia vir da Europa...

Só espero que o Zé Povinho não vá, mais uma vez, em cantigas!...

Até breve

terça-feira, 10 de março de 2015

Um pouco mais de rigor sff



"... é verdade que muito boa gente precisa de fazer um esforço para abandonar os dois pesos e as duas medidas, Presidente da República incluído: reduzir a falta de pagamento continuado à Segurança Social por parte de um primeiro-ministro a “um certo cheiro de campanha pré-eleitoral” é um comentário de uma infelicidade confrangedora."
(João Miguel Tavares, Uma campanha suja, in Público)


Não me será de todo difícil, concordar com JMT na tese que inteligentemente defende no artigo publicado no jornal Público, sobre "campanhas sujas": comungo da sua profunda crença, de que "quem está na vida pública tem obrigações de transparência e de probidade muito superiores ao comum dos mortais".

Nesta condição, jamais poderei concordar com o rótulo que, demasiado de raspão - para não fazer cobrança de silêncios -, aplica ao comentário do Presidente da República sobre a falta de pagamento continuado à Segurança Social, de "uma infelicidade confrangedora"! Exactamente porque JMT, deste modo, acaba por se violar a si próprio e ao principio sagrado da sua crença nas obrigações que decorrem de todos aqueles que estão na vida pública.

Cavaco Silva não só está na vida pública, como no topo da hierarquia da República e o seu comentário, não sendo transparente e muito menos probo, sugere completa violação da Constituição que jurou cumprir e fazer cumprir e jamais, "uma infelicidade confrangedora"!...

Concordarei com JMT, sobre a incontornável necessidade de uma correcta e justa hierarquização dos critérios de avaliação de cada caso. E por concordar, muito gostaria de o ver escrever e estabelecer a relação entre as "trapalhadas" de Santana Lopes que levaram o então Presidente da República Jorge Sampaio a demiti-lo e a convocar eleições gerais antecipadas e este "cheiro de campanha eleitoral" que Cavaco Silva invoca, para não demitir Passos Coelho pela sua provada, continuada e admitida falta de pagamento à Segurança Social!...

Um pouco mais de rigor sff!...

Até breve